Hyper Street Fighter II: The Anniversary Edition (Sony Playstation 2)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta à Sony Playstation 2, para este lançamento que é na verdade uma grande homenagem ao jogo de luta mais famoso de todos os tempos, o Street Fighter 2. Este Hyper Street Fighter II junta todos os diferentes lançamentos do jogo num só, como o SFII Tutbo, Champion Edition, Super e por aí fora, mas não numa compilação propriamente dita, mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado na CeX de Gaia algures durante o verão. Custou-me 15€.

Jogo com caixa e manual. É uma pena que não use a artwork japonesa.

Pois bem, em vez desta ser uma compilação como as Street Fighter Collection, na verdade este jogo coloca-nos todo o line-up do Super Street Fighter II à disposição, mas onde podemos seleccionar qual a jogabilidade que queremos usar, desde a original do World Warriors, até à do Super Street Fighter II Turbo. Naturalmente que cada versão possui as suas diferenças a nível de balanceamento de dificuldade e há lutadores que são muito mais fortes numa versão do que noutras. O meu problema com esta compilação é que este modo “Hyper Fighting” seria bastante interessante se fosse um modo de jogo de bónus, e este Hyper Street Fighter II trouxesse também versões integrais de todos as variantes do Street Fighter II aqui referidas.

O que esta edição de aniversário traz é a possibilidade de jogarmos com qualquer versão de um lutador do Street Fighter II

Para além disso, temos o Gallery Mode que uma vez mais deixa algo a desejar. As compilações que tinham saído anteriormente possuíam alguns extras interessantes como muito artwork. Um pequeno documentário de making-of seria igualmente excelente. Aqui temos um sound test que nos deixa ouvir as músicas e efeitos sonoros de todas as versões, para além das cinemáticas de início e fim de jogo. O melhor extra vai claro para a inclusão do filme anime Street Fighter II. Vem na sua versão dobrada em inglês, eu preferia que viesse apenas legendado, mas mesmo assim foi um bom extra.

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R-Type (Sega Master System)

De todos os shmups, aquele que guardo mais alguma nostalgia é mesmo este R-Type para a Sega Master System. Desde que soube da sua existência, algures na década de 90, onde joguei-o em casa de um amigo, que fiquei fascinado pela sua jogabilidade e temática do espaço e com criaturas “xenomórficas“, uma clara homenagem aos filmes do Alien. Mas só no mês passado de Agosto é que finalmente o acabei por arranjar, após ter sido comprado a um particular por 12 ou 14€, já não me recordo bem.

Jogo em caixa

R-Type leva-nos a confrontar as criaturas do império de Bydo, que se prepara para invadir a terra. O cliché habitual, e até aqui nada de novo. O bom que R-Type tem é a sua jogabilidade. Sim, por um lado temos acesso a diferentes power-ups que nos conferem mais velocidade, ou diferentes tipos de ataques como os raios laser que se reflectem nas superfícies até encontrarem um alvo, mas o que realmente torna R-Type diferente da sua concorrência é o uso da Force Drive, um “apêndice” da nossa nave que é invencível e que também pode ser de certa forma controlado. Podemos anexá-lo na frente ou traseira da nossa nave, dando-nos assim um pequeno escudo, mas também o podemos lançar para a frente de combate e usá-lo para atacar à distância, algo que será inclusivamente necessário em alguns bosses. Para além disso, podemos também ter um número máximo de 2 Options, pequenas esferas que voam paralemente à nossa nave e também podem atacar.

Este nível obriga-nos a ter nervos de aço, embora não seja tão exigente quanto o de arcade.

Mas mesmo com tanto poder de fogo as coisas não são fáceis, não senhor. Existem inúmeros inimigos e projécteis vindo de todos os lados e basta o mínimo dano que perdemos uma vida. Mesmo embarrando nalguma superfície, o que será comum acontecer em alguns níveis com túneis mais apertados, lá se vai mais uma vida. E sendo este um daqueles jogos que tem de ser terminados de uma assentada só, pois não existe qualquer forma de gravar o nosso progresso, lá aumenta a dificuldade.

