Compras de Julho e outras cenas

Sim, no artigo anterior já expliquei que tenho andado super ocupado. Tanto que mais uma vez me esqueci de colocar aqui o vídeo de aquisições de Julho! Isto numa altura em que o vídeo de Agosto já devia estar cá fora há bastante tempo! (hint: nem sequer está gravado ainda).

Ao menos posso desde já adiantar que o próximo Crónicas Cúbicas está finalmente gravado e o processo de edição vai começar. Possivelmente estará pronto na próxima semana. Em relação ao vídeo de compras de Agosto, estou a ponderar em juntar com as de Setembro, mas ainda não é certo porque Agosto foi bastante recheado.

No que diz respeito a actualizações de alguns artigos, desta vez, no que diz a artigos já escritos, apenas arranjei uma outra versão de um jogo para substituir. Estou a referir-me ao Time Crisis Project Titan, antes apenas tinha o CD solto que veio de “brinde” com o Time Crisis 3 de PS2. Agora está completo, embora na versão platinum.

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The Hobbit (Nintendo Gamecube)

18458_frontBom, como se devem ter apercebido, o blog tem estado mais inactivo. Isso se deve às minhas últimas semanas de trabalho que foram do mais intenso que tive, pois foram practicamente 3 semanas seguidas a trabalhar em grande. A minha vida também está a sofrer algumas mudanças (2 mudas de casa no mesmo mês ninguém merece), pelo que também por isso o tempo tem sido bastante escasso. Para compensar vou publicar este artigo que já o tinha aqui na gaveta. The Hobbit é uma obra de J. R. R. Tolkien que deveria dispensar todo o tipo de apresentações, até porque recentemente fizeram-se 3 filmes onde muitos chouriços foram enchidos e certamente muitos de vós os viram. Pois bem, antes desses filmes terem sido produzidos, este era o jogo licenciado pela empresa que detém a obra literária de Tolkien, cuja adaptação coube à Vivendi Universal, ao contrário da Electronic Arts que detinha os direitos das adaptações dos filmes do Lord of the Rings.

Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa

Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa

Portanto, seria esperado que este jogo tivesse uma história mais próxima do livro, ao contrário dos 3 filmes do Hobbit que se fizeram nos últimos anos. E que história é essa? A da grande aventura de Bilbo Baggins, que acaba por se juntar ao anão Thorin Oakenshield e seu grupo, na viagem até à Lonely Mountain, de forma a recuperar a sua fortaleza da montanha que outrora foi o seu reino, até ter sido invadida por um voraz dragão. Já o tipo de jogo em si, bom, há aqui um grande foco no platforming em 3D, com alguns segmentos ocasionais de stealth e por vezes algum puzzle solving na forma de procurar certas alavancas ou botões para poder progredir no jogo em novas áreas.

O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.

O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.

Ao longo do jogo poderemos também encontrar diversos itens, os mais abundantes são as Silver Pennies e os Courage Points. Os primeiros são a unidade monetária do jogo, e ao transitar entre cada nível visitamos uma loja onde poderemos comprar alguns outros itens, como poções curativas ou upgrades às mochilas de forma a poder carregar mais poções ou pedras. Quem é que quer andar com calhaus na mochila? O Bilbo, claro, já que são para usar na nossa fisga. Os courage points são uma espécie de pontos de experiência. Para além de serem encontrados espalhados por todos os confins dos níveis, são também obtidos ao derrotar inimigos, cumprir quests (que podem ser obrigatórias ou opcionais para completar o nível) ou ao encontrar e abrir baús de tesouros (que por sua vez podem também conter silver pennies e/ou outros itens). A parte de abrir baús também pode introduzir alguns mini-jogos, já que muitos estão trancados e teremos de fazer algum lockpicking. Isto resulta numa série de cenários onde teremos de carregar no botão A na altura certa, facilmente identificada pela cor verde quando surge no ecrã. Caso falhemos geralmente somos castigados ao perder um pouco de vida ou ficar envenenados. Mas onde é que entra a parte dos “pontos de experiência” destes Courage Points? É que à medida em que os vamos coleccionando, acabamos por ganhar mais alguns pontos de vida, que ao contrário dos Zeldas, não estão aqui marcados como corações mas sim círculos vermelhos no canto superior esquerdo do ecrã.

Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias

Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias

De resto é um jogo com grande foco no platforming, especialmente se quisermos encontrar todos os baús de tesouro, courage points e silver pennies espalhados por aí. Saltos cirúrgicos entre plataformas, ou entre cordas são o prato do dia, acompanhados com algum combate e até algum stealth em certas alturas. Como quando temos de nos esquivar dos gigantes, ou de salvar os anões da sua prisão na cidade dos Elfos. Para o combate, inicialmente estamos apenas munidos de uma fisga (para disparar pedras) e um bastão, que pode até ser usado como vara para saltar mais longe. Pouco depois obtemos uma espada que acaba por ser a arma mais usada. Existem também outros power-ups temporário como pedras de fogo ou gelo, para a nossa fisga, que acabam por ser bastante úteis nos combates mais apertados. De resto, os controlos são bons, apenas senti algumas dificuldades na parte de saltar das cordas, pois temos de virar o Bilbo para a direcção em que queremos que ele salte, e convém colocar a câmara do jogo mesmo atrás do hobbit, caso contrário poderá saltar noutra direcção. Demorei algum tempo a atingir isto, devo confessar. De resto, o que não faltam são save points, pelo que nunca estamos muito tempo sem possibilidade de gravar o nosso progresso no jogo, pelo que mesmo que façamos uma ou outra gaffe (e se quiserem completar todos os níveis com 100% de tudo encontrado acreditem que vai acontecer muitas vezes), nunca será assim tão frustrante.

Graficamente é um jogo minimamente competente. Por um lado, acho que a caracterização das personagens, independentemente da sua raça, está algo cartoonizada, eu preferia algo mais realista. Mas os cenários são bastante vastos e com muita variedade, desde cavernas, belos prados, ruínas, cidades humanas, elfos entre outros. As músicas são também agradáveis, gosto especialmente daqueles  temas mais folk, mas nos níveis que se passam em cavernas (e vão ser muitos), é muito usual ouvir temas mais minimalistas, com alguma percursão. O voice acting é também competente.

O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.

O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.

No fim de contas, este The Hobbit até que me surpreendeu pela positiva. Era um jogo que já tive para o comprar vezes sem conta para a Playstation 2 mas sempre acabava por não o fazer, por um lado pelo seu aspecto não me inspirar muita confiança, por outro lado pelas pontuações medíocres que tenho visto por aí. A versão Gamecube acabou por aparecer e desta feita lá o levei, até porque seria mais um jogo para falar no Crónicas Cúbicas. E não me arrependo de o ter comprado, pois não é um mau jogo de todo.

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Space Harrier II (Sega Mega Drive)

Space Harrier IIHá já uma semana que não escrevia cá nada. Estou em fase de mudanças (e por acaso do destino daqui a menos de um mês estarei novamente), nesta última semana estava sem internet fixa em casa e por isso a vontade de escrever também nunca apareceu. Mas já cá estou debaixo de um outro tecto e é tempo então de escrever mais uma rapidinha, para festejar tal feito. O artigo de hoje vai-se focar no Space Harrier II, uma das sequelas do famoso shooter da Sega do final dos anos 80. Ao contrário do primeiro, este ficou-se exclusivo pelas consolas domésticas.

Jogo com caixa

Jogo com caixa

E para quem conhece ou jogou o primeiro Space Harrier, já sabe o que esperar, a fórmula utilizada neste jogo é practicamente idêntica. O mesmo é visto numa perspectiva da personagem principal, um guerreiro capaz de voar e disparar a sua arma ao mesmo tempo. Nesta perspectiva, é um jogo que originalmente usava a tecnologia Super Scaler de sprites, conferindo-lhe, no original das arcades, uma fluidez de jogo incrível e efeitos gráficos que lhe davam profundidade e uma certa percepção 3D. A conversão para a Master System era notavelmente muito inferior, mas esta sequela para a Mega Drive já se aproxima mais do original. Apesar da Mega Drive não possuir suporte nativo à tecnologia Super Scaler da Sega, ainda assim conseguiram transmitir uma experiência de jogo próxima do original.

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

De resto, é practicamente a mesma coisa do primeiro Space Harrier, com inimigos e níveis diferentes. Mas nada é assim tão diferente que não deixe de ser familiar. Os padrões quadriculados no chão e eventualmente nos tectos, os inimigos a voarem por todos os lados, os bosses compostos por múltiplas sprites ligadas entre si, estão uma vez mais aqui presentes. A jogabilidade é bastante familiar, embora agora seja possível utilizar o auto-fire.

