Burai Fighter (Nintendo Entertainment System)

Continuando pelas rapidinhas, o jogo de hoje é o Burai Fighter, um shmup das antigas,  produzido pela Taxan e que felizmente também acabou por sair cá, na Europa. É um jogo que de certa forma me faz lembrar o Forgotten Worlds da Capcom, devido à possibilidade de se disparar em qualquer direcção. O meu exemplar foi comprado a um particular no mês passado, se não estou em erro custou-me uns 12€.

Apenas cartucho

A história leva-nos  a defrontar um conjunto de poderosos Cyborgs que aterrorizam a Galáxia. Nós estamos tão fortemente armados (ironia) que nem é preciso nave espacial nem nada. Somos apenas um astronauta munido de um jetpack e de uma pistolinha, mas felizmente iremos poder encontrar vários power ups que nos aumentam consideravelmente o poder de fogo. Os controlos é que podem demorar um pouco a ser aprendidos, pois podemo-nos virar de um lado para o outro, usando apenas o D-pad e mudar a direcção do disparo com os nossos movimentos. Por outro lado, se deixarmos o botão de fogo pressionado, a direcção de disparo fica presa nessa direcção, e assim já nos podemos mover livremente de um lado para o outro sem mudar para onde queremos disparar.

Burai Fighter não é um shmup tradicional, pois podemos mover em várias direcções, assim como a câmara.

Esta versatibilidade de movimento acaba por ser muito útil pois o jogo não é um shmup tradicional, existindo níveis com scroll vertical, outros horizontal, outros ainda que vão misturando ambos os  tipos de scrolling ao longo do nível, obrigando-nos a ter uma movimentação ainda mais cuidada pois se ficarmos presos lá se vai mais uma vida. E perder vidas pode ser muito chato pois o jogo está cheio de power ups que nos vão sendo muito úteis. Existem 3 tipos de armas secundárias, os raios laser, mísseis e “rings”. Estes possuem diferentes características, com os rings com a capacidade de atravessar paredes, mas por outro lado são os que possuem poder de fogo mais baixo. Os raios laser atravessam vários inimigos mas não paredes e são ligeiramente mais poderosos e por fim os mísseis que não atravessam paredes nem inimigos, mas possuem mais poder de fogo. Depois para cada um destes power ups existem diferentes níveis de poder, que vão sendo desbloqueados à medida em que vamos apanhando mais power ups do mesmo género. Com isso vamos conseguindo disparar em simultâneo em várias direcções e caso percamos uma vida, lá se vão esses power ups bem úteis. De resto temos outros como power ups de velocidade, escudo e as bombas Cobalt, que destroem todos os inimigos no ecrã e as suas balas. São ataques especiais muito úteis que devem ser usados de forma inteligente pois as suas munições são limitadas.

Gosto particularmente do design de alguns bosses

De resto a nível audiovisual é um excelente jogo. As músicas são bastante agradáveis e ficam no ouvido, assim como os gráficos que vão sendo bastante interessantes e com inimigos bem detalhados, dentro do possível. Naturalmente que os cenários são todos futuristas, mas isso era o esperado. Portanto, no fim de contas, apesar deste não ser um jogo nada fácil, parece-me bastante competente e um clássico da NES, dentro deste género dos shmups.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em NES, Nintendo. ligação permanente.

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