Cosmo Tank (Nintendo Gameboy)

A rapidinha de hoje leva-nos de volta ao Gameboy, para um dos primeiros jogos da Atlus nessa plataforma. Ao contrário de um RPG tradicional, este Cosmo Tank é um interessante shmup, com uma série de variantes na jogabilidade, que lhe acabam também por conferir alguma originalidade. O meu exemplar foi comprado algures em Maio deste ano na feira da Vandoma no Porto, onde por 20€ trouxe um grande bundle de mais de 20 cartuchos de Gameboy. Surpreendeu-me bastante ter visto este jogo lá no meio, visto que o Cosmo Tank não saiu oficialmente na Europa.

Apenas cartucho

Aqui temos de enfrentar uma poderosa raça alienígena ao longo de diversos planetas, onde teremos também de resgatar uma série de humanos ali reféns. Somos então largados na superfície de um planeta que podemos explorar livremente, numa perspectiva aérea top-down com o nosso tanque. Estamos munidos de um canhão com munições infinitas e bombas que limpam todos os inimigos presentes no ecrã, escusado será dizer que essas não aparecem tão facilmente assim. Mas enquanto isto são coisas típicas de um shmup, temos outros power ups para apanhar, como power ups do laser que a cada 10 que apanhemos, faz com que o nosso canhão suba de nível e se torne mais rápido e/ou potente. Para cada inimigo que derrotamos ganhamos também alguns pontos de experiência que eventualmente nos faz subir de nível e aumentar a nossa barra de vida.

Cosmo Tank é um shmup híbrido de RPG. Conceito interessante!

À medida que vamos explorando a superfície do planeta, podemos também encontrar algumas outras bases onde nos podem dar dicas, regenerar parte do nosso tanque, ou obter outros upgrades que nos poderão ser úteis para explorar outros planetas. Também podemos explorar cavernas, com o jogo a transitar aí para uma perspectiva de primeira pessoa e dungeon crawling, com direito a batalhas aleatórias e tudo! É nestas perspectivas onde enfrentamos os mini-bosses e o boss de cada planeta, e no final do primeiro boss somos longo levados a viajar pelo espaço, com o tanque a transformar-se em nave espacial e o jogo novamente a levar-nos para umas mecânicas de jogo mais tradicionais.

As batalhas são contra os bosses são todas na primeira pessoa

Depois lá temos a liberdade de escolher qual o próximo planeta a visitar, mas o jogo não é tão não-linear assim, pois para explorar alguns planetas é necessário obtermos um upgrade específico num planeta anterior, como a Hover Unit que nos permite flutuar na água. Ora todas estas ideias são bastante originais e de facto até que resultam bem, mas este Cosmo Tank possui algumas falhas graves, sendo a principal o facto de não haver qualquer forma de salvar o progresso no jogo, nem com passwords. Para além disso, se perdermos uma vida durante o jogo, perdemos todo o nosso progresso e upgrades ao laser e armadura, o que é uma grande chatice!

As partes mais tradicionais poderiam ser um pouco mais variadas, sinceramente

De resto, para além do modo campanha, temos também um training mode que tal como o nome nos indica, nos vai treinando as diferentes mecânicas de jogo, sejam como tanque à superfície, seja a exploração e batalhas na terceira pessoa, ou o shmup mais tradicional no modo “nave espacial”. O jogo possui também um modo “VS” para dois jogadores que sinceramente não cheguei a testar pois exige 2 cópias do jogo, mas deixou-me curioso pois li por aí que nos permitia jogar de forma cooperativa.

A nível audiovisual no entanto é um jogo muito bem conseguido, tanto a nível gráfico como de música e efeitos sonoros. Os gráficos são impressionantes na primeira pessoa, embora contando com todas as limitações de hardware inerentes ao Gameboy. No entanto não deixa de ser impressionante que a menos de 1 ano de lançamento da portátil, já haviam estúdios a tirar tão bem proveito do hardware do Gameboy.

