Air Combat (Sony Playstation)

A série Ace Combat foi largamente ignorada por mim nos últimos anos. Mas após ter jogado títulos como o Aero Fighters Assault da Nintendo 64 ou o Deadly Skies da Dreamcast, apercebi-me que se calhar até poderia vir a gostar desta série, pois nunca foi propriamente um simulador, mas sim um shooter mais arcade, até porque são essas precisamente as suas origens. E eventualmente há coisa de uns 2 meses atrás, por acaso do destino encontrei o primeiro Air Combat, versão black label, por 5€. Não hesitei.

Jogo com caixa e manual.

Aqui nós tomamos o papel de um mercenário de elite, contratado por um país que está em plena guerra civil, após um golpe de estado de uma facção dissidente. Ao longo do jogo iremos participar em diversas missões, que tanto podem ser de destruição de frotas aéreas, navais, infrastruturas como bases militares ou refinarias de petróleo, mas também uma ou outra missão de escolta. Inicialmente voamos sozinhos, mas a certa altura é-nos dada a opção de subcontratar um outro piloto mercenário que nos poderá auxiliary nas missões, seja tomando posturas mais ofensivas, ou mais defensivas, protegendo-nos a retaguarda. No final de cada missão, a nossa performance é avaliada com o número de alvos abatidos, sendo que cada tipo de alvo é recompensado de maneira diferente. Despesas como os danos sofridos na nossa aeronave, ou o salário do nosso companheiro são também retirados da nossa conta. Mas vamos tendo também vários diferentes aviões que poderemos ir comprando, desde aviões norte-americanos como os F-4, F-14, F-15 ou F-16, soviéticos como os SU e MIG, europeus como o SF-2000 ou fictícios. Cada avião possui diferentes estatísticas como agilidade, velocidade ou defesa, que poderão ser mais ou menos importantes dependendo da missão.

Antes de cada missão temos um briefing onde nos é mostrado os objectivos e os oponentes que enfrentamos

De resto a jogabilidade é simples e agradável, com a nossa maior preocupação a ser sempre o  dano sofrido no avião, bem como o combustível que nos resta. Para o primeiro, temos um número generoso de mísseis que são mais que suficientes para completar as missões, sendo que apenas os deveremos disparar quando os alvos estão locked. Também podemos sofrer algum dano, dependendo do avião escolhido, e o status está sempre visível no ecrã. Atacar alvos no solo obriga-nos sempre a algum cuidado extra, pois acabamos por ficar quase sempre vulneráveis ao fogo inimigo, e devemos também evitar ter outros aviões nas nossas traseiras, pois podem-nos atingir com mísseis. O combustível disponível em cada missão também costuma ser mais do que suficiente, e podemos recorrer ao radar ou mesmo ao mapa, para nos indicar a posição dos alvos a abater ou dos objectivos a alcançar.

Com o dinheiro amealhado nas missões, podemos comprar e vender aviões e melhorar a nossa frota

Graficamente é um jogo simples, afinal é um jogo ainda da primeira geração da consola. Os cenários são simples, as áreas de jogo ou são desertos, mares e pequenas ilhas com pouca vegetação. Nota-se aqui e ali algum pop-in, o que é normal devido à área bem abrangente que o CPU tem de calcular. Os efeitos sonoros estão são competentes, mas a banda sonora essa felizmente é excelente, com as músicas a terem sempre grandes guitarradas e uma toada muito hard rock, que me agrada bastante.

Apenas devemos disparar mísseis quando o alvo está trancado, mas nem assim é certo que os atingiremos

No fim de contas devo dizer que fiquei satisfeito com este Air Combat, o primeiro jogo da série Ace Combat. Para um primeiro jogo que teve as suas origens em 1992 nas arcades, acho que ficou uma conversão bem competente e com bastante conteúdo. Vou ficar atento a ver se me aparecem os dois Ace Combats seguintes na Playstation, antes de me aventurar nos da Playstation 2.

