Defenders of Oasis (Sega Game Gear)

Durante a era 8 e 16bit, pelo menos no que diz respeito aos RPGs, a balança tendia muito mais para o lado da Nintendo, até porque as suas consolas tinham o apoio de muitos dos produtores de videojogos desses géneros, como a Enix ou a Squaresoft. As consolas da Sega também possuem alguns excelentes RPGs, mas em muito menor número, e muitos deles tendo sido desenvolvidos pela própria Sega. Este Defender of Oasis para a Sega Game Gear não é uma excepção. O meu exemplar veio da feira da Vandoma no Porto, custando-me 8€. Está infelizmente com a label gasta pelo Sol, pelo que planeio em breve trocar este cartucho por outro em melhor estado.

Cartucho com a label desgastada do sol. E é mais um exemplo da artwork da versão ocidental não ter nada a ver com o jogo em si.

A história leva-nos a uma versão fantasiosa e medieval do médio oriente e arábias, onde muitos anos antes da nossa aventura começar, um ser maligno foi trancado numa outra dimensão. Hoje em dia, com um grande e opressor império no poder, estão mais uma vez a tentar ressuscitar esse grande vilão. Nós somos um príncipe de um pacato reino vizinho que se vê no meio desta confusão e lá acabaremos por ser levados numa luta contra o império que invade o seu reino e contra o mau da fita que invariavelmente iremos defrontar no fim do jogo.

Graficamente é um jogo interessante, deixando-nos com pena da Game Gear não possuir muitos mais jogos deste género

Este é um RPG clássico com batalhas por turnos e aleatórias (por vezes até demasiado aleatórias, bastando dar dois ou três passos para activar uma nova batalha). Para além do príncipe e outras personagens que eventualmente se juntarão à nossa party, temos também um génio, que possui algumas particularidades. O génio é o único capaz de usar magias, que são aprendidas ao explorar as dungeons e ler uns murais que nos ensinam novos feitiços. O génio é também o único que não ganha pontos de experiência e sobe de nível, apenas o fortalecemos ao aprender as novas magias da forma que mencionei acima, e usando itens próprios para melhorar os seus pontos de vida, de magia e demais estatísticas.

Ocasionalmente lá vamos vendo algumas cutscenes que vão avançando na história.

De resto é um RPG simples na sua estrutura e história, até porque é pensado para uma consola portátil. Graficamente está um jogo competente, tendo em conta que é uma portátil de 8bit. Os cenários naturalmente têm todos visuais árabes, incluindo alguns monstros que me parecem retirados de lore dos contos das 1001 noites. As músicas possuem também muitas melodias árabes, que a meu ver resultam bem dentro da temática do jogo e são agradáveis de se ouvir.

Portanto, este é um RPG interessante. Não reinventa a roda, é um jogo simples, típico dos RPGs portáteis que se faziam na altura, e é original na temática que aborda, para além de possuir bons audiovisuais.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Game Gear, SEGA. ligação permanente.

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