O primeiro boss é qualquer coisa de impressionante!

Esta conversão para a Master System que ficou a cargo das mãos da Compile, embora tal não seja creditado, acaba por ser uma excelente conversão tendo em conta as limitações da plataforma. É uma conversão bastante fiel à original, embora as sprites sejam ligeiramente menores e em menor número para evitar algum slowdown ou sprite flickering. Os níveis foram também ligeiramente adaptados tendo em conta as limitações da consola, mas para compensar a Compile incluiu aqui um nível e boss secreto, acessível durante o nível 4, que é exclusivo desta versão.

Quando defrontamos um boss, o fundo passa a ser inteiramente negro

Graficamente é um jogo excelente para uma Master System, com os seus níveis detalhados e variados, pois não só no espaço e interiores de naves gigantescas a acção se passa, mas também em diversas cavernas. Os bosses são bastante grandes e detalhados, embora sejam confrontados “às escuras”, sem o detalhe dos níveis por detrás para evitar slowdowns da consola. As músicas são também bastante agradáveis, em particular a banda sonora em FM à qual apenas as consolas japonesas tiveram direito.

R-Type é um excelente shmup horizontal. A par de Gradius, são sem dúvida os jogos mais influentes de todo o género. Esta conversão para a Master System acaba por ser muito bem conseguida (afinal a Compile já tinha feito um bom trabalho com o Power Strike) e é facilmente a melhor versão de plataformas puramente 8bit.

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Jurassic Park (Sega Mega Drive)

Bom, o Jurassic Park é um fimle muito importante para mim, pois foi o primeiro filme que fui ver ao cinema, tinha eu sete anos e ainda mal conseguia acompanhar as legendas que passavam no ecrã. Naturalmente que após o seu enorme sucesso como filme, não tardaria muito e iriam aparecer por aí as adaptações para videojogos. E se por um lado já cá trouxe as versões 8bit da Sega e da Super Nintendo (desenvolvida pela Ocean Software), esta versão da Mega Drive também é diferente das restantes, tendo sido desenvolvida pela Blue Sky Software para a Sega of America. O meu exemplar foi comprado a um particular por 5€, algures no mês passado.

Jogo com caixa e manual

O que mais me surpreendeu neste jogo foi a possibilidade de não só jogarmos com o Dr. Grant, uma das personagens principais do filme, mas também com um Velociraptor. Independentemente de quem escolhemos para jogar, o nosso objectivo é percorrer a ilha de uma ponta à outra, culminando no centro de visitas, onde o filme termina. Como Dr. Grant, o nosso objectivo é meramente a sobrevivência e escapar da ilha com vida. Já o velociraptor persegue o cheiro do Dr. Grant.

Dr Grant terá acesso a uma série de armas não letais. Mas lembrem-se, os dinossauros voltam a acordar!

Este é um jogo de acção/plataformas com controlos ligeiramente diferentes mediante a personagem escolhida. Com o Dr. Grant vamos amealhando um bom arsenal de armas não letais, como diversos tipos de tranquilizantes, granadas de gás ou luz, ou stun guns que disparam rajadas eléctricas mais fortes, mediante o tempo que deixemos o botão do comando pressionado. Neste setup temos um botão para saltar, outro para alternar entre armas e um outro para as disparar. No caso de jogarmos com o dinossauro as coisas complicam mais um pouco, pois o réptil consegue usar uma série de diferentes movimentos através de várias combinações de botões, o que já não é assim tão simples. Jogando com o dinossauro traz-nos também outros problemas: temos de enfrentar outros dinossauros e soldados humanos, todos com armas de maior alcance, pelo que iremos estar constantemente a sofrer algum dano. E no caso do Raptor, nem sempre encontramos itens que nos regenerem parcialmente a vida.

