Mario Kart 64 (Nintendo 64)

A decisão da Nintendo incluir 4 portas para comandos na sua Nintendo 64 era precisamente para dar ênfase ao multiplayer local. Muitos dos jogos publicados pela Nintendo acabaram por tirar bem partido dessa funcionalidade, mas por alturas do lançamento da Nintendo 64, dentro do reportório da Nintendo, poucos teriam mais peso para o multiplayer que Mario Kart 64, sequela do Super Mario Kart da SNES. Este meu exemplar veio para a minha colecção em 2 etapas. O cartucho tinha sido comprado sinceramente já não me lembro onde, nem quando, nem quanto custou. A caixa foi-me oferecida por um colega de trabalho em Dezembro do ano passado.

Jogo com caixa

A maior novidade dentro deste Mario Kart está mesmo na sua transição para o 3D, já que o original da SNES tinha como o Mode 7 o efeito gráfico de referência. Assim sendo, foi possível desenvolver circuitos com uma geometria não plana, muito mais detalhados e repletos de obstáculos. Os power ups e as personagens permanecem sprites 2D, no entanto. A jogabilidade é muito semelhante, tendo na mesma 8 personagens à escolha, os mesmos do jogo original, excepto o Koopa-Troopa e o Donkey Kong Jr que dão lugar ao novo Donkey Kong do DK Country e ao Wario. Os modos de jogo também são algo similares, com o Mario G.P. a assumir-se como o modo de jogo principal, para o single player. Aqui vamos percorrendo pequenos campeonatos de 4 circuitos cada, vencendo quem tiver mais pontos no final. Podemos jogar estes campeonatos em váris categorias desde os 50cc até aos 150cc, que se traduzem na potência do motor e dificuldade. Por fim desbloqueamos também o modo Extra, que são os mesmos circuitos mas jogados de forma reversa.

Tal como no Super Mario Kart, ocasionalmente teremos alguns obstáculos pela frente

Depois, ainda no single player temos também o time trial, que conforme o nome indica serve para tentarmos obter o tempo mais curto possível nos circuitos já desbloqueados. Os outros modos de jogo já são o multi player, onde podemos participar em corridas com até 4 amigos em split-screen, ou o regresso do battle mode, onde temos uma espécie de death match para jogar, mas com karts! De resto, o grande divertimento de jogos como Mario Kart está em, para além das corridas em si serem em localizações originais, o sistema de power ups é bastante viciante e torna as corridas muito imprevisíveis. Podemos disparar carapaças de tartaruga contra os oponentes, deixar cascas de banana em posições estratégicas da pista, usar cogumelos como turbos, entre muitos outros. Um dos novos itens é também um dos mais controversos: a carapaça azul! Esta aparece geralmente a quem está nas últimas posições e tal como a carapaça vermelha é um míssil teleguiado, a diferença é que esta atinge sempre quem vai em primeiro lugar. Diz a Nintendo que é para tornar o jogo mais justo para quem vai atrás, mas na verdade apenas prejudica quem vai em primeiro. Acho o raio mais justo, já que também só aparece a quem está nos últimos lugares, mas ao menos paraliza temporariamente todos os oponentes de igual forma, não só o primeiro.

Sim, podemos ter de parar para deixar o comboio passar

De resto, tal como todos os jogos 3D daquela era, este não envelheceu lá muito bem do ponto de vista técnico. Na altura era muito competente sim senhor, mas hoje em dia as texturas simplistas, as sprites algo borratadas dos karts, já mostram o peso da sua idade. Mas não deixa de ser um jogo com uma óptima jogabilidade e as músicas permanecem bastante agradáveis. Depois, se por um lado os gráficos em si não envelheceram nada de especial, por outro há que dar a mão à palmatória pois a Nintendo empenhou-se bastante em apresentar circuitos bastante originais e variados entre si. Por um lado temos várias pistas que se assemelham a circuitos reais, outras levam-nos a vários locais do Mushroom Kingdom e não só, como desertos no Oeste, o castelo de Bowser ou a selva tropical do Donkey Kong. Temos até uma autoestrada cheia de trânsito para evitar!

A Rainbow Road era tecnicamente impressionante para a altura, com as suas transparências. No entanto não gosto daqueles neons que vão aparecendo em plano de fundo

Portanto, apesar deste Mario Kart 64 não ter envelhecido tão bem do ponto de vista técnico, acaba por permanecer muito agradável de se jogar, ao contrário do Super Mario Kart para a SNES que já tenho mais alguma dificuldade em pegar nele hoje em dia. É um clássico, mesmo que o Diddy Kong Racing para a mesma consola me pareça melhor.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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