Já disse que tecnicamente este é um jogo muito mais próximo ao original das arcades do que a versão para a Master System alguma vez poderia ser. Mas infelizmente nem tudo são rosas. Se por um lado temos aqui as vozes digitalizadas que anunciavam que estávamos a entrar na era dos 16 bit com todas as suas novas potencialidades, por outro lado as músicas acabaram por me desiludir bastante. A faixa título do primeiro Space Harrier é das minhas melodias clássicas de videojogos preferidas, a versão Master System (preferencialmente com o chip FM Unit) é fabulosa, aqui as músicas são muito mais contidas. Foi para mim uma grande desilusão neste campo.

De resto, não deixa de ser Space Harrier! Um shooter fantasioso que só poderia ser saído da década dourada dos anos 80, e esta versão Mega Drive, se não fosse pela banda sonora decepcionante, teria tudo para ser um dos grandes shooters da plataforma.

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Knuckles Chaotix (Sega 32X)

Knuckles ChaotixSe há jogo do Sonic desta era dourada das máquinas 16bit que eu não me consigo decidir se gosto ou odeio, é o Knuckles Chaotix, para o addon 32X da Mega Drive. E não é pelo facto de Sonic, ou Tails não serem personagens jogáveis, nada disso. É mesmo pela jogabilidade diferente que implementaram aqui, em conjunto com uns visuais bem mais “psicadélicos” que ainda não consegui entender se gosto ou não. Entretanto, este meu cartucho foi comprado na Feira da Ladra em Lisboa por 5€, perto do final de 2015.

Apenas cartucho

Apenas cartucho

A história curiosamente é diferente na versão Japonesa e ocidental, embora apenas esteja descrita no manual (que por acaso não tenho) e não no jogo em si. Nesta versão o jogo é passado na tal Carnival Island, uma ilha com um parque de diversões todo high-tech e psicadélico, ilha essa alimentada por uma esmeralda do caos gigante (tal como no Sonic & Knuckles, presumo). Robotnik planeia sugar toda a energia libertada pela esmeralda e é com essa desculpa que Knuckles o tenta impedir. Pelo meio parece que Robotnik também raptou uma série dos seus amigos e a única maneira que Knuckles tem de os libertar temporariamente é através de uns anéis especiais, que os une através de um feixe de energia “elástica”. É uma história um bocado elaborada demais, mas o que interessa reter aqui é que o Chaotix é jogado sempre com duas personagens ligadas entre si com uma espécie de elástico. E como isso se traduz para o gameplay? Bom, como qualquer elástico, ao esticar vai acumular uma certa energia elástica que ao ser libertada traduz-se em grande velocidade. A ideia é usar essas propriedades elásticas para ver as duas personagens a fazer algumas acrobacias enquanto atravessam os níveis. É um bocado difícil de explicar, de tal forma que a Sega incluiu um segmento de tutorial antes do jogo “a sério” começar, que explica exaustivamente estas mecânicas de jogo e todas as suas possibilidades. Para jogar com mecânicas algo semelhantes aos Sonic clássicos… bom, basta pegarem na outra personagem ao colo e siga!

Inicialmente somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo

Inicialmente somos levados por um tutorial que nos explica as mecânicas de jogo

Outra das coisas que chama logo à atenção neste jogo, para além da falta de Sonic e Tails, é da inclusão de imensas novas personagens, cada qual com diferentes habilidades. Para além do Knuckles que pode planar e escalar paredes, temos personagens como o crocodilo Vector que também pode escalar paredes e dar segundos saltos, o tatu Mighty que pode saltar entre paredes, a pequena abelha Charmy que pode voar livremente, ou o camaleão Espio que pode andar em paredes e tectos. Eventualmente também podemos escolher 2 robots do Robotnik, que supostamente são robots que se revoltaram contra o seu criador, mas não parece, pois as suas habilidades não dão jeito nenhum. Heavy, tal como o nome indica é bastante pesado e atrasa-nos a vida e o Bomb, que para além de também não ser muito rápido ainda pode explodir se lhe apetecer.