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Sam and Max Season One (PC)

A dupla Sam & Max, que depois do excelente Hit the Road! desenvolvido pela LucasArts, entrou num infeliz e prolongado interregno que durou toda a restante década de 90 e acentuou-se com o cancelamento do Freelance Police por parte da Lucasarts em 2004. Felizmente a Telltale pegou na franchise e o primeiro videojogo que lançaram saiu num formato episódico, tal como muitos outros jogos do estúdio. A primeira temporada, também intitulada de “Save the World”, acabou por sair em formato físico para o PC (e Wii também). A minha versão foi comprada na Mediamarkt de Alfragide há uns anos atrás, pela módica quantia de 2.95€.

Jogo com caixa, manuais e papelada diversa. Esta versão traz também uma série de conteúdo bónus em disco.

Esta aventura leva-nos a resolver uma série de casos que à primeira vista não parecem muito ligados entre si, mas vão fazendo parte de uma trama com uma conspiração em crescendo. A história começa com a dupla a receber finalmente um caso policial, de forma a investigar uns distúrbios causados por 3 anões, outrora estrelas infantis de uma sitcom dos anos 70. Ora os irmãos estavam sim sobre efeito de hipnose, algo que vai escalando de episódio para episódio, onde a hipnose e a manipulação da vontade das pessoas fica sempre em destaque. A conspiração cresce de tal forma que Sam e Max têm inclusivamente de derrubar o governo americano! Desculpem lá o pequeno spoiler.

Ao longo do jogo vamo-nos envolvendo em situações cada vez mais ridículas. A certa altura temos de infiltrar na máfia dos brinquedos e no seu casino!

O jogo está repleto de personagens que vão marcando presença ao longo dos vários episódios, onde para além dos 3 anões com personalidades muito distintas, conseguimos também destacar o Bosco, dono cada vez mais paranóico da loja de (in)conveniência próxima do escritório dos detectives. Ou o caso do Jimmy, o rato manhoso que vive com a dupla de heróis, o presidente banana norte americano (que na altura me pareceu uma sátira a George Bush), entre outros. Os próprios Sam e Max mantêm-se iguais a si próprios, com Sam a ter uma identidade mais pacifista e racional, no entanto sem grandes problemas para usar a violência como solução. Já o Max é aquele coelho completamente doido e homicida!

As mecânicas de jogo são as simples de um jogo de aventura point and click, onde vamos ter de dialogar com as personagens que nos rodeiam, interagir com objectos, apanhar itens e usá-los noutros locais, o costume! Mas outra particularidade interessante deste jogo está na possibilidade de podermos conduzir pelas estradas com o nosso DeSoto. Na verdade teremos de fazer isto muitas vezes para progredir na história, seja participar em perseguições policiais, ou mesmo a situação altamente cómica em disparar sobre o farolim traseiro de um condutor completamente inocente, mandá-lo parar, e multá-lo por isso mesmo.

Bosco, cada vez mais paranóico e com geringonças cada vez mais caras para comprar

Felizmente o jogo está repleto de personagens bastante carismáticas e muitas vezes nos vemos em situações muito cómicas, como quando participamos num programa como Juri num programa como os Ídolos, ou a campanha eleitoral com o próprio Abraham Lincoln. Muitas vezes, nos diálogos, só nos dá vontade de dar aquelas respostas que estão nitidamente erradas só para ver quais vão ser as respostas ou o que se vai desenrolar a seguir.

A nível audiovisual é um jogo algo competente para a época. Sinceramente prefiro de longe os visuais inteiramente 2D com aquelas animações e gráficos em pixel art deliciosos, mas aqui apesar das personagens e cenários estarem representados em 3D, pouco realmente muda: não há um controlo de câmara, mas a mesma vai sendo mais dinâmica, seguindo-nos às voltas pelas salas e ruas que exploramos. Os cenários em si estão bem representados, fazendo-me lembrar na mesma o estilo doido de alguns cartoons como Ren & Stimpy. Em relação aos voice actings acho que estão bem conseguidos, e as músicas vão sendo na sua maioria mais ambientais, o que vai resultando bem com a mood agradável que Sam & Max nos tenta passar.

