Spawn: In the Demon’s Hand (Sega Dreamcast)

Hoje é tempo de mais uma rapidinha, desta vez para a Sega Dreamcast. Não sou um grande conhecedor das comics do Spawn, confesso. Mas a sua temática “infernal” e mais matura é algo que me interessa, pelo que é uma das coisas que está na minha “to do list”. Entretanto existem vários videojogos do Spawn, nem todos com boas críticas, mas este da Capcom sempre me interessou, até porque teve as suas origens na arcade. E tendo sido desenvolvido originalmente para o sistema NAOMI nas arcades, uma conversão para a Dreamcast não podia ter faltado. O meu exemplar foi comprado algures em 2016, numa das minhas idas à feira da Vandoma no Porto. Veio num bundle de uma Dreamcast com vários jogos que me ficou no total por 25€.

Jogo com caixa, manuais e papelada

Este Spawn é um jogo de porrada, daqueles em que podemos percorrer livremente vários cenários e derrotar vários inimigos, geralmente de forma muito violenta. Faz-me lembrar de certa forma um Power Stone, mas com minions prontos a serem esquartejados. Existem 3 modos de jogo principais dentro do Arcade: o Boss rush é o principal, onde vamos percorrendo uma série de níveis com o objectivo de assassinar um boss em cada nível. Depois temos duas variantes do deathmatch: o Team Battle Mode, que tal como o nome indica, está dividido em equipas e o Battle Royale, onde são todos contra todos e ganha quem sobreviver. Depois temos o Tournament mode, onde podemos jogar versões extendidas dos modos Team Battle e Battle Royale.

Inicialmente dispomos apenas de 11 personagens jogáveis. Mas muitas mais há para desbloquear!

A jogabilidade em si é bastante divertida. Existem várias personagens do universo da saga Spawn com as quais podemos jogar (e muitas outras para desbloquear à medida em que vamos jogando várias partidas – tal como na série Super Smash Bros.), sendo que cada personagem possui várias habilidades distintas. Cada uma possui um ataque melee de curto alcance e um outro de longo alcance, geralmente envolvendo armas. Para além disso, as arenas estão repletas de power ups escondidos, como diferentes armas brancas, desde espadas a motoserras, passando por várias armas de fogo ou explosivos. Existem também muitos outros power ups que nos aumentam a velocidade, poder de ataque ou defesa, bem como itens regenerativos. A jogabilidade em si é bastante rápida e frenética, tipicamente de um jogo arcade. Então com o extra da violência over the top, sabe ainda melhor! E como em qualquer jogo arcade que se preze temos um tempo limite para derrotar cada boss. É perfeitamente normal morrermos muitas vezes, até porque há bosses extremamente poderosos, mas temos de ter em atenção que a cada vez que morremos, sofremos uma penalização de vários segundos.

Os bosses são muitas vezes imponentes!

O problema são os controlos e câmara que não dá para ser controlada livremente devido à falta de um segundo analógico, algo que é causa de muitas chatices na maioria dos jogos em 3D na Dreamcast, pois aqui usamos um dos gatilhos para centrar a câmara, ou controlá-la, mas deixando o dedo do gatilho premido e sem nos podermos mover. E mesmo só tendo um analógico, decidiram não o usar, mas sim o D-Pad, o que é algo que realmente não se entende.

Para além de cada personagem possuir uma série de ataques próprios, podemos também equipar muitas armas diferentes que encontramos no solo de batalha.

Graficamente é um jogo interessante, nada do outro mundo, mas com visuais sólidos para a Dreamcast. A apresentação é o ponto mais forte, pois o universo do Spawn está cheio de criaturas interessantes e bem detalhadas, fruto da imaginação do Todd McFarlane. As músicas têm todas uma toada bem metal, que muito me agrada, e o narrador é todo do death metal com os seus guturais, o que resulta muito bem face a toda a violência que se vê no ecrã.

Existem vários modos de jogo que podem ser jogados com até 4 pessoas.

De resto é um jogo que preza muito a longevidade, pois teremos muitas personagens para desbloquear através do Boss Attack Mode, e artwork para desbloquear, inclusivamente das armas extra que vamos apanhando e usando ao longo do jogo. É um excelente jogo de porrada, que apenas peca precisamente pela falta de controlo da câmara e pelos controlos que poderiam e deveriam ser um pouco melhores.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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