Antes de começar cada nível podemos escolher desta forma a personagem que nos acompanha

Antes de começar cada nível podemos escolher desta forma a personagem que nos acompanha

Depois o jogo segue uma estrutura muito não linear. A partir do momento em que passamos a zona tutorial, para além de desbloquear o modo para 2 jogadores, passamos sempre por um hub, a entrada da Carnival Island que nos dá acesso a tudo. Primeiro calhamos numa espécie daquelas máquinas que existem na vida real para tentar apanhar bonecos ou brindes, mas aqui para escolher a personagem que nos acompanha. Depois entramos noutro sítio onde podemos escolher qual zona a visitar. Cada zona possui 5 níveis, e podem ser jogadas de forma independente umas das outras. De resto, temos também os níveis de bónus, que podem ser acedidos ao encontrar anéis especiais no decorrer dos níveis normais. Estas colocam a personagem que entrou no nível a descer um abismo em queda livre, onde teremos de tentar apanhar o máximo número de anéis e power-ups. Os outros níveis especiais são acessíveis no final dos níveis normais se possuirmos mais de 50 anéis. Fazem lembrar os níveis de bónus do Sonic 2 onde percorríamos uma espécie de tubo e tinhamos de coleccionar um certo número de anéis para desbloquear uma esmeralda do Caos. Aqui também começamos a percorrer estruturas similares, mas também podem ser planas, com obstáculos e buracos que teremos de ter em conta. Mas ao contrário dos jogos do Sonic, aqui não somos recompensados com uma esmeralda no fim, mas sim anéis do Caos (porquê não sei).

O mesmo pode ser dito dos níveis, este jogo tem uma progressão completamente não-linear

O mesmo pode ser dito dos níveis, este jogo tem uma progressão completamente não-linear

Os níveis em si vão sendo variados, existindo alguns com uma ênfase muito maior para a velocidade (como o Speed Slider) e outros mais para a exploração, como a Amazing Arena ou Techno Tower, com uma natureza mais labiríntica onde por vezes teremos até de resolver pequenos puzzles para prosseguir. Com novas mecânicas de jogo vêm também novos power ups e para além dos já habituais power ups de velocidade, 10 anéis extra, escudos e invencibilidade surgem também muitos outros. Um é um outro anel especial, cinzento, com a particularidade que se formos atingidos por um inimigo, em vez de termos dezenas de nossos anéis perdidos a serem espalhados por todo o lado, veremos um único anel cinzento a cair e se o apanharmos, recuperamos na totalidade os anéis que tínhamos antes de ser atingidos. Outros tornam a personagem que o apanhou gigante ou minúscula, o que influencia as físicas do jogo e a velocidade ou poder que podemos atingir. Outros power ups transformam-nos temporariamente na personagem que está no monitor, outros servem até para estabilizar o ecrã de escolha de parceiros ou o de escolha de níveis, dando-nos muita mais liberdade e controlo nessas escolhas (sem os power ups é tipo roleta russa).

Alguns efeitos gráficos como o sprite scaling são usados bastante aqui

Alguns efeitos gráficos como o sprite scaling são usados bastante aqui

Tecnicamente, apesar de 2D, é um jogo bem bonito, na minha opinião. As zonas são bastante coloridas e repletas de detalhes, embora muitas vezes as cores sejam demasiado psicadélicas. Mas sendo o jogo passado num suposto parque de diversões, é algo de esperar que assim seja. Depois vemos imensos efeitos gráficos que só estávamos habituados a ver na SNES, como a rotação e ampliação fluída de sprites. Até pequenos efeitos de partículas vemos no ecrã, ao destruir algumas plataformas. As músicas são excelentes, algumas delas bem memoráveis!

Os níveis de bónus já são num 3D algo rudimentar

Os níveis de bónus já são num 3D algo rudimentar

No fim de contas, volto ao que referi na introdução do artigo. Knuckles Chaotix é um jogo que não consigo mesmo me decidir se gosto ou odeio. Por um lado possui mecânicas de jogo tão únicas que certamente irão estranhar sempre alguém experimente o jogo, por outro os níveis são tão psicadélicos que nem é normal, mas por outro, ao fim de algum tempo quase que nos habituamos a tudo isto! E a banda sonora é óptima. De resto, é uma pena que seja um jogo de 32X, pois fora este lançamento nunca o vimos em nenhuma das imensas compilações que se fizeram de jogos do Sonic ou outros para a Mega Drive. Suspeito que seja pela dificuldade de emulação desse sistema, já que no PC ainda demorou bastante até existirem emuladores competentes e estáveis.

