The Conduit (Nintendo Wii)

Gráficos, gráficos e mais gráficos. Na altura em que a Wii foi lançada, era do que mais se falava, pois por um lado tinhamos a Xbox 360 e a Playstation 3, com todo os seus visuais impressionantes, o suporte a resoluções de alta definição, e por outro tínhamos a Nintendo Wii, uma consola com um hardware ligeiramente superior ao da Gamecube, mas com a novidade dos controlos por movimento e o maior foco nas audiências casuais. Isto fez com que a High Voltage Software visse ali uma oportunidade de mercado e anunciaram que queriam ser a third party que melhor conteúdo iria trazer para a Wii, pois a consola seria capaz de muito melhor, de um ponto de vista técnico. O resultado foi este The Conduit. O meu exemplar foi comprado por 12.5€ na Cash Converters do Porto, há uns anos atrás. É uma edição especial em caixa de cartão que inclui um livro extra.

Edição especial, com sleeve de cartão, manual, um livro com extras e papelada.

A história passa-se num futuro próximo, onde a cidade de Washington tem sido alvo de uma praga, depois de uma série de atentados terroristas que visaram assassinar o Presidente Norte-Americano e uma série de outras pessoas ligadas ao Governo. Por fim, no meio de todo esse clima de tensão, havia ainda uma invasão alienígena para travar, mesmo na capital americana. Nós encarnamos no papel do Agente Michael Ford, que trabalhava para a organização secreta Trust. A sua missão inicial era a de interceptar o terrorista Prometheus a todo o custo e recuperar um protótipo que tinha sido roubado à agência secreta pelos terroristas. No entanto as coisas acabam por sofrer um revés, pois somos traídos pela própria agência, e é o suposto terrorista Prometheus que nos tenta ajudar a travar uma grande conspiração para ganharem o poder sobre os EUA e o mundo.

Os aliens dos the Grudge são parte integrante em todo o jogo

No que diz respeito à jogabilidade, esta mistura alguns conceitos de FPS mais da velha guarda com outros modernos. Isto porque a vida é regenerada através de medkits e, apesar de haver imensas armas diferentes, tanto de origem humana como alienígena, apenas podemos carregar com 2 em simultâneo, para além de uma série de granadas. Os controlos são intuitivos na medida em que o Wiimote é usado como apontador, da mesma forma que usamos o rato no PC. Isto permite-nos ter um controlo algo preciso, mas também trouxe os seus problemas. Por exemplo, não conseguimos mirar muito para cima, o que me trouxe alguns problemas para combater alguns inimigos que nos atacam do ar. De resto até que conseguiram dar um bom uso ao Wiimote + Nunchuck, com cada botão a ter funções específicas, mas ficou a faltar ali um botão para os sprints.

Alguns aliens têm respawn infinito enquanto não destruirmos os seus casulos, ou os portais que atravessam.

De resto, uma das funcionalidades mais interessantes no modo single player é o uso do ASE (All Seeing Eye), o tal artefacto que tinha sido roubado à Trust e que nós recuperamos. Esta é uma esfera toda high-tech, que server para fazer hacking de alguns computadores, mas também para revelar alguns itens, minas ou mesmo inimigos que estejam invisíveis a olho nu. Para além disso podemos também revelar objectos que servem para abrir passagens que estejam trancadas, ou mesmo passagens secretas da Trust, onde teremos acesso a munições, e algumas armas, incluindo protótipos poderosos, mas sem munições extra ao longo do jogo. O ASE pode também ser usado para indicar o caminho a seguir para o próximo objectivo, caso estejamos algo perdidos.

Para além de desbloquear portas e interagir com equipamentos electrónicos, o ASE tem a capacidade de revelar objectos ou inimigos invisíveis

O modo campanha infelizmente é algo curto, consistindo em 9 missões que podem ser completadas em menos de 6h. Iremos demorar muito mais tempo se o quisermos completar a 100%, pois existem uma série de achievements internos, ou discos secretos para procurar ao longo dos níveis. Isto depois vai-nos desbloquear diversas galerias de artwork ou mesmo batotas para usarmos no modo single player. Já o multiplayer, esse é online e com diversos modos de jogo diferentes. Infelizmente não cheguei a experimentar, mas continha vários modos de jogo de “Free for All”, onde era cada um por si, ou outros modos de jogo divididos em equipas. Temos diversas variantes de modos de jogo como o deathmatch e capture the flag (neste caso o ASE), mas também alguns mais originais como o Bounty Hunter onde teremos de assassinar um oponente em específico.

