Lord of the Sword (Sega Master System)

Um dos jogos que mais curiosidade tinha em experimentar na Master System era este Lord of the Sword, um suposto RPG de acção medieval desenvolvido pela própria Sega algures no final da década de 80. E se por um lado o resultado final até nem me tenha desagradado, por outro fica a sensação que poderia ter sido muito melhor, se a Sega estivesse numa posição melhor no mercado e não tivesse de carregar com a Master System às costas practicamente sozinha. O meu exemplar veio de uma troca directa que fiz com um particular algures em Março deste ano.

Jogo com caixa

A história remete-nos para o reino de Baljinya, cujo rei e sua famíla foi assassinado por criaturas nefastas que tentam ressuscitar Ra Goan, uma divindade demoníaca que irá trazer o terror para aquela região. Nós somos Landau, um guerreiro ao qual recai a última esperança do povo e que, se cumprir 3 diferentes quests para provar o seu valor e derrotar o demónio Ra Goan no fim, herdará o reino de Baljinya como recompensa.

Thou shalt not fail!

Equipados de uma espada e arco-e-flecha, somos levados a explorar o perigoso reino de Baljinya, repleto de criaturas infernais e pequenas aldeias ou castelos aqui e ali. Navegar pelo seu mapa (que me dava jeito ter visto que o meu exemplar não tem manual) nem sempre é fácil pois algumas das suas passagens apenas se desbloqueiam após interagir com alguns NPCs das aldeias vizinhas. E esses NPCs nem sempre nos dizem o que queremos ouvir, tendo de falar com eles várias vezes seguidas até que nos digam algo novo como “vai a este sítio e defronta o boss X” para podermos avançar com a história. Por outro lado, é nestas alturas, quando visitamos NPCs que conseguimos regenerar um pouco da nossa vida. Isso e quando conseguimos derrotar algum boss.

Para progredir na história e desbloquear alguns caminhos, por vezes temos de insistir com os NPCs para que nos digam algo de novo

O maior problema da jogabilidade do Lord of the Sword está no facto de termos de usar o D-pad para cima para saltar, o que acaba por atrapalhar um pouco. Os botões 1 e 2 ficam a servir para atacar com a espada ou com o arco-e-flecha. Os inimigos vão sendo variados e com diferentes padrões de movimento e ataque, pelo que o botão de salto num sítio mais confortável seria muito importante. Por outro lado não temos muito que nos preocupar com o platforming, pois apesar de por vezes ser necessário, não existem aqui abismos sem fundo.

O jogo possui alguns efeitos muito interessantes.

Apesar deste jogo ser considerado como um RPG de acção, na verdade acho que o Zelda II tinha mais disso. Aqui não existe qualquer mecânica de pontos de experiência, apenas algum equipamento como melhores espadas ou flechas que vamos encontrando à medida que progredimos no jogo. A falta de NPCs, da sua variedade e diálogos também é outra área onde este Lord of the Sword teria imenso potencial para melhorias. Mas como referi logo no primeiro parágrafo, nesta altura a Sega tinha de suportar practicamente sozinha todo o catálogo da Master System, pelo que não havia muito tempo para polir e melhorar os seus jogos, se queriam manter um número estável de lançamentos ao longo do ano.

Graficamente o jogo até que é bem competente, com cenários detalhados, impressionando principalmente pelas transparências de sprites, que não apresentam qualquer flickering. Atravessar florestas e ver as árvores e restante vegetação a alternar entre o background e o foreground foram coisas muito interessantes, para além de melhor esconderem alguuns inimigos no meio da vegetação. As músicas também não são muito variadas, mas as poucas que existem pareceram-me bem competentes.

Ao contrário do que estaria à espera, cair à água não nos mata

No fim contas, este Lord of the Sword é um jogo que até me agradou, mas tal como referi acima havia ali potencial para fazer muito mais e melhor.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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