Este nível dos barcos, exclusivo ao Dr. Grant, foi um pouco chato pois por vezes não sabemos bem por onde ir

A nível técnico devo dizer que fiquei algo desapontado com este jogo. Aparentemente confundi-o com a sua sequela, o Rampage Edition, já que não vi nada de particularmente surpreendente aqui, bem pelo contrário, pois o jogo possui imensos slowdowns, mesmo em alturas de menor aperto com pouca coisa a decorrer nos ecrãs. De resto o jogo possui visuais minimamente competente, com diversos cenários como florestas, a central eléctrica, um vulcão ou o Visitor’s Centre. A música e efeitos sonoros também não são nada de especial.

Portanto, este Jurassic Park, apesar de ter algumas boas ideias como a inclusão de um velociraptor como personagem jogável,  os seus controlos algo desagradáveis, aliados a uma fraca performance, repleta de slowdowns, tornam este jogo algo mediano, o que é pena. Mas fiquei com ainda mais curiosidade para experimentar a sua sequela, o Rampage Edition.

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FIFA International Soccer (Sega Mega Drive)

Continuando pelas super rapidinhas para a Mega Drive, hoje trago cá mais um jogo de futebol, desta vez o primeiro FIFA da Electronic Arts, que foi certamente uma pedrada no charco na altura do seu lançamento, pelos seus grafismos, modos de jogo, jogabilidade, e variedade de opções, sendo um jogo mais de simulação do que uma jogabilidade mais arcade vista na maioria dos seus concorrentes até à altura. Este meu exemplar foi-me oferecido por um colega de trabalho algures no mês passado.

Apenas cartucho

Na verdade já por cá trouxe a versão Super Nintendo deste jogo, mas na minha opinião esta versão Mega Drive acaba por ser ligeiramente superior na sua apresentação visual, para além de possuir mais animações e os gráficos ligeiramente mais detalhados. De resto o jogo possui as mesmas opções e modos de jogo, pelo que não foge muito dessa versão.

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Mega Games 6 Volume 1 (Sega Mega Drive)

O artigo de hoje é mesmo só para marcar território, pois é sobre uma compilação de compilações, cujas já foram cá trazidas e todos os seus jogos abordados de forma individual. Esta é uma compilação de 6 jogos que faziam parte das colectâneas Mega Games I e Mega Games 2, cujas trazem os seguintes jogos: Columns, Super Hang-On, World Cup Italia 90, Streets of Rage, Golden Axe e Revenge of Shinobi.

Jogo em caixa

Se eu já achava a Mega Games 2, aquela compilação essencial em qualquer colecção da Mega Drive por incluir 3 dos maiores clássicos da plataforma, esta traz ainda mais uns três, que apesar de não serem tão bons como o Shinobi, Streets of Rage e Golden Axe, não deixam também de ser divertidos. Recomendo então que dêm uma vista de olhos nos artigos citados acima, que por sua vez devem possuir ligações para cada jogo individual de cada compilação, para umas opiniões mais fundamentadas. O meu exemplar veio num bundle que comprei algures em Agosto, de 3 jogos de Mega Drive em caixa por 10€.

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The Conduit (Nintendo Wii)

Gráficos, gráficos e mais gráficos. Na altura em que a Wii foi lançada, era do que mais se falava, pois por um lado tinhamos a Xbox 360 e a Playstation 3, com todo os seus visuais impressionantes, o suporte a resoluções de alta definição, e por outro tínhamos a Nintendo Wii, uma consola com um hardware ligeiramente superior ao da Gamecube, mas com a novidade dos controlos por movimento e o maior foco nas audiências casuais. Isto fez com que a High Voltage Software visse ali uma oportunidade de mercado e anunciaram que queriam ser a third party que melhor conteúdo iria trazer para a Wii, pois a consola seria capaz de muito melhor, de um ponto de vista técnico. O resultado foi este The Conduit. O meu exemplar foi comprado por 12.5€ na Cash Converters do Porto, há uns anos atrás. É uma edição especial em caixa de cartão que inclui um livro extra.

Edição especial, com sleeve de cartão, manual, um livro com extras e papelada.

