Dragon Quest Swords (Nintendo Wii)

Já há algum tempo que tinha este Dragon Quest na minha fila de espera para ser jogado. Foi um daqueles spin-offs de várias franchises conhecidas que sairam para a Wii com a desculpa de usarem os motion controls. Como o nome indica – Swords – iremos usar o wiimote para simular uma espada. Mas já entramos em detalhes. O meu exemplar veio da Cash Converters do Porto, foi comprado há uns anos atrás por 11€.

A história deste Dragon Quest centra-se no reino de Avalonia, onde há 5 anos antes conseguiram derrotar o grande vilão de Xiphos. Estavam então a festejar o 5º aniversário desse combate, dia esse que era também a véspera de nós, o herói, celebrar o seu 16º aniversário, altura de percorrer um ritual de passagem para a idade adulta. Mas a rainha não parecia estar lá muito bem de saúde e aos poucos vamo-nos apercebendo que Xiphos está prestes a voltar.

Carregando no botão B activamos o modo de escudo, podendo defender dos golpes inimigos.

Este Dragon Quest é um RPG jogado inteiramente na primeira pessoa, seja na exploração do castelo de Avalonia, seja nos combates propriamente ditos, que são tidos com batalhas pseudo-aleatórias. O wiimote representa a nossa espada e todos os movimentos que fizermos são mais ou menos replicados no ecrã, podendo fazer cortes verticais, horizontais, diagonais, bem como “espetar” a espada em frente. Mas como vamos tendo inimigos em diferentes posições do ecrã e também em movimento, é possível apontar e marcar um “zona de foco”, onde independentemente dos movimentos que façamos com o Wiimote, a espada vai sempre passar nesse ponto. A movimentação é um pouco chata, pois o nunchuck não é usado de todo. Ou seja, usamos o pointer do Wiimote para servir como ponteiro do rato e seleccionar os objectos ou personagens com quem interagir, e o d-pad para nos movimentarmos. Ou seja, como devem calcular não é lá muito ergonómico, para além de serem “tank controls“. Mas isto é apenas válido na exploração de Avalonia. Quando vamos para o mundo exterior, as coisas mudam um pouco de figura.

As personagens secundárias servem para nos dar suporte com algumas magias. Infelizmente só podemos ter um de cada vez a nos acompanhar

O jogo está então dividido em diferentes àreas (ou dungeons se lhe quiserem chamar) que vão sendo desbloqueadas à medida que vamos progredindo no jogo. Aí a nossa movimentação é inteiramente “on rails“, pois apenas nos podemos mover para a frente, ou dar passos atrás. As batalhas são pseudo aleatórias, surgindo sempre nos mesmos locais e com os mesmos inimigos, independentemente das vezes em que jogamos esse nível. Ocasionalmente lá temos algumas bifurcações no caminho, algumas levam-nos a becos sem saída, mas com alguns tesouros para encontrar, outras simplesmente são caminhos alternativos para o mesmo final. No final de cada nível temos sempre um boss para combater.

A primeira vez que jogamos no primeiro nível, estamos inteiramente sozinhos (afinal é o nosso rito de passagem à idade adulta), mas depois vamos tendo alguns NPCs para nos dar apoio. Temos o príncipe Anlace, a jovem Fleurette e o pai do herói, o Claymore. Apenas podemos levar um de cada vez e a sua função é a de nos apoiar nos combates com poderes mágicos, pois é a única coisa que sabem fazer. O combate das espadas está inteiramente connosco! Eles vão tendo então algumas magias curativas, de suporte, ou de ataque, muitas delas vão sendo aprendidas à medida em que vão subindo de nível. Podemos, a qualquer momento, carregar no botão 1 para lançar o menu e solicitar que lancem uma ou outra magia, mas tal como nos outros Dragon Quest mais recentes, podemos também assignar-lhes algumas tácticas de combate, para que sejam mais autónomos em tomar decisões nas batalhas.

Antes de executar um Master Stroke temos de fazer o que nos pedem no ecrã. Infelizmente nem sempre os movimentos são reconhecidos…

Ora nós não temos magias, mas vamos tendo skills especiais para usar, que vão sendo aprendidas à medida em que vamos comprando ou forjando armas novas. São as chamadas Master Strokes, que podem ser executadas quando preenchermos uma barra de energia específica para isso, com a pancada que vamos distribuindo ao longo do jogo. Essas skills obrigam-nos a fazer alguns movimentos específicos com o Wiimote antes de as executar, como levantar o wiimote, rodopiá-lo e só depois atacar, o que sinceramente por vezes até é um pouco cansativo.

Existem também alguns minijogos que podemos experimentar, que podem ser jogados com até 4 jogadores de forma local. Temos uma espécie de galeria de tiro e vários mini-jogos de apanhar setas com um escudo. Nada de especial, mas se tivermos um bom resultado podemos ganhar prémios para usar no jogo. De resto, não há muito mais a fazer. E isso leva-me ao que menos gostei no jogo: o seu conteúdo. Temos apenas 8 áreas para explorar, todas elas onrails e sem grandes mudanças, o que torna o grinding muito repetitivo, não só para ganhar pontos de experiência e assim ficar mais fortes, mas também para encontrar itens usados na criação de novas espadas. Tal como os restantes Dragon Quest, desbloqueamos algum conteúdo extra como novos bosses, assim que chegarmos ao fim do jogo pela primeira vez. Mas não é suficiente, este Dragon Quest sabe muito a pouco!

Alguns inimigos são mais difíceis de acertar, seja por se defenderem bem, ou por estarem em constante movimento.

A nível audiovisual é um jogo competente. Se jogaram o Dragon Quest VIII então já sabem com o que contar, tendo em conta que este é também inteiramente em 3D. Ainda assim, a cidade de Avalonia pareceu-me muito despovoada, deveriam ter caprichado mais, principalmente se é a única cidade que visitamos ao longo de todo o jogo. O voice acting também não é mau de todo, mas falta ali uma personagem carismática como era o Angus no DQ8! Quanto à banda sonora nada a dizer, a música título é simplesmente das minhas perferidas dos videojogos. Orquestrada então ainda melhor!

Portanto, est Dragon Quest Swords é um jogo que até tem algumas boas ideias para tirar partido das características da Wii, mas perde bastante pela falta de conteúdo e de variedade. Se fosse um RPG mais a sério, ou simplesmente com mais a explorar, teria sem dúvida gostado mais.

Anúncios

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Nintendo, Wii com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s