A história deste Conduit assenta em várias teorias de conspiração.

No que diz respeito aos audiovisuais, bom, o jogo realmente apresenta uns gráficos acima da média, quando comparado a muitos outros jogos third party na Wii. E acredito que com um cabo componente fique realmente bonito, mas não é o meu caso. Ainda assim, tal como já referi, nota-se que é um jogo tecnicamente bem conseguido, principalmente por todos os efeitos de luz fancy que vamos vendo, especialmente ao usar as armas mais futuristas. Os cenários em si vão sendo algo variados, atravessando várias localizações e edifícios icónicos de Washington, como a Casa Branca ou o Pentágono. A nível de efeitos sonoros não tenho nada a apontar, o jogo cumpre o seu papel. O mesmo pode ser dito do voice acting que é competente, mas devo dizer que as cutscenes entre cada nível deixam um pouco a desejar na narrativa.

Este Conduit acaba então por ser uma boa experiência de jogo, que peca principalmente por ser uma experiência curta. A nível técnico e de jogabilidade é uma obra bem conseguida, pelo que fico bastante curioso com a sua sequela, o Conduit 2, que por acaso ainda não adquiri.

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Micromachines 64 Turbo (Nintendo 64)

Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma conversão do Micromachines V3, que tinha saído originalmente para a Playstation. Foi o primeiro jogo da série a ser totalmente em 3D, e no ano seguinte ao seu lançamento eis que sai esta versão para a Nintendo 64, com um nome um pouco diferente. O meu exemplar veio da cash converters de Alfragide algures durante o Verão do ano passado. Creio que me custou uns 3€.

Apenas cartucho

Na sua essência, o jogo conta com 3 modos de jogo principais no single player. Tal como todos os que vieram antes, temos o Challenge, onde vamos percorrendo uma série de circuitos uns atrás dos outros, sendo que teremos de chegar sempre nos primeiros 2 lugares de forma a desbloquear o circuito seguinte. O Head 2 Head coloca-nos contra um oponente e o objectivo é deixá-lo para trás até que desapareça do ecrã. Fazendo isto uma série de vezes faz com que vençamos a corrida. Temos também o Time Trials Challenge, onde somos desafiados a terminar uma corrida abaixo de um tempo limite. Temos ainda single races para que possamos treinar as pistas, e como um todo, este até é um jogo com uma boa longevidade, pois mediante a personagem escolhida e os desafios a que nos propomos, poderemos vir a desbloquear vários novos carros.

Os menus são algo originais, onde levamos o carro por uma pequena viagem pelas opções

No que diz respeito ao multiplayer, temos também várias opções, algumas do single player, ou outras como o modo torneio. Nativamente a Nintendo 64 aceita 4 jogadores em simultâneo pelo que também podemos jogar em equipas de 2 contra 2. Ou então também podem participar 8 jogadores em simultâneo, com cada par de jogadores a partilhar o mesmo comando. Neste modo de jogo os carros aceleram automaticamente, pelo que um jogador fica com o d-pad, o outro com o C-button. Na vertente multiplayer podemos também apostar os carros que desbloqueamos, visto que cada jogador pode trazer o seu cartão de memória no seu comando.

Tal como nos seus antecessores, vamos conduzir carros de brinquedo por pistas improvisadas lá em casa

A jogabilidade em si é divertida, mas também exigente e que nos obriga a practicar bastante cada circuito. Isto pelo que os mesmos estão repletos de obstáculos, passagens apertadas, e os nossos oponentes geralmente não nos deixam em paz. Até porque cada veículo possui conduções diferentes, e o mesmo pode ser dito dos pisos. Até aqui nada de novo, mas o problema é que desta vez a transição para o 3D não foi a melhor. O sistema de câmara é mais dinâmico, não mantendo o ângulo fixo da top down view que sempre nos habituamos. E com esta câmara dinâmica não ajuda nada a desviarmo-nos dos obstáculos que nos aparecem. De resto temos também algumas novidades como diferentes powerups que podemos apanhar e que nos conferem habilidades como um boost na velocidade ou mesmo o uso de armas para atacar os nossos oponentes, como bombas ou mísseis.