A história passa-se num futuro próximo, onde a cidade de Washington tem sido alvo de uma praga, depois de uma série de atentados terroristas que visaram assassinar o Presidente Norte-Americano e uma série de outras pessoas ligadas ao Governo. Por fim, no meio de todo esse clima de tensão, havia ainda uma invasão alienígena para travar, mesmo na capital americana. Nós encarnamos no papel do Agente Michael Ford, que trabalhava para a organização secreta Trust. A sua missão inicial era a de interceptar o terrorista Prometheus a todo o custo e recuperar um protótipo que tinha sido roubado à agência secreta pelos terroristas. No entanto as coisas acabam por sofrer um revés, pois somos traídos pela própria agência, e é o suposto terrorista Prometheus que nos tenta ajudar a travar uma grande conspiração para ganharem o poder sobre os EUA e o mundo.

Os aliens dos the Grudge são parte integrante em todo o jogo

No que diz respeito à jogabilidade, esta mistura alguns conceitos de FPS mais da velha guarda com outros modernos. Isto porque a vida é regenerada através de medkits e, apesar de haver imensas armas diferentes, tanto de origem humana como alienígena, apenas podemos carregar com 2 em simultâneo, para além de uma série de granadas. Os controlos são intuitivos na medida em que o Wiimote é usado como apontador, da mesma forma que usamos o rato no PC. Isto permite-nos ter um controlo algo preciso, mas também trouxe os seus problemas. Por exemplo, não conseguimos mirar muito para cima, o que me trouxe alguns problemas para combater alguns inimigos que nos atacam do ar. De resto até que conseguiram dar um bom uso ao Wiimote + Nunchuck, com cada botão a ter funções específicas, mas ficou a faltar ali um botão para os sprints.

Alguns aliens têm respawn infinito enquanto não destruirmos os seus casulos, ou os portais que atravessam.

De resto, uma das funcionalidades mais interessantes no modo single player é o uso do ASE (All Seeing Eye), o tal artefacto que tinha sido roubado à Trust e que nós recuperamos. Esta é uma esfera toda high-tech, que server para fazer hacking de alguns computadores, mas também para revelar alguns itens, minas ou mesmo inimigos que estejam invisíveis a olho nu. Para além disso podemos também revelar objectos que servem para abrir passagens que estejam trancadas, ou mesmo passagens secretas da Trust, onde teremos acesso a munições, e algumas armas, incluindo protótipos poderosos, mas sem munições extra ao longo do jogo. O ASE pode também ser usado para indicar o caminho a seguir para o próximo objectivo, caso estejamos algo perdidos.

Para além de desbloquear portas e interagir com equipamentos electrónicos, o ASE tem a capacidade de revelar objectos ou inimigos invisíveis

O modo campanha infelizmente é algo curto, consistindo em 9 missões que podem ser completadas em menos de 6h. Iremos demorar muito mais tempo se o quisermos completar a 100%, pois existem uma série de achievements internos, ou discos secretos para procurar ao longo dos níveis. Isto depois vai-nos desbloquear diversas galerias de artwork ou mesmo batotas para usarmos no modo single player. Já o multiplayer, esse é online e com diversos modos de jogo diferentes. Infelizmente não cheguei a experimentar, mas continha vários modos de jogo de “Free for All”, onde era cada um por si, ou outros modos de jogo divididos em equipas. Temos diversas variantes de modos de jogo como o deathmatch e capture the flag (neste caso o ASE), mas também alguns mais originais como o Bounty Hunter onde teremos de assassinar um oponente em específico.

A história deste Conduit assenta em várias teorias de conspiração.

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, o jogo realmente apresenta uns gráficos acima da média, quando comparado a muitos outros jogos third party na Wii. E acredito que com um cabo componente fique realmente bonito, mas não é o meu caso. Ainda assim, tal como já referi, nota-se que é um jogo tecnicamente bem conseguido, principalmente por todos os efeitos de luz fancy que vamos vendo, especialmente ao usar as armas mais futuristas. Os cenários em si vão sendo algo variados, atravessando várias localizações e edifícios icónicos de Washington, como a Casa Branca ou o Pentágono. A nível de efeitos sonoros não tenho nada a apontar, o jogo cumpre o seu papel. O mesmo pode ser dito do voice acting que é competente, mas devo dizer que as cutscenes entre cada nível deixam um pouco a desejar na narrativa.