Os diálogos são tão bons que me dá vontade de falhar de propósito só para ver todas as reacções!

Em suma, embora não seja um jogo tão bom ou bonito quanto o Hit the Road, este tão esperado regresso de Sam & Max foi mesmo muito benvindo. A Telltale acabou por fazer um bom trabalho, mantendo o mesmo tipo de humor e boa disposição ao longo de todo o jogo. Tal como referido acima, só mesmo o facto de não ser em 2D como o clássico não me agradou tanto. Mesmo o facto de ter sido lançado de forma episódica não me pareceu mal de todo, pois os diferentes episódios encadeiam bem uns nos outros.

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Tail’Gator (Nintendo Gameboy)

A Natsume é uma daquelas empresas que infelizmente sempre nos passou um pouco ao lado, principalmente nas eras 8 e 16bit. Até porque muitos dos seus jogos não saiam do Japão, ou nem sempre eram devidamente creditados. Mas como todas as empresas de sucesso, nem tudo o que fazem é necessariamente excelente. Este Tail Gator acaba por ser um desses exemplos, embora também não seja, de longe, injogável. A minha cópia foi comprada algures em Julho, num flea market pelo Porto. Custou-me 5€, o que acabou por ser um óptimo negócio, depois de ter espreitado o eBay.

Apenas cartucho. A arte da capa é bastante badass, ao contrário do jogo

Em Tail’Gator controlamos um aligator, na sua demanda para… bem, sinceramente nem sei qual é o objectivo final, mas acabamos por ter de defrontar uma série de outros animais ou criaturas ao longo de diversos níveis subaquáticos, em cavernas, castelos e não só.

O maior problema deste jogo a meu ver é mesmo o facto de ser algo repetitivo

A jogabilidade é típica de um platformer primitivo e tipicamente arcade, pois os níveis não são muito grandes, e em várias circunstâncias ocupam apenas um ecrã. O réptil possui apenas um ataque com a cauda, cujo destrói os inimigos com 1 a 3 golpes. O objectivo em cada nível é o de abrir todos os baús de tesouros, que vão tendo diferentes power-ups, excepto o ultimo baú que abrimos, o qual contém sempre a chave que desbloqueia a porta que nos dá acesso ao nível seguinte. Alcançar os baús nem sempre é tarefa fácil pois temos de atravessar corredores apertados, esquivar de obstáculos e enfrentar inimigos que vão ressuscitando ao fim de alguns segundos. Os power ups que encontramos servem para nos dar mais pontos, destruir (temporariamente) todos os inimigos no ecrã, restaurar corações da nossa barra de vida ou incrementar a nossa barra de power up.

São estes símbolos P que nos vão encher a barra do POW e desbloquear os super poderes assim que estiver cheia

Esses power ups funcionam  da seguinte forma: vão sendo amealhados até encher uma barra. Quando isso acontece, é nessa altura em que os mesmos são finalmente activados, permitindo ao réptil disparar projécteis da sua cauda, permitindo-lhe assim atacar os inimigos com alguma distância. Enquanto esse power up está activo, a nossa barra de power-up vai diminuindo com o tempo, pelo que também temos de ser o mais rápidos possível para abrir os baús de cada nível e conseguir prolongar o efeito deste power up, ao apanhar mais itens desse género. Um dos itens raros, que geralmente apenas surge no confront com os bosses, é um P gigante que nos enche de uma vez só a barra de power up. De resto é um jogo simples, mas desafiante, pois os inimigos não ficam mortos por muito tempo, e muitas vezes, devido aos corredores apertados, somos obrigados a atravessar zonas repletas de obstáculos e inimigos.