Por vezes lá conseguimos ganhar alguns carros novos ou melhores

Graficamente é um jogo competente. Os circuitos passam-se nos mesmos lugares comuns desde o primeiro jogo, com pistas a existirem na mesa da cozinha, no bilhar, no jardim, num pequeno lago, entre outros. Os cenários estão bem detalhados, repletos de pequenos objectos ou criaturas que lhes dão vida, mas sinceramente prefiro de longe os gráficos 2D existentes nas versões anteriores de 16bit. Infelizmente as músicas não são nada de especial e não são muitas. Nada a apontar aos efeitos sonoros, mas o pouco voice acting que existe também poderia ser muito melhor.

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Donkey Kong (Nintendo Gameboy)

O Donkey Kong original foi o primeiro grande sucesso da Nintendo no mundo dos videojogos. Ou pelo menos aquele primeiro a atingir um estrelato mundial, gerando conversões para inúmeros sistemas domésticos no início da década de 80. No entanto, depois de 2 sequelas que também apareceram no catálogo da NES, a série ficou algo esquecida até 1994, onde é lançado para a Gameboy, um remake bastante musculado dos clássicos. O meu exemplar foi comprado há uns meses atrás, numa ida à feira da Vandoma no Porto, onde comprei mais de 20 cartuchos de GB por 20€.

Apenas cartucho

Se bem se lembram, no Donkey Kong original tinhamos de defrontar o gigante macaco Donkey Kong que raptou a jovem Pauline. Para isso vamos ter de percorrer um longo caminho repleto de plataformas e obstáculos, por vezes atirados pelo próprio DK. Ora aqui a fórmula acaba por ser a mesma, com os primeiros 4 níveis a serem nada mais nada menos que remakes do clássico de 1981. Depois deste breve momento nostálgico onde salvamos Pauline pela primeira vez, o Donkey Kong acorda e leva-nos para outros mundos, introduzindo 97 novos níveis para serem jogados.

A cada 4 níveis teremos de enfrentar o Donkey Kong

E aqui as mecânicas de jogo já mudam um pouco. Aqui os níveis já são maiores e com muito mais puzzles que os originais. O objectivo em cada nível (excepto naqueles em que enfrentamos o Donkey Kong) é o de encontrar e carregar uma chave para que nos abra a porta que nos leva ao nível seguinte. Para isso temos também de ter em conta uma série de novas mecânicas de jogo que vão sendo introduzidas aos poucos. Mario consegue agora saltar mais alto usando alguns malabarismos como cambalhotas pelo ar ou fazer o pino, que por sua vez também serve para amortecer alguns dos objectos que Donkey Kong nos atira, como os barris, para que depois possam ser usados contra ele. Aliás, tal como no Super Mario Bros 2 é possível agarrar alguns inimigos ou objectos e atirá-los. Outras novas mecânicas de jogo consistem no uso de alguns itens que nos deixam criar algumas plataformas ou escadas temporariamente, ou o uso de alavancas para abrir ou fechar camihos. Outras ainda marcam o seu regresso, como a possibilidade de trepar lianas como no Donkey Kong Junior. As novas mecânicas introduzidas neste jogo serviram também de base para o desenvolvimento da série Mario vs Donkey Kong, que teve o seu primeiro lançamento para a Gameboy Advance.

Este foi também o primeiro jogo a tirar partido da Super Gameboy e a sua capacidade para adicionar cor

De resto, a nível audiovisual, este até que é um jogo bem conseguido, dentro das limitações de hardware da Gameboy. É também o primeiro jogo a tirar partido do Super Gameboy, o acessório que nos permitia jogar estes jogos portáteis na Super Nintendo, com a vantagem de adicionarem um pouco de cor. De resto o jogo em si está bem detalhado, com os níveis a serem algo variados entre si, pelo menos aqueles que decorrem em mundos diferentes. As músicas e efeitos sonoros são também muito agradáveis. Por um lado há um reaproveitamento dos efeitos sonoros do original de 1981, depois temos a introdução de uma série de músicas agradáveis, como a Nintendo bem sabe fazer.