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Jordan vs Bird: One on One (Sega Mega Drive)

Continuando pelas rapidinhas, desta vez para a Mega Drive, o jogo que cá trago é mais um jogo desportivo de Basquetebol da Electronic Arts. Antes da série NBA Live ter sido criada, a EA desenvolveu vários jogos de basquetebol com diferentes títulos e jogabilidade. Este Jordan vs Bird, tal como o seu nome indica, é um jogo de 1 contra um 1, com Michael Jordan e Larry Bird. O meu exemplar foi comprado numa feira de velharias por 5€ há coisa de uns 2 meses atrás.

Jogo com caixa e manual

E aqui dispomos de vários modos de jogo. Os modos de jogo principais são mesmo o 1 contra 1, que pode ter duas variantes: na primeira, o limite da partida é dado pelo tempo, no outro podemos colocar o limite com o número de pontos. E aqui como é uma partida de 1 contra 1, apenas jogamos com um cesto e parte do campo. Mas também como não poderia deixar de ser, todos os modos de jogo podem ser jogados sozinhos ou contra um amigo.

O 1 contra 1 é talvez aquele que seja mais interessante no multiplayer

Outro dos modos de jogo é o Three Points contest, onde estamos fora da linha de 3 pontos a tentar encestar o máximo de bolas possível. A jogabilidade é um pouco estranha, com um botão para agarrar a bola, outro para saltar e outro ainda para a lançar. Começamos numa das extremidades do semicírculo da linha de 3 pontos, e vamos fazendo lançamentos ao longo de diferentes ângulos. Depois temos também o Slam Dunk, que me faz lembrar as provas de mergulho nos jogos olímpicos. Aqui devemos escolher 3 tipos diferentes de afundanços, com nomes como Hole in One, Reverse Jam ou Hula-Loop. Depois, devemos aplicar uma sequência de botões para fazer o afundanço correctamente, com um júri a atribuir-nos uma pontuação no fim.

O 3 points contest é aquele modo de jogo que é mais bonito graficamente

Graficamente até que é um jogo bem interessante, com sprites bem grandes e detalhadas. Também o facto de termos apenas 1 ou 2 jogadores presentes no ecrã ajuda à festa. A arena de jogo está também graficamente bem definida, e antes de cada partida, seja no 1 contra 1, ou nos outros, temos sempre alguns diálogos entre comentadores televisivos. A nível de som é um jogo também competente, mais nos efeitos sonoros do que propriamente nas músicas, que apenas se ouvem nos menus e são maioritariamente músicas festivas.

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Lethal Weapon (Super Nintendo)

Continuando pelas rapidinhas, que é um formato em que irei tentar apostar mais no futuro, de forma a conseguir ter mais tempo para me dedicar ao meu backlog do que propriamente na escrita, o jogo que cá trago hoje é um platformer da Ocean inspirado no filme Lethal Weapon 3, apesar de no título isso não ser claro. E essa sempre foi uma das minhas séries preferidas de filmes de acção, com aquele feeling mesmo à anos 80, típicos de um filme de acção policial. O meu exemplar veio de uma troca que fiz com um particular, algures no mês passado, que me rendeu uma série de cartuchos soltos de SNES que me faltavam. Na verdade, sempre tive alguma curiosidade com este jogo pois foi dos primeiros jogos que me lembro de ver à venda para a Super Nintendo e apesar de já ter tido várias oportunidades de o ter comprado no passado, nunca me apareceu uma proposta verdadeiramente aliciante. Vindo num bundle, já acabou por vir cá ter à gaveta da cartuchada.

Apenas cartucho

Sinceramente já não me lembrava bem da história por detrás do filme, mas mais uma vez temos os colegas polícias Riggs e Murtaugh atrás de bandidos e chega! O jogo deixa-nos escolher entre as duas personagens, mas de uma forma estranha. Isto porque começamos sempre por Riggs na esquadra da polícia que serve como hub do jogo, onde vamos abrindo diferentes portas que servem para ir entrando nos diferentes níveis. Também aí podemos escolher antes o Murtaugh. A diferença entre as duas personagens está no poder de fogo e capacidade de salto. Riggs consegue disparar mais rapidamente, já Murtaugh salta mais alto, o que não deixa de ser irónico pois a personagem já era velhota e no filme estava prestes a reformar-se. Mas num jogo onde o platforming é vital, se calhar escolher o Murtaugh acaba por fazer mais sentido.