A nível audiovisual é também um jogo simples, a Natsume é capaz de muito melhor, foi uma das coisas que mais me desapontou no jogo. Isso e o facto de a jogabilidade ser bastante repetitiva, pelo que este é um jogo que acaba por passar mais despercebido no seu reportório, embora também não seja mau de todo.

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Warhammer 40000 Fire Warrior (Sony Playstation 2)

A série Warhammer 40000, que tem as suas origens como um jogo de tabuleiro que mistura conceitos de ficção científica com os de fantasia, já há muito que me interessava nos videojogos, precisamente pelo universo que apresentam. Mas até então poucos eram os jogos dessa saga que não eram de estratégia, pois mesmo o SpaceHulk, apesar de ser um shooter na primeira pessoa, tinha também uma componente táctica. Este Fire Warrior já é um first person shooter mais tradicional e acabou por ser a minha porta de entrada neste universo. O meu exemplar foi comprado por 2€ já há uns anos atrás na feira da Vandoma no Porto, ainda no recinto antigo, nas Fontainhas.

Jogo com caixa, manual e papelada diversa

Neste jogo nós encarnamos num jovem guerreiro da raça Tau, uma raça pacificista que se vê subitamente atacada pelo Império humano, por razões ainda desconhecidas, mas cujo seu líder foi raptado. As nossas primeiras missões são então missões de resgate onde somos levados a resgatá-lo e aos poucos vamo-nos apercebendo dos reais motivos por detrás desse rapto.

As mecânicas de jogo são as típicas de um FPS da época. Vamos ter acesso a um enorme arsenal de diversas armas, sejam mais convencionais realidade como metralhadoras ou shotguns, mas também muitas futuristas, que disparam diferentes tipos de projécteis de energia. Temos também granadas, lança-rockets, sniper rifles, entre outros. No entanto podemos carregar apenas 2 armas de cada vez, e uma delas tem de ser forçosamente uma arma Tau, que se especializam mais em projécteis de energia. A vida é restaurada através de medkits, já a armadura regenera automaticamente ao fim de alguns segundos. Com a armadura em baixo, naturalmente sofremos mais dano caso sejamos atingidos. O jogo está também dividido por diversos níveis/missões cujos possuem diferentes objectivos a cumprir e caso morrermos em plena acção, somos levados para o último checkpoint, pois o save apenas é feito no final de cada nível. O problema é que por vezes os checkpoints são bastante separados entre si e principalmente na recta final os inimigos atacam-nos com tudo e é fácil ficarmos metidos em situações de algum aperto.

Os Tau são seres frágeis, mas tecnicamente avançados, de tal forma que ultrapassam essas limitações

A nossa performance é avaliada no final dos níveis, critérios como o tempo que levamos a terminar o nível, a nossa pontaria, a percentagem de inimigos que derrotamos, ou se concluímos os objectivos secretos de cada nível. À medida em que vamos terminando o jogo nos níveis de dificuldade de Normal para cima, e a nossa performance também vá sendo boa, vamos desbloqueando vários extras como imagens de artwork para uma galeria, as cutscenes ou mesmo alguns cheat codes. De resto, para além do modo campanha, temos também uma vertente multiplayer que suportava combates online. Naturalmente não cheguei a experimentar, mas pelo que apurei os modos de jogo restringiam-se a variantes do deathmatch e capture the flag. Para uma consola como a PS2 não se pediria muito mais, mas tendo em conta que o jogo saiu também para os PCs, seria interessante ver algo mais neste campo.

O jogo tem uma vertente multiplayer que chegou a incluir um modo online. Interessante, para um FPS que não saiu na Xbox

A nível audiovisual este é um jogo competente, embora a versão PC seja largamente superior, como seria de esperar. Não só pela capacidade de debitar resoluções maiores, as texturas e os inimigos no geral estão mais bem detalhados. Ainda assim gostei de explorar esta parte do universo Warhammer 40K, em especial o Império Humano, cujas naves espaciais e cidades misturam arquitecturas futuristas com medievais, assim como os uniformes de algumas das suas tropas, como os Space Marines, Ultra Marines e os agentes do Chaos. No que diz respeito à música, efeitos sonoros e voice-acting não tenho nada a comentar, é um jogo sólido nesse aspecto. Gosto particularmente dos gritos de agonia que saem sempre que disparamos numa Chaos Bolter!