 

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Earthworm Jim (Sega Mega Drive)

Para além de Mario e Sonic, a era das consolas de 16bit foi bastante prolífera nos jogos de plataformas, e no meio de muitos clones e projectos de mascotes que acabaram por falhar, o doido Earthworm Jim é talvez aquele nome que mais rapidamente nos salta à memória e nos deixa com saudades. Produzido pela Shiny Entertainment, e com David Perry a cargo da programação (um dos responsáveis pelos excelentes Global Gladiators e Aladdin), os 2 Earthworm Jim lançados na Mega Drive e SNES são excelentes jogos. O meu exemplar foi comprado algures no ano passado, numa das minhas idas à Cash de Alfragide quando ainda vivia lá. Se bem me recordo, custou-me 8€.

Jogo em caixa

A origem desta franchise é bastante interessante, pois o conceito de Earthworm Jim foi introduzido pela Playmates Toys, uma empresa de brinquedos que, inspirada pelo sucesso de videojogos como o Sonic, decidiram introduzir a série precisamente pelos videojogos e só depois o resto, quando o caminho geralmente era ao contrário, começando em séries de animação ou filmes, por exemplo. A tarefa de desenvolver o jogo ficou a cargo da Shiny Entertainment, um novo studio fundado poer David Perry, que já havia trabalhado em excelentes jogos de plataformas por intermédio da Virgin.

Esta vaca vai dar que falar!

Earthworm Jim é uma minhoca perfeitamente banal que encontra um fato robótico que lhe confere super-poderes, tornando-se num super herói e protector da terra. Nesta aventura, iremos defrontar uma série de vilões e claro, respeitando todos os clichés, temos também uma princesa para salvar. O nome da princesa é “What’s-Her-Name”, pelo que já dá para entender que a Shiny também gozava um pouco com todos esses lugares-comuns. A aventura em si faz-me lembrar desenhos animados como o Ren & Stimpy, por todas as bizarrices que vamos vendo no ecrã. Tanto nas animações do Earthworm Jim, os inimigos que enfrentamos, ou mesmo os próprios níveis que vamos atravessando.

Entre cada “mundo” temos uma corrida pelo espaço a fazer, que de certa forma me faz lembrar os níveis de bónus do Sonic 2.

A jogabilidade é interessante, com a minhoca a poder saltar, disparar a sua arma (que mais parece um secador de cabelo), ou usar o seu próprio corpo de minhoca como chicote ou grappling hook, de forma a balancear-se entre plataformas, ou mesmo descer slides. Os níveis são tradicionalmente de plataformas, decorrendo em cenários bizarros como uma sucateira, no inferno ou mesmo nos intestinos de alguém. Existe alguma variedade na jogabilidade, especialmente nas lutas contra os bosses. O caso do Major Mucus é um óptimo exemplo, onde o temos de o enfrentar ao longo de várias quedas de bungee-jumping, atacando-o até que a sua “corda” se rompa. De resto, entre cada nível temos um segment de corrida pelo espaço, onde temos de correr contra o Psy-Crow (vilão que terá maior destaque na sequela). Faz lembrar os níveis de bonus do Sonic 2, onde também temos de desviar de obstáculos e apanhar alguns power-ups pelo caminho. Se perdermos a corrida, teremos de defrontar o Psy Crow numa luta antes de progredir para o nível seguinte.

Se perdermos uma corrida contra o Psy-Crow, somos depois obrigados a combatê-lo para progredir

Este é também um jogo com alguma dificuldade, pois os níveis para além de serem longos, o jogo obriga-nos a dominar os controlos (especialmente disparar a nossa arma em todas as direcções), pois teremos inimigos a atacarem de todos os lados. Nós vamos tendo uma percentagem de vida que pode ser restaurada ao apanhar os inúmeros power-ups na forma de átomos que vamos encontrando, mas é frequente andarmos com os pontos de vida abaixo de 50%. E esta percentagem transita de nível para nível!

No que diz respeito aos audiovisuais, esta é uma obra de arte. As animações estão excelentes, como já é esperado desta equipa pelos seus trabalhos anteriores na Mega Drive, o Earthworm Jim faz inúmeras parvoíces, os níveis vão sendo passados em localizações variadas e estão muito bem detalhados. As músicas também são bastante agradáveis e com uma boa qualidade, fazendo também lembrar muitos daqueles desenhos animados caóticos como o Ren & Stimpy.