A esquadra serve como hub do jogo, abrindo portas para cada nível ou deixando-nos trocar de personagem

As mecânicas de jogo são simples, com um botão para disparar, outro para pontapear e outro para saltar. A munição não é infinita, pelo que devemos ir apanhando os carregadores que vamos encontrando aqui e ali. Cada personagem pode levar com vários pontos de dano, o que se traduz no número de escudos/coletes de Kevlar na parte de cima do ecrã. Os níveis em si são bastante grandes e algo labirínticos, com várias portas e passagens que podemos ir entrando. Por isso temos apenas 5 níveis pela frente, sendo que por vezes temos de resolver alguns puzzles, como activar botões, ou desarmar bombas. No final de cada nível temos também um boss para defrontar.

Não me lembro de ter visto o Mel Gibson a disparar contra corcodilos gigantes em esgotos, mas está tudo bem!!

Graficamente é um jogo simples, mas colorido. As sprites são bem pequenas, o que não é normal em jogos de plataforma da Super Nintendo. Os cenários vão tendo um ou outro pormenor mais interessante, principalmente nos backgrounds, fora isso são simples também. As músicas por outro lado são excelentes!

Resumindo, o jogo em si é algo desafiante, coisa normal em jogos de plataforma originários de sistemas como o Commodore Amiga. Os níveis grandes e labirínticos são imagem de marca de platformers ocidentais e como um todo, este Lethal Weapon acaba por ser um jogo algo mediano, mas também não é mau de todo.

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The Lord of the Rings: The Two Towers (Sony Playstation 2)

Ao contrário do Fellowship of the Ring, cujo videojogo saído em 2002 foi inspirado nos livros e não nos filmes, logo de saída foram saindo videojogos referentes às 2 obras seguintes da saga, The Two Towers e no ano seguinte o Return of the King. A diferença é que estes dois jogos já foram desenvolvidos pela Electronic Arts e são baseados nos filmes, não directamente dos livros. São também jogos muito mais divertidos ao misturarem conceitos de RPG com os de um beat ’em up / hack ‘n slash fantasioso. O meu exemplar já foi comprado há uns bons tempos numa das cash converters da área de Lisboa. Não me deve ter ficado mais caro que 3€.

Jogo em caixa com manual.

Já que a Electronic Arts não fez nenhum jogo alusivo ao filme do Fellowship of the Ring, decidiram então incluir várias partes do primeiro filme, já neste videojogo. A aventura começa com um nível de tutorial, onde jogamos com Isildur, na mítica batalha contra Sauron, que perde o seu precioso anel e com isso a sua forma humana. Somos depois levados para o Weathertop, onde com Aragorn temos de protejer o pequeno Frodo de ataques dos Nazgul, com os níveis seguintes a levarem-nos para as minas de Moria. Eventualmente a narrativa vai-nos levando também para os acontecimentos vistos em Two Towers, culminando na épica batalha da defesa de Helm’s Deep.

No final de cada nível a nossa performance é recompensada com pontos de experiência que podem depois ser trocados por novas técnicas e habilidades