Algumas das armas possuem um design fabuloso!

Portanto temos aqui um FPS sólido, pelo menos para uma PS2, e que no meu caso serviu para me deixar bem empolgado para a saga Warhammer. Quem sabe não irei espreitar os jogos de estratégia também?

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Bubsy (Sega Mega Drive)

Com o enorme sucesso de Sonic the Hedgehog, que conseguiu finalmente rivalizar “a sério” com Mario da Nintendo, os jogos de plataforma com mascotes estavam no seu auge. A Accolade também quis apostar nesse segmento de mercado e nasceu assim o Bubsy, um jogo que foi bastante enaltecido antes do seu lançamento, apostando que seria o próximo Sonic. Adivinhem, o resultado final não foi lá grande coisa. O meu exemplar foi comprado num bundle comprado no mês passado na Feira da Vandoma no Porto. Acabou por me ficar por 3€.

A trama deste Bubsy é simples. Bubsy é um felino que tenta travar os extraterrestres conhecidos por Woolies de roubar todos os novelos de lã do planeta Terra. Como sabem, os gatos adoram novelos de lã, pelo que Bubsy não podia deixar isto acontecer.

Jogo com caixa

Na verdade este é um jogo de plataformas onde temos cerca de 10 minutos em cada nível para encontrar a saída. Pelo meio iremos claro, encontrar inúmeros novelos de lã coloridos, onde a cada 100 que coleccionamos acabam por fazer com que ganhemos uma vida extra. Pelo meio vamos tendo outros power ups como continues e vidas extra, ou a possibilidade de ficar temporariamente invencível ou invisível. Os controlos do jogo são simples, com um botão para saltar e outro para planar quando estivermos pelo ar. Atacar os inimigos é feito saltando em cima deles e temos de ter em atenção à altura em que caímos, pois se for uma altura elevada perdemos uma vida a menos que planemos pelo ar.

Os níveis são coloridos e bem detalhados, mas o seu design não é tão interessante como os de Sonic

Ora Bubsy é um gato muito rápido, muito mesmo, e consegue saltar bastante alto. Isto faz com que alguns níveis se tornem demasiado simples, pois por vezes basta dar algum balanço para ganhar velocidade, saltar alto e planar o resto do caminho até chegar à saída. Outros níveis já nos obrigam a explorar um pouco mais, desde desafios mais complexos de platforming vertical, ou explorar passagens que ligam uma parte do nível à outra. Seja como for, o design dos níveis não é tão cativante quanto os do Sonic, jogo que tentam imitar. Muito longe disso. Mas o problema na jogabilidade de Bubsy está mesmo na detecção de colisões, pois é muito fácil perdermos uma vida. Saltar em cima dos inimigos tem que ter um timing perfeito, e talvez por isso é que não faltem vidas extra para apanhar, assim como checkpoints espalhados pelos níveis.

O felino até que possui umas animações engraçadas!!

Por outro lado, no que diz respeito aos audiovisuais, este Bubsy até que nem é mau de todo e nota-se bem toda a atenção que lhe deram no marketing. Pelo menos no manual americano até vem com uma banda desenhada a cores, algo que sinceramente duvido que seja replicado no manual europeu, mas não consigo confirmar de momento. No jogo em si, este é colorido e algo detalhado, e o Bubsy até que possui muitas animações, algumas bastante cómicas como nos cartoons clássicos. Mas no fim de contas não é um Sonic, pois os níveis não são tão coloridos e interessantes quanto os do ouriço azul. Em relação às músicas e efeitos sonoros sinceramente gostei. Bubsy tem imensas falas, e as músicas até que são bastante agradáveis.

