Space Channel 5 (Sony Playstation 2)

É inegável que a Sega teve na era da Dreamcast, um pico de originalidade e criatividade devido à liberdade criativa que deu aos seus estúdios. Para além do regresso de várias séries já aclamadas pelos fãs, tivemos coisas como Crazy Taxi, Phantasy Star Online, Rez ou Space Channel 5. Este último acabou então por ser depois convertido para a Playstation 2, por alturas em que a Sega anunciou que se ia retirar do mercado de consolas domésticas e dedicar-se a ser uma third party. Este meu exemplar foi comprado há uns meses atrás numa feira de velharias do Porto, custou-me 3€.

Jogo com caixa e manual

O conceito por detrás deste jogo é bastante bizarro. A terra está a ser invadida por aliens cujo plano é forçar os terráqueos a dançar contra a sua vontade. Nós encarnamos no papel de Ulala, a jovem repórter do Channel 5, outrora uma das maiores redes emissoras do Universo, mas cuja popularidade tem vindo a descer bastante e as suas esperanças recaem na própria Ulala, para trazer a popularidade de volta à estação. A nossa missão é precisamente a de investigar a invasão alienígena, que começa no Porto espacial.

A nossa performance em cada nível tem de ser sempre superior a uma percentagem mínima de audiência. Para isso convém não falhar muito.

Este é um jogo rítimico onde vamos tendo 2 tipos de acções a tomar. Por um lado participamos em batalhas de dança, onde temos de imitar as coreografias dos aliens, por outro também vamos ter de atacar os aliens e/ou resgatar os seus reféns, que também se faz ao imitar as suas coreografias e movimentos. Temos é dois botões de disparo, um para atacar os aliens, outro para resgatar os reféns. A jogabilidade faz-nos lembrar de certa forma outros jogos como Parappa the Rapper ou Gitaroo Man, onde somos obrigados a replicar os movimentos dos nossos oponentes. Mas ao contrário desses clássicos, aqui não temos qualquer indicação visual dos passos a seguir. A única indicação visual que temos é um ícone que muda da Ulala para os Aliens e vice-versa quando é a vez deles de agir. Temos então de prestar especial atenção aos tempos musicais e entrar mesmo no momento certo, basta falhar uma entrada que perdemos logo ali aquele segmento.

Apesar dos modelos 3D das personagens serem algo rudimentares, as animações estão excelentes

Inicialmente os padrões a seguir vão sendo bastante simples, mas as coisas vão complicando ao longo do jogo, em especial nos bosses mais avançados na história, com padrões mais rápidos e/ou com tempos não convencionais. Num dos segmentos do último boss teremos até de inverter os movimentos que lhe copiamos, ou seja, ouvimos esquerda mas fazemos direita, ouvimos cima mas fazemos baixo e por aí fora.

Graficamente o jogo até que era interessante para a altura em que saiu. Os backgrounds são em full motion video, enquanto as personagens são modelos poligonais algo rudimentares, no entanto possuem animações bastante fluídas. Mas é no sentido estético que o jogo ganha mesmo outra vida, pois apesar de ser um jogo futurista, assemelha-se muito ao futurismo típico dos anos 60, algo que foi bem replicado em filmes como os do Austin Powers. É verdade que a Ulala é uma repórter jornalista, mas passava bem por uma espiã à lá James Bond. A banda sonora é também típica dessa época, as músicas são bastante agradáveis e típicas daquelas big bands cheias de trompetes e afins.

Não vamos apenas combater aliens, mas ocasionalmente também repórteres rivais

Este Space Channel 5 é então um jogo bastante divertido e acima de tudo original, algo que a United Game Artists nos habituou, pois foram também os autores do mítico Rez, que um dia destes hei-de trazer cá. O jogo até que é bastante curto e sem grande motivo para voltar a pegar nele depois de o terminar, mas o facto de não ter qualquer pista visual de quando deveremos pressionar os botões, o desafio acaba também por ser maior.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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