A jogabilidade é então a de um hack and slash, onde podemos jogar com Aragorn, o elfo Legolas ou o anão Gimli. Cada um possui diferentes características, com Legolas a ser o mais ágil, porém o menos forte, ao contrário do Gimli que com o seu machado consegue desferir ataques poderosos, mas lentos. Já Aragorn é o típico personagem mais balanceado. Cada personagem possui também ataques de longo alcance, o que no caso de Aragorn e Legolas são o arco e flecha, embora estas tenham munição limitada, sendo necessário apanhar power ups com mais flechas. De resto, é um jogo que se foca muito nos combos. Quanto maior o combo, maior o rating do mesmo, que pode ir desde fair a perfect. A nossa performance no final de cada nível é traduzida em pontos de experiência que podem ser trocados por novos golpes, combos e habilidades para cada uma das três personagens disponíveis. Ou quatro, pois um dos segredos do jogo é a possibilidade de desbloquear Isildur. A jogabilidade é simples e funcional, com o jogo oferecer ataques rápidos mas que dão pouco dano e podem ser facilmente bloqueados, como ataques mais poderosos e capazes de partir escudos, mas que são mais lentos na sua execução, deixando-nos temporariamente vulneráveis. Temos os ataques de longo alcance, a possibilidade de executar inimigos quando os mesmos estiverem no chão e por aí fora.

Eventualmente lá teremos de defrontar alguns bosses. O Troll em Moria é um dos primeiros

O maior defeito deste jogo na minha opinião está em ser apenas single player. Há muitos níveis que jogamos com a companhia de um ou outro NPC, incluind o Gandalf, mas o que não se compreende é como não há qualquer multiplayer cooperativo. Talvez tenha sido algo pensado mas que não houve tempo de finalizar devido a deadlines? Independentemnte da razão é uma baixa de peso que acabou felizmente por ser colmatada na sequela The Return of the King. Para compensar temos muitos extras para desbloquear, como a personagem secreta de Isildur e uma missão secreta na torre de Saruman, ou entrevistas aos actores principais, making ofs e artwork dos filmes.

Graficamente é um jogo competente, tendo em conta que saiu pouco depois do Fellowship of the Ring da Vivendi Universal e a nível gráfico este está muito superior. Os cenários estão bem detalhados, desde as minas de Moria, florestas e cavernas, culminando nas épicas batalhas de Helm’s Deep, que são tão intensas quanto nos filmes. As personagens também estão bem detalhadas e no que diz respeito ao voice acting não preciso de dizer nada, até porque foi todo feito pelos actores originais. As músicas são também tão épicas quanto nos filmes, o que é bom!

As cutscenes vão-se intercalando com segmentos directamente retirados dos filmes, outros reproduzidos pelo motor gráfico do jogo.

No fim de contas este Two Towers foi uma muito agradável surpresa quando saiu. Apesar de ser um jogo um pouco curto e imperdoavelmente não tem qualquer vertente multiplayer cooperativa, não deixa de ser um bom hack and slash para quem gosta do género e para quem gostou dos livros ou filmes do Tolkien. A fórmula foi contudo mais aprimorada no The Return of the King, que inclusivamente já o comecei a jogar e não deverá estar para muito longe um eventual artigo.

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Legend of Illusion (Sega Game Gear)

Tempo de voltar à Game Gear e às rapidinhas, com aquele que foi o último jogo da série Ilusion do Mickey, pelo menos até há poucos anos atrás a Sega ter desenvolvido um remake do primeiro clássico, o Castle of Illusion. E este Legend of Illusion é o follow up do Land of Illusion, um excelente jogo de plataformas lançado também para as consolas de 8bit da Sega. O meu exemplar foi-me oferecido por um amigo meu, já há algum tempo.

Apenas cartucho

A história por detrás do jogo leva-nos ao mundo da Disney, mas nos tempos medievais. Aqui, o vilão Bafo é rei e o seu reino é subitamente assolado por uma nuvem negra que destrói as colheitas. De acordo com uma lenda antiga, seria necessário o Rei ir à procura de uma água mágica, de forma a quebrar aquela maldição. Mas Bafo é um cobarde, pelo que torna o seu lacaio Mickey como rei honorário e envia-o para essa demanda. Pelo meio vamos visitando os reinos de Donald e Pateta que também atravessam problemas similares.

Em Legend of Illusion voltamos à idade média para defrontar um feiticeiro e um dragão. Só falta salvar uma princesa!