Portanto, este Bubsy não é um jogo perfeito, longe disso, mas vai dando para entreter. Saiu numa altura onde havia uma míriade de jogos de plataformas com animais, pelo que também acabou por passar mais despercebido no meio dessa multidão. Isso no entanto não deixou a Accolade desistir da personagem, lançando várias sequelas nos anos seguintes, mas pena que a qualidade nunca tenha sido o maior forte de Bubsy.

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Kileak: The Blood (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá vos trago agora é nada mais nada menos que um dos jogos de primeira geração da Playstation, um first person shooter futurista produzido pelos japoneses da Genki. Sinceramente não conhecia o jogo, e apesar de não ser nenhuma obra prima, longe disso, até que me surpreendeu bastante. O meu exemplar veio de uma feira de velharias algures durante este verão de 2017. Lembro-me é que foi bastante barato, custou-me apenas 50 cêntimos!

Jogo com caixa, manual e papelada

O jogo leva-nos a encarnar no papel de uma equipa militar de resgate, que invade uma base de investigação científica na antártica, após lhe terem chegado rumores que algo de errado se passava ali. À chegada são atacados, e a equipa dispersa-se, acabando nós por explorar a base abandonada sozinhos.

Os controlos são simples e visto que a geometria dos níveis não é muito complexa, os analógicos não fazem muita falta assim.

Este é um FPS com algumas peculiaridades na sua jogabilidade. Nós vestimos um fato fortemente armado e robotizado, quase que parece que estamos dentro de um mecha, até porque a nossa movimentação é algo lenta. Ora esse fato precisa de energia, pelo que para além da nossa barra de vida/armadura, temos de estar igualmente atentos à barra de energia. Qualquer um dos 2 que baixe para zero é sinónimo de game over.

Depois lá teremos vários níveis subterrâneos para explorar, repletos de pequenas salas separadas por longos corredores apertados, o que nem sempre é bom para o combate pois vamos estando demasiado expostos. Os inimigos (na sua maioria robots) demoram bastante tempo a serem destruídos, pelo que deveremos explorar os níveis ao máximo e descobrir os seus segredos, como novas e mais poderosas armas, ou upgrades de armadura que nos melhoram as defesas. Temos de ter também atenção às munições que carregamos, se bem que existem algumas armas que usam a energia do nosso fato espacial para serem disparadas. Felizmente existe em cada nível uma estação de regeneração da energia do fato, pelo que as devemos usar com alguma inteligência. Isto é, algures lá mais para a frente no jogo poderemos encontrar algumas armas que disparam projécteis de energia teleguiados, pelo que podemos estar na mesma sala que o carregador de energia e “spammar” disparos pelo corredor abaixo, logo que as portas estejam abertas, eventualmente os projécteis atingem os seus alvos.

Assinaladas como um ponto vermelho no mapa, estas são as estações que recarregam as nossas baterias.

Existem também computadores que podemos interagir para descarregar o mapa do andar em que estamos, bem como ver algumas gravações video das personagens do jogo. Por vezes temos também alguns pequenos puzzles com botões ou alavancas  de forma a desbloquear salas secretas, geralmente com alguma arma nova ou upgrades de armadura.

A nível audiovisual, este é um jogo da primeira geração da Playstation. E vendo as coisas por aí, até que nem está nada mau, pois todos os cenários e inimigos são totalmente poligonais, apenas os itens que vamos apanhando são sprites 2D. No entanto, as texturas usadas no jogo são muito simples e o design dos níveis composto por longos corredores e algumas salas quadradas não é lá muito apelativo. As músicas também vão sendo algo minimalistas e tensas, o que a meu ver se adequa ao jogo.

O maior problema do jogo é talvez pelos níveis serem compostos apenas de corredores apertados e pequenas salas quadradas.

Portanto, este Kileak é um jogo que não envelheceu muito bem, mas até que entretém. O seu maior problema é mesmo na falta de variedade de níveis, já o desafio de conservar a nossa energia e munições está bem lá. Parece um dungeon crawler, mas na primeira pessoa e sem elementos de RPG! No ano seguinte lançaram uma sequela, conhecida por cá como Epidemic. Infelizmente nunca o vi à venda por cá, a ver se em breve aparece.

