Mortal Kombat 4 (Nintendo Gameboy Color)

Continuando pelas rapidinhas de Gameboy Color, o jogo que cá trago agora é a adaptação para esta consola do Mortal Kombat 4, que por sua vez foi o primeiro jogo totalmente em 3D da famosa série de jogos de luta, o que sinceramente não tinha corrido lá muito bem. No entanto, naturalmente que esta versão GBC não é em 3D e, tendo sido convertida pela Digital Eclipse, acabaram por usar o mesmo motor do Mortal Kombat 3 da Gameboy clássica, o que não são necessariamente boas notícias. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio de um bundle de cartuchos de GBC que comprei numa feira de velharias algures no final do ano passado. Ficaram-me a cerca de 2€ cada um.

Apenas cartucho

O Mortal Kombat 4 continua a saga entre os guerreiros da terra contra uma nova ameaça: o feiticeiro Quan Chi liberta a divindade Shinnok, que havia sido banida pelos restantes deuses há muitos anos atrás, após Shinnok ter tentado controlar o universo. MK4 introduz então muitas novas personagens, aliando a um elenco mais reduzido de várias personagens conhecidas de jogos anteriores.

Infelizmente o elenco disponível nesta versão foi uma vez mais cortado

Como é hábito nas adaptações para Gameboy de jogos Mortal Kombat, este MK4 acaba por ser também muito fraquinho. Em primeiro lugar, o elenco foi reduzido para nove personagens seleccionáveis (com o Reptile como personagem secreta). Depois a jogabilidade foi bastante modificada, sendo mais parecida à dos jogos clássicos. Originalmente o MK4 tinha introduzido um sistema de armas que poderíamos usar, mas isso não se reflete nesta versão. Depois também não temos o sistema de combos. Para além disso, tal como nos MKs anteriores para a Gameboy clássica, a performance e a jogabilidade deixam muito a desejar, o que seria de esperar pois já o MK3 sofria do mesmo mal e este jogo usa o mesmo motor.

Graficamente o jogo também poderia estar melhor detalhado

A nível audiovisual não esperem grande coisa. Os lutadores estão detalhados quanto baste, até porque este é um daqueles jogos ainda retrocompatíveis com a Gameboy clássica a preto-e-branco. Os cenários são poucos e não estão lá muito bem detalhados, mas o que me incomoda mais são as músicas que são muito idênticas entre si, repetitivas e irritantes. As fatalities não são executadas com recurso ao motor gráfico do jogo, mas sim através de pequenas cutscenes. Ah, e não há qualquer pinga de sangue nos combates, só mesmo nas fatalities.

Portanto, esta entrada do Mortal Kombat 4 é de evitar, a menos que sejam fãs acérrimos da série. Procurem antes o Mortal Kombat Gold, que possui tudo do 4 mais uns quantos extras.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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