A nível de mecânicas de jogo, este Legend of Illusion é um pouco diferente dos restantes jogos da série, devido ao facto do ataque principal não ser saltar em cima dos oponentes, mas sim atirar-lhes com bolas de sabão (ou apanhar blocos e atirar-lhes). De resto é um jogo de plataformas clássico com um botão para saltar e outro para atacar. Pelo caminho vamos encontrando vários itens para apanhar, alguns que vão restaurando a barra de vida ou mesmo aumentá-la, vidas extra, ou simplesmente mais pontos. Ao contrário de Land of Illusion onde havia alguma não linearidade no progresso do jogo, que nos encorajava a explorar cada nível ao máximo de forma a descobrir todos os seus segredos, aqui as coisas são mais lineares. Os níveis são todos fantasiosos, desde castelos, florestas ou montanhas, existindo ainda um nível onde voamos numa libelinha gigante, com o jogo a ganhar mecânicas semelhantes às de um shmup. Existem ainda outros níveis interessantes, como a Crystal Forest que até inclui portais como os de Portal. No entanto este nível é uma excepção e não a regra, pois no geral, acho este Legend of Illusion um jogo com um design de níveis menos imaginativo.

Aqui a principal arma do mickey são bolas de sabão. O sabão devia ser mesmo tóxico na idade média!

Graficamente também não acho que seja dos melhores jogos da série, pois o Land of Illusion facilmente leva esse troféu nas versões 8bit. Acho que o jogo não possui cores tão vivas quanto os anteriores, e com isso os gráficos também sofrem um pouco. O bom daqui está mesmo nas cutscenes entre cada nível, repletas de imagens de alta qualidade. Já nas músicas infelizmente também não achei que fossem lá muito boas. Não deixa no entanto de ser um jogo interessante. Talvez não tão bom quanto o anterior, mas um jogo de plataformas bem competente de qualquer das formas.

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Secret of Mana (Super Nintendo)

A Squaresoft foi uma empresa muito produtiva durante a era 16bit, tendo desenvolvido alguns dos melhores RPGs do seu portefólio. No entanto poucos eram aqueles que chegavam aos Estados Unidos, quanto mais à Europa. Felizmente o Secret of Mana foi dos poucos que chegaram até nós, talvez pelas suas mecãnicas de jogo serem mais as de um RPG de acção do que propriamente um RPG tradicional, que ainda era um conceito alheio a muitos dos jogadores ocidentais. O meu exemplar veio de um bundle de alguns jogos de SNES que comprei no OLX no ano passado, por coincidência foram jogos comprados a um vizinho na altura. Cada jogo ficou-me por 12€, o que para mim foi um óptimo preço, embora este em particular esteja todo em francês.

Apenas o cartucho, infelizmente em versão francesa

Na verdade, este não foi o primeiro Secret of Mana a ser desenvolvido, até porque no Japão o mesmo é conhecido por Seiken Densetsu 2. Essas honras foram para o Mystic Quest da Game Boy, mais conhecido se calhar pelo seu nome Americano de Final Fantasy Adventure. Aqui vamos acabar por controlar 3 heróis anónimos, sendo o principal um jovem rapaz que inadvertidamente descobre a espada de Mana e ao retirá-la despoleta uma série de reacções adversas, trazendo monstros de volta àquele mundo, o que faz com que sejamos expulsos da nossa aldeia. Pelo meio, um poderoso império também tenta-se apoderar do poder de Mana, de forma a restaurar uma gigante Fortaleza de uma antiga civilização, algo que trouxe uma grande Guerra que quase destruiu o mundo, muitos anos atrás. Os outros 2 heróis vão surgindo mais tarde, e o conceito mais interessante deste Secret of Mana está mesmo no multiplayer cooperativo, pois podemos jogar a aventura com até mais 2 amigos, cada um controlando a sua personagem. Isto resulta bem, excepto em dois pequenos pontos, principalmente quando cada jogador quiser ir para um sítio diferente, pois o jogo acaba por bloquear até alguém ceder. O segundo irei referir mais à frente.