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Moon (Nintendo DS)

O jogo que cá trago hoje é um interessante título para a Nintendo DS. Dos mesmos produtores dos Dementium, que por sua vez já tinham impressionado por serem survival horrors em 3D bastante competentes dado as limitações de hardware da plataforma, eles aproveitaram o mesmo motor gráfico para fazer este Moon, um interessante first person shooter futurista passado inteiramente na nossa lua. O meu exemplar foi comprado algures durante o ano passado, numa das minhas idas à CeX do Porto.

Jogo com caixa, manual e papelada

O jogo decorre no futuro, onde os Estados Unidos estavam a ampliar a sua área espacial, com a construção de várias bases espaciais na Lua. Eventualmente lá descobrem umas bases alienígenas no subsolo lunar e enviam um esquadrão militar para investigar. Claro que as coisas não correm bem, e lá acabamos sozinhos por tentar desvendar o mistério. Tal como em jogos como Metal Gear Solid, vamos tendo várias conversas por intercomunicador com os nossos superiores e não só.

O que eu mais tenho pena é os inimigos serem na sua esmagadora maioria robots

Tal como o Metroid Prime Hunters, este é um jogo que tira partido das características únicas da Nintendo DS. O ecrã de cima é onde decorre a acção, já em baixo vamos vendo o mapa e temos alguns botões touch para aceder a alguns menus como o mapa completo ou o inventário. Movimentamo-nos com o D-Pad, usando a stylus no touchscreen para controlar a câmara. Para disparar, basta usar o botão L. Interagir com objectos é feito usando também o ecrã táctil, através de botões próprios que vão surgindo no ecrã. Em certos pontos do jogo poderemos também controlar um todo-o-terreno lunar, bem como um robot de controlo remoto.

Em certas partes poderemos também conduzir um rover lunar

O jogo não possui qualquer modo multiplayer, concentrando-se apenas no modo história. A acção é feita maioritariamente por combates, mas temos ocasionalmente alguns elementos de puzzle e exploração.Isto porque podemos controlar remotamente um robot cuja única arma é uma espécie de taser que paralisa temporariamente os inimigos, podendo mandá-lo por apertadas passagens que de outra forma não poderíamos atravessar e com isso conseguir por exemplo desbloquear outras portas ou barreiras de energia que nos impedem de progredir no jogo. Também ao explorar essas estreitas passagens poderemos encontrar alguns artefactos alienígenas que servem para desbloquear posteriormente algumas missões extra em realidade virtual, um pouco como as VR Missions de Metal Gear Solid.

Ao encontrar todos os artefactos num nível, desbloqueamos uma missão VR extra.

Graficamente é um jogo interessante, pois é um first person shooter inteiramente em 3D, com os níveis a apresentar um interessante nível de detalhe para uma Nintendo DS. Os níveis em si estão bem desenhados, sempre com um look futurista e algo alienígena, pecando no entanto no design dos inimigos que são na sua maioria robots. A história, dada através das cutscenes que vamos vendo nas conversas de intercomunicador vai progredindo também com a ajuda dos logs que conseguimos extrair através dos vários terminais. No entanto, sinto a falta de algum voice acting, algo que a Nintendo DS é bem capaz. As músicas também não irão certamente agradar a toda a gente pois são bastante minimalistas e ambientais, o que sinceramente até acho que se adequa ao clima de tensão e mistério que o jogo nos tenta passar.

Portanto, se gostam de FPS e têm uma Nintendo DS, este é sem dúvida um jogo a experimentar, pois tendo em conta as limitações da plataforma, a malta da Renegade Kid fizeram um excelente trabalho, apesar de ser um jogo que esteja longe da perfeição. Ainda assim deixou-me bastante curioso para ir espreitar os Dementium.

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