Sim, este é mesmo um jogo extremamente bizarro!

Existem outras versões do jogo que também podem ser consideradas. A da SNES, é muito semelhante a esta, embora possua gráficos mais coloridos, mas a custo de faltar um nível e alguns efeitos sonoros. Posteriormente foi lançada a “Special Edition” para a Mega CD e Windows, que possuem um nível extra, animações ainda mais fluídas e versões extendidas dos restantes níveis. Nestas, a versão PC é a que possui melhores gráficos devido à reduzida paleta de cores que a Mega Drive e Mega CD podem apresentar. As versões que saíram para consolas portáteis como a Game Boy, Game Gear e GBA deixam muito a desejar. Já neste milénio saiu um remake em format digital para uma série de plataformas, mas nunca a experimentei.

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Diablo (Sony Playstation)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é uma conversão para a Playstation de um dos grandes clássicos do PC, o Diablo. Apesar de ser um jogo de peso, eu já dei a minha opinião sobre o mesmo, que pode ser lida aqui. Este artigo vai-se focar mais nas diferenças entre versões, pelo que para uma retrospectiva com mais conteúdo, recomendo a leitura do primeiro artigo. O meu exemplar foi comprado a um particular há uns meses atrás no OLX. Foi um lote de jogos PS1 em que me ficaram a 7.5€ cada.

Jogo com caixa e manual

As maiores diferenças estão em dois campos: os controlos e o multiplayer. Apesar de haver um rato para a Playstation, este Diablo não tira partido desse acessório, usando apenas o gamepad original (sem analógico). Ora isto causa alguns problemas, principalmente no acesso a menus e seleccionar rapidamente alguns itens ou magias. Mas pensaram nisso, pelo que podemos alocar uma série de slots de acesso rápido, ideais para poções ou scrolls. Há também um botão só para usar magias/skills, e um outro para ir alternando por entre as skills que vamos aprendendo. Tudo o resto obriga-nos a ir a um menu. No combate em si, implementaram algum auto-aiming no caso de ataques de médio/longo alcance, para facilitar um pouco as coisas. Mas ainda assim, rato e teclado all the way, até porque a acção aqui parece-me um pouco lenta.

Para um jogo que não suporta rato e teclado, há muita coisa que pode ser customizada

No que diz respeito ao multiplayer, enquanto no PC as opções eram mais variadas, com vários modos de jogo online. Aqui apenas temos direito a multiplayer local, com um máximo de 2 jogadores em simultâneo. A boa notícia é que não é em split screen, a má notícia é que ambos os jogadores não se podem afastar muito um do outro e sempre que alguém precise de abrir um menu, ou colocar o jogo em pausa, o outro jogador também não pode fazer nada.

Os cenários são bastante sinistros, como é habitual na série

De resto a nível audiovisual é practicamente a mesma coisa da versão PC, embora no PC os gráficos sejam em maior resolução e com um pouco mais de detalhe. Mas tanto uma versão como a outra infelizmente não envelheceram muito bem. A música de Tristram, no entanto, essa é intemporal.

Este Diablo para a Playstation não deixa de ser um bom jogo, mas de longe a versão PC é superior. Ainda assim, é uma versão minimamente competente, onde fica a faltar o suporte ao rato, ou a possibilidade de usar 2 Playstations conectadas entre si, para um multiplayer mais bem conseguido.

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Ghouls ‘n Ghosts (Sega Mega Drive)

Ghouls ‘n Ghosts é o segundo capítulo da saga Ghosts ‘n Goblins, a mesma que coloca o pobre Sir Arthur a lutar contra uma enorme horde de criaturas demoníacas até descer até ao inferno e resgatar das mãos do diabo, a sua princesa Prin Prin. Sim, aqui a mesma formula é repetida novamente, com a jogabilidade a ter algumas novidades e melhorias. Este meu exemplar foi comprado por 1.5€ numa feira de velharias algures em Julho e sendo apenas o cartucho, é um daqueles jogos que farei questão em ter um dia completíssimo.