A cutscene de abertura é uma autêntica obra de arte

Como já foi referido acima, Secret of Mana é um RPG de acção, com batalhas em tempo real. Cada personagem possui habilidades diferentes e pode ganhar experiência de maneiras diferentes, pois para além do nível de cada um, podemos ganhar skill levels no uso de diferentes armas ou magias. O herói principal não pode usar magia, mas é o que tira melhor proveito de armas melee, subindo de skill levels mais rapidamente que os restantes. A rapariga foca-se mais em magias de curar e suporte, enquanto que o sprite especializa-se mais em magia ofensiva. Para usar magia precisamos antes de encontrar os diferentes summons elementais, que nos vão desbloqueando diferentes magias elementais para cada uma das personagens capazes de usar magia. Por outro lado, todas as personagens podem usar qualquer tipo de arma, sejam elas espadas, lanças, bumerangues, arco e flecha, entre muitas outras. Para além da nossa aptidão com as armas poder também subir de nível, as mesmas podem também ser melhoradas sempre que encontrarmos uma orb respectiva e a levar ao ferreiro local (Watts). A outra funcionalidade que sempre gostaram neste jogo foi o sistema de menus em anel. Cada vez que carregamos no botão de menu, aparece-nos um anel à volta da personagem que chamou o menu, sendo que podemos ir rodando esse anel e seleccionar a opção respectiva, como usar itens ou magias, equipar peças, entre outros. Sinceramente não acho isto muito funcional, prefiro de longe um sistema de menus mais tradicional. Até porque temos um ring menu para cada personagem e cada vez que queremos mudar algo de outra personagem que não a principal teremos de repetir todas as acções de navegação de menus. E isto é outra das coisas que me irritou ligeiramente com o multiplayer cooperativo.

Confrontos com bosses são coisas habituais no final de cada dungeon. Este em especial fez-me lembrar um dos primeiros bosses do Mystic Quest

A nível audiovisual, esta é mesmo uma pequena pérola. Graficamente é um jogo bastante colorido e com alguns detalhes interessantes. Só não gostei do design de alguns bosses, mas fora isso temos aquelas features que rapidamente nos habituamos em RPGs de SNES, como a visualização do mapa através do mode 7, principalmente quando desbloqueamos o dragão Flammie, que podemos chamar a qualquer altura e voar livremente pelos céus. As músicas são também excelentes, principalmente aquelas com calmas melodias de piano. Olhar para a sequência de abertura do jogo no ecrã título é uma das experiências mais bonitas e tranquilizadoras que podemos ver numa Super Nintendo.

O mode 7 é usado de uma forma eficaz assim que temos o dragão Flammie para nos transportar para onde quisermos

Portanto, este Secret of Mana é para mim um jogo essencial na biblioteca de qualquer Super Nintendo. Para além de possuir uma boa jogabilidade e um multiplayer cooperativo bem surpreendente, a nível audiovisual também é uma obra prima. Mas a notícia mais triste aqui é que a sequela, conhecida no Japão como Seiken Densetsu 3, nunca tenha visto a luz do dia fora desse território. Nós, pobres ocidentais tivemos de nos contentar com o Secret of Evermore, desenvolvido especialmente a pensar no público ocidental (e cuja análise conto trazer cá em breve), mas que fica muito aquém da qualidade do Seiken Densetsu 3. Esse já tive a oportunidade de o jogar até ao fim graças ao esforço dos fãs que desenvolveram um patch de tradução, e posso dizer que é dos jogos mais bonitos que alguma vez chegaram à Super Nintendo.

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Gamebox: Série Lutas (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, o artigo que cá trago hoje é uma interessante compilação de três jogos de acção, lançada originalmente e de forma exclusiva no mercado brasileiro, através da TecToy. A Ecofilmes no entanto lá deve ter importado umas quantas cópias dessa compilação, pois já a vi várias vezes à venda por cá. Na verdade, há já uns anos atrás que me tinham oferecido um cartucho solto desta compilação, que infelizmente tinha a label rasgada e problemas a arrancar um dos jogos, o Shinobi. Mas recentemente comprei um em caixa por 30€ na loja online Play ‘n Play. Foi mesmo naquele limite máximo de preço que tinha imposto para mim mesmo, e quando finalmente apareceu, não deixei escapar.