Este Conduit acaba então por ser uma boa experiência de jogo, que peca principalmente por ser uma experiência curta. A nível técnico e de jogabilidade é uma obra bem conseguida, pelo que fico bastante curioso com a sua sequela, o Conduit 2, que por acaso ainda não adquiri.

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Micromachines 64 Turbo (Nintendo 64)

Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma conversão do Micromachines V3, que tinha saído originalmente para a Playstation. Foi o primeiro jogo da série a ser totalmente em 3D, e no ano seguinte ao seu lançamento eis que sai esta versão para a Nintendo 64, com um nome um pouco diferente. O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide algures durante o Verão do ano passado. Creio que me custou uns 3€.

Apenas cartucho

Na sua essência, o jogo conta com 3 modos de jogo principais no single player. Tal como todos os que vieram antes, temos o Challenge, onde vamos percorrendo uma série de circuitos uns atrás dos outros, sendo que teremos de chegar sempre nos primeiros 2 lugares de forma a desbloquear o circuito seguinte. O Head 2 Head coloca-nos contra um oponente e o objectivo é deixá-lo para trás até que desapareça do ecrã. Fazendo isto uma série de vezes faz com que vençamos a corrida. Temos também o Time Trials Challenge, onde somos desafiados a terminar uma corrida abaixo de um tempo limite. Temos ainda single races para que possamos treinar as pistas, e como um todo, este até é um jogo com uma boa longevidade, pois mediante a personagem escolhida e os desafios a que nos propomos, poderemos vir a desbloquear vários novos carros.

Os menus são algo originais, onde levamos o carro por uma pequena viagem pelas opções

No que diz respeito ao multiplayer, temos também várias opções, algumas do single player, ou outras como o modo torneio. Nativamente a Nintendo 64 aceita 4 jogadores em simultâneo pelo que também podemos jogar em equipas de 2 contra 2. Ou então também podem participar 8 jogadores em simultâneo, com cada par de jogadores a partilhar o mesmo comando. Neste modo de jogo os carros aceleram automaticamente, pelo que um jogador fica com o d-pad, o outro com o C-button. Na vertente multiplayer podemos também apostar os carros que desbloqueamos, visto que cada jogador pode trazer o seu cartão de memória no seu comando.

Tal como nos seus antecessores, vamos conduzir carros de brinquedo por pistas improvisadas lá em casa

A jogabilidade em si é divertida, mas também exigente e que nos obriga a practicar bastante cada circuito. Isto pelo que os mesmos estão repletos de obstáculos, passagens apertadas, e os nossos oponentes geralmente não nos deixam em paz. Até porque cada veículo possui conduções diferentes, e o mesmo pode ser dito dos pisos. Até aqui nada de novo, mas o problema é que desta vez a transição para o 3D não foi a melhor. O sistema de câmara é mais dinâmico, não mantendo o ângulo fixo da top down view que sempre nos habituamos. E com esta câmara dinâmica não ajuda nada a desviarmo-nos dos obstáculos que nos aparecem. De resto temos também algumas novidades como diferentes powerups que podemos apanhar e que nos conferem habilidades como um boost na velocidade ou mesmo o uso de armas para atacar os nossos oponentes, como bombas ou mísseis.

Por vezes lá conseguimos ganhar alguns carros novos ou melhores

Graficamente é um jogo competente. Os circuitos passam-se nos mesmos lugares comuns desde o primeiro jogo, com pistas a existirem na mesa da cozinha, no bilhar, no jardim, num pequeno lago, entre outros. Os cenários estão bem detalhados, repletos de pequenos objectos ou criaturas que lhes dão vida, mas sinceramente prefiro de longe os gráficos 2D existentes nas versões anteriores de 16bit. Infelizmente as músicas não são nada de especial e não são muitas. Nada a apontar aos efeitos sonoros, mas o pouco voice acting que existe também poderia ser muito melhor.

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