Apenas cartucho, para já

Tal como muitos jogos nas consolas da Sega nos anos 80, início dos 90, as suas conversões ficavam a cargo da própria Sega, que aproveitou para lançar duas versões distintas, esta da Mega Drive, e uma 8bit para a Sega Master System que possui algumas diferenças mais acentuadas face à versão original de arcade, mas isso ficaria para um eventual futuro artigo, assim que arranjar essa versão. Aqui, o que este jogo tem de mais diferente em relação ao primeiro é mesmo a possibilidade de disparar as nossas armas directamente para cima e também para baixo, durante os saltos. Todas as armas que estavam presentes no primeiro jogo também marcam aqui a sua presença, incluindo duas novas como uma espada que não serve para atirar aos inimigos, servindo apenas para ataques de curto alcance. Um dos powerups que podemos também encontrar é a Magic Armor, uma armadura dourada que nos confere ataques mágicos, característicos de cada arma que tenhamos equipado. Esses ataques devem ser carregados através de uma barra de energia, para que sejam os mais devastadores possível.

Os bosses estão maiores que nunca!

Depois como seria expectável, este é um jogo bastante difícil, com inimigos a surgirem de todos os lados, e apenas temos direito a um golpe de misericórdia, pois se estivermos com a armadura equipada e sofrermos dano, o pobre Arthur tem de sobreviver de boxers, já se sofrer mais dano assim lá se vai uma vida. E tal como o seu antecessor, perto do final do jogo é-nos dito que temos de jogar tudo de novo, pois para defrontar o boss final (Loki nesta versão, Lucifer na original), teremos de encontrar uma arma especial que nos permite posteriormente derrotá-lo. Mas esta versão Mega Drive possui algumas vantagens face à arcade, pois é ligeiramente mais fácil, com mais checkpoints, graus de dificuldade e a possibilidade de termos continues infinitos.

Agora temos também ataques mágicos, mas para isso precisamos de apanhar também uma armadura dourada

A nível audiovisual, naturalmente que há um pequeno downgrade gráfico perante a versão arcade, que para os padrões de 1988, era um jogo bastante bem detalhado nas arcadas. Ainda assim, esta versão Mega Drive mantém todo o espírito do original, com vários cenários e bosses bastante sinistros. Sinceramente sempre gostei da arte desta série! As músicas também são bastante agradáveis.

Para enfrentarmos o último boss, teremos também de rejogar tudo de novo!

Portanto, este Ghouls ‘n Ghosts acaba por ser um clássico. E mesmo não sendo uma conversão perfeita da versão arcade (essas honras foram pela primeira vez para o obscuro computador X68000), ainda assim possui algumas peculiaridades que podem agradar a quem não gostar da dificuldade extrema do original. A Sega produziu também a conversão para a Master System que acaba por ser bastante diferente, mas isso fica para um outro artigo.

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The Chessmaster (Nintendo Gameboy)

Bom, este artigo vai ser mesmo uma super rapidinha, pois é um jogo sobre xadrês e eu nunca aprendi a jogar o mais famoso jogo de tabuleiro do mundo. E visto este jogo não ter qualquer modo de tutorial, também não foi desta que quis aprender. O meu exemplar só entrou na colecção pois veio num bundle de muitos outros cartuchos que comprei há uns meses atrás na feira da Vandoma no Porto por 20€.

Apenas cartucho

A primeira impressão que retiramos deste jogo, é a de um jogo algo inacabado, ou feito muito à pressa. Isto porque mal saímos do ecrã de título, começamos logo a jogar uma partida com os settings por defeito, sendo no entanto possível entrar no ecrã de opções a qualquer altura e seleccionar várias alternativas, como definir o número de jogadores humanos, que pode variar de zero a 2. Sem jogadores humanos vemos apenas a IA a decidir as jogadas entre si, o que não tem muita piada. Jogando com pelo menos um jogador, ao menos o jogo vai-nos avisando se as nossas jogadas são permitidas ou não e no ecrã de opções podemos ver algumas dicas de jogadas possíveis, bem como podemos anular/refazer as nossas jogadas anteriores. Existem vários níveis de dificuldade para o CPU e para além disso, e sendo este um jogo portátil, é possível gravar o nosso progresso nas partidas a qualquer momento, com recurso a uma password.

Infelizmente a interface dos menus nem sempre me parece ser a mais adequada

De resto o Chessmaster é isto, um jogo de xadrez bastante simples, mas suponho que eficaz, pelo menos para quem saiba jogar. A nível audiovisual é também bastante simples, com alguns efeitos sonoros e pouco mais.

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