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Road Rash (Nintendo Gameboy Color)

Road RashA rapidinha de hoje irá incidir em mais uma das adaptações da série Road Rash, que sinceramente deixa algumas saudades. Um pouco como a Sega, a Electronic Arts está também sentada num enorme reportório de antigas e saudosas franchises que poderia perfeitamente trazer de volta. Mas a Electronic Arts infelizmente hoje em dia é muito mais virada para o lucro fácil, DLCs e fechar estúdios talentosos, pelo que se calhar, no fim de contas, mais vale não estragar muito o passado. E infelizmente foi isso que fizeram com esta versão para a Gameboy Color, já lançada no ano de 2000. O porquê já vão ver nos parágrafos seguintes! Este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado uns 2€.

Apenas cartucho

Apenas cartucho

Na verdade, este parece-me mais ser uma conversão do Road Rash II do que do primeiro jogo. Isto porque o primeiro jogo apenas decorria ao longo da costa da Califórnia, já no segundo iriamos correr em estradas de diversos estados norte-americanos, coisa que acontece nesta versão para Gameboy Color também. O design dos menus também me parece mais similar ao Road Rash II. De resto, as mecânicas de jogo são as que esperariam de um jogo desta série: vamos participando numa série de corridas ilegais de motos ao longo de vários estados norte-americanos, onde há poucas regras e podemos inclusivamente andar à pancada com os nossos oponentes, seja com murros e pontapés, ou com recurso a armas brancas como bastões de baseball ou correntes. De forma a avançar, teremos de chegar ao fim da corrida pelo menos no terceiro lugar. À medida que vamos correndo, amealhamos também dinheiro para comprar novas motos, o que seria algo necessário para as rondas seguintes, onde a dificuldade aumenta.

O jogo tem também uma vertente multiplayer através do cabo que liga 2 Gameboy Colors, mas nunca testei tal coisa.

O jogo tem também uma vertente multiplayer através do cabo que liga 2 Gameboy Colors, mas nunca testei tal coisa.

Infelizmente aqui as coisas chegam a um ponto onde nem por termos a moto mais veloz de sempre nos safamos. Esta versão para Gameboy Color acaba por ser ridiculamente difícil a partir da segunda metade do jogo. Isto porque os circuitos estão cheios de altos e baixos que nos vão fazendo saltar, várias vezes com curvas apertadas logo depois do salto, o que pode resultar em espetarmo-nos nalgum sinal de trânsito ou num carro em sentido oposto. Ao cair da moto levamos imenso tempo a voltar, tempo esse precioso para alcançar os nossos oponentes. Temos de chegar a um ponto onde somos forçados a conduzir tão devagar para não embater em nada ou ninguém que acaba por nos levar a chegar ao fim do circuito em posições bem baixas da tabela, de um forma ou de outra.

Apesar de ter aquele efeito bonito de não estarmos a percorrer uma estrada plana, devo dizer que gostei mais do resultado da Game Gear

Apesar de ter aquele efeito bonito de não estarmos a percorrer uma estrada plana, devo dizer que gostei mais do resultado da Game Gear

Graficamente, sinceramente acho que a versão Game Gear (e Master System) do primeiro Road Rash acabam por ser tecnicamente bem mais competentes. Apesar de nesta versão GBC termos também detalhes como os 2 retrovisores da moto que nos mostram quem vem atrás de nós, ou os tais altos e baixos das estradas, as cores em si, bem como o detalhe das sprites, não estão tão boas como nas versões das consolas 8bit da Sega. As músicas também não acho que soem tão bem como na Game Gear, mas isso já é mais discutível.

Em suma, devo dizer que esta conversão para a Game Boy Color me deixou algo desiludido. Também, com a Electronic Arts a relegar a tarefa para um estúdio como a 3d6 Games, que apesar de apenas se focarem em consolas portáteis, sempre deixaram algo a desejar com os seus trabalhos. No entanto foi um jogo que comprei precisamente para satisfazer esta minha curiosidade de ver como a Game Boy Color se comportaria face à versão lançada uns bons anos antes, para a Game Gear. E a curiosidade ficou satisfeita.