Compilação em caixa. Não sei o que o pessoal às vezes faz com os manuais…

Os jogos que compõe esta compilação são o Kung Fu Kid, o The Ninja e a versão Master System do Shinobi. Estes dois últimos são jogos que já tenho separadamente, pelo que recomendo que dêm uma passadela pelos respectivos artigos para mais detalhe. Vou aproveitar o resto do post para falar um pouco mais do Kung Fu Kid. Tal como o Kung Fu da NES, este é um beat ’em up simples e inteiramente em 2D, sem aquela perspectiva pseudo-3D introduzida por jogos como Double Dragon. Tem também uma temática que faz lembrar aqueles filmes clássicos e orientais de artes marciais.

Nunca entendi muito bem quais são aqueles inimigos verdes que saltitam de um lado para o outro.

Bom, a história por detrás do Kung Fu Kid não sei, mas parece envolver o sobrenatural asiático pois eu nunca entendi muito bem contra quem é que estava a lutar. Temos criaturas pequenas a saltitar de um lado para o outro e que nunca consegui perceber o que eram, uns tipos castanhos que vim a saber mais tarde que eram lobisomens, e até uns tipos meios verdes que sempre me fizeram lembrar o Picollo de Dragon Ball Z. A jogabilidade é simples, com um botão para saltar e outro para atacar, sendo que podemos usar o botão de ataque em conjunto com os outros para outras combinações, como diferentes tipos de pontapés. Ao longo do jogo vamos também poder apanhar uns itens brancos que também nunca soube o que eram. E como na altura não tinha manual, nem internet para ler FAQs de jogos, nunca soube que eram talismãs e que se carregasse nos botões 1 + cima os podia atirar, destruindo todos os inimigos em que o tocassem. Quando era miúdo também tentava derrotar todos os inimigos que me surgiam no ecrã, e devido à falta de itens regenerativos, a minha barra de energia ia-se esgotando e por vezes não era suficiente para enfrentar o boss. Hoje em dia já aprendi que ganhamos mais em esquivar de alguns inimigos, saltando por cima deles. Dessa forma alguns até se atrapalham uns aos outros e a nossa vida fica um pouco mais facilitada.

Os níveis na sua maioria são simples sidescrollers horizontais onde temos de ir do ponto A ao B, com inimigos a virem de ambas as direcções. Existem por vezes alguns níveis com alguma verticalidade, onde poderemos inclusivamente usar técnicas avançadas como o salto em paredes para alcançar os andares superiores. Perto do final do jogo teremos uma sequência de uns 4 ou 5 bosses para defrontar, com uma única barra de vida, sendo que parte da nossa vida regenera entre cada combate.

No final de cada nível defrontamos um boss. Convém chegar até lá relativamente ileso!

Graficamente é um jogo bastante colorido, mas com as sprites a serem bastante simples, até porque, tirando os bosses que geralmente são um pouco maiores e mais detalhados, muitos dos inimigos sempre foram algo misteriosos para mim, não se entendendo bem o que seriam. Os níveis começam também com pouco detalhe, com o primeiro nivel a decorrer numa zona cheia de canas, tipicamente asiática. Depois vamos entrando em templos e outros edifícios com adornos asiáticos, e aí detalhe gráfico vai melhorando um pouco. As músicas não são memoráveis, mas são suficientemente agradáveis, com as suas melodias também com alguns toques orientais.

Portanto este Kung Fu Kid é um jogo relativamente interessante, apesar de ser ainda algo simplista e primitivo. No entanto é desafiante o suficiente para nos manter interessados. Os outros jogos da compilação são clássicos da Master System, tornando a compilação como um todo bastante interessante, pena é que seja relativamente difícil de a apanhar por cá.

 

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