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Toy Commander (Sega Dreamcast)

toycommander-dceSer criança é possuir uma imaginação bastante fértil e passar tardes inteiras a brincar com practicamente qualquer coisa que nos apareça à frente, sejam brinquedos, material de escritório, louça da cozinha, qualquer coisa serve para a imaginação de uma criança. Se der para misturar tudo ainda melhor! O que a No Cliché aqui fez neste Toy Commander foi precisamente isso, levar-nos a reviver essas brincadeiras e toda a criatividade que nos caracterizava. O meu exemplar, se não estou em erro, veio de um bundle que comprei para a Dreamcast há uns bons meses atrás, na feira da Vandoma, no Porto.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

A história leva-nos então para a imaginação fértil de uma jovem criança chamada Andrew Gunthy, onde os seus antigos brinquedos, sentindo-se negligenciados por não serem incluidos nas brincadeiras, decidem armar a confusão por toda a casa, raptando outros brinquedos ou causando alguma destruição também. Somos então levados a explorar as diferentes divisões da casa, onde teremos de cumprir uma série de missões, muitas delas com contornos militares. Desde coisas simples como participar em corridas de brinquedos, ou procurar uma barra de chocolate e colocar 2 ovos a cozer, as missões acabam por se revelar bastante originais e variadas. Temos missões de resgate de brinquedos, de combate a incêndios, repelir invasões alienígenas, escoltar comboios, entre muitas, muitas outras.

Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.

Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.

E poderemos então conduzir vários tipos de veículos terrestres e aéreos, desde autocarros e camiões militares que podem transportar brinquedos, incluindo os soldados de plástico que nos podem auxiliar a tomar posições inimigas, passando por vários tipos de aviões, helicópteros e carros militares equipados com armas. Por um lado temos metrelhadoras e mísseis (que na verdade podem ser lápis de cor, tampas de canetas bic ou marcadores), bombas ou outras armas explosivas. Ao longo do jogo teremos vários power-ups que podemos apanhar que vão desde upgrades às armas, tornando-as mais potentes, ou simplesmente restaurar o combustível ou “vida” de cada veículo. É um jogo bastante divertido e original, embora o maior problema esteja nos seus controlos que não são os mais intuitivos. Mas isso sempre foi um problema da Dreamcast em jogos 3D, devido à falta de um segundo analógico. De resto, para além deste modo história que nos irá ocupar muitas horas, temos também uma vertente multiplayer que dará até 4 jogadores em split screen. Não cheguei a experimentar este modo de jogo, mas consiste em versões adaptadas de capture the flag e deathmatch, com brinquedos.

A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!

A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!

Graficamente é um jogo muito bem conseguido para a Dreamcast, especialmentequando nos lembramos que era um jogo de lançamento no mercado europeu. As divisões da casa estão bem retratadas e a disposição dos seus objectos varia bastante consoante as missões. Ocasionalmente lá nos deparamos com uma ou outra textura em muita baixa resolução, mas sinceramente acho que no geral a prestação gráfica deste jogo é bastante sólida. No que diz respeito ao som, não tenho nada a apontar sobre os efeitos sonoros que são competentes. Já as músicas é que não são nada de especial para o meu gosto, abordando bastante temas electrónicos e de dance music.

Resumidamente, este Toy Commander é um excelente jogo pela sua diversidade e originalidade nas suas missões. A nível de controlos envelheceu um pouco mal, mas parece-me um bom jogo no geral. Pena que a No Cliché apenas tenha lançado um outro jogo na sua carreira, uma espécie de sucessor deste Toy Commander, o Toy Racer, que tal como o nome indica foca-se apenas nos segmentos de corrida. Agartha, que seria um survival horror também para a Dreamcast, acabou por ser cancelado.

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Golden Sun (Nintendo Gameboy Advance)

Golden SunNão há muito que eu possa dizer sobre o primeiro Golden Sun, depois de já ter escrito um artigo sobre a sua sequela. Isto porque ambos os jogos são idênticos na sua jogabilidade e a história começa logo após os acontecimentos do primeiro jogo, se bem que passa a ser vista pelos olhos de outros protagonistas. Um pouco como no Sonic 3 & Knuckles, que eram para ser um único jogo, mas acabaram por os dividir em 2. E este meu cartucho veio da feira da Vandoma no Porto, no mês anterior, por 1€.

Apenas o cartucho

Apenas o cartucho

De resto, deixem-me ao menos reiterar que este Golden Sun era um dos destaques do início de vida da Gameboy Advance, com videoclips da sua jogabilidade a serem mostrados vezes sem conta, em especial os efeitos gráficos das batalhas que de facto eram e são impressionantes para uma Gameboy Advance.

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