Power Strike II (Sega Master System)

O Power Strike original (conhecido no Japão como Aleste) já era um dos melhores shmups da biblioteca da Master System, apesar de possuir alguns slowdowns bem notórios em alturas mais críticas com muita coisa a acontecer ao mesmo tempo. Na primeira metade da década de 90, quando a Master System ainda estava em voga na Europa, mas já a encaminhar para o seu final de vida, a Compile acabou por desenvolver, em exclusivo para o nosso mercado, este Power Strike II, que acabou por se tornar num dos jogos mais apetecíveis da consola, atingindo valores exorbitantes nos círculos de vendas. O meu exemplar, apesar de ser apenas o cartucho, felizmente foi-me oferecido por um amigo de infãncia, algures no início deste milénio.

Apenas cartucho

Este Power Strike II da Master System foi mesmo um jogo desenvolvido de raíz para esta consola, não deve ser confundido com a versão Game Gear, que inclusivamente saiu no Japão, pertencendo oficialmente à série original da Compile, o Aleste. Esta versão é passada nos anos 1930, onde após a grande depressão de 1929, o mundo entrou em crise e começaram a surgir imensos piratas do ar. Para combater esses bandidos, nós somos um mercenário equipado com um avião todo futurista e o resto é história! Para referência, a versão Game Gear já possui uma storyline completamente futurista.

Antes de começarmos a jogar podemos escolher qual a arma secundária que queremos levar connosco.

As mecânicas de jogo são muito semelhantes às que encontramos no Power Strike original, onde possuimos ataques normais que podem ser melhorados ao apanhar os power-ups com a forma de P. Os restantes são ataques especiais, numerados de 1 a 6, com diferentes modos de disparo, podendo também serem melhorados ao apanhar novos power ups consecutivos com o mesmo número. A diferença é que desta vez, ao iniciar o jogo, podemos escolher qual a arma especial a carregar inicialmente, em conjunto com um ecrã que exemplifica o poder de disparo de cada uma delas. Um único botão serve também para disparar tanto a arma principal como a secundária escolhida, sendo que se deixarmos o dedo pressionado nesse mesmo botão não só activamos o autofire, mas também uma espécie de charge attack que é lançado assim que largarmos o botão 1. O botão 2 possui funções especiais, podendo ser configurado para pausar o jogo (porque ir à consola pausar é uma seca) ou alterar a velocidade da nossa nave.

Apesar do jogo ser passado nos anos 30, a arquitectura das naves mistura tecnologia obsoloteta com futurista

A nível técnico este é também um excelente trabalho. Graficamente é um jogo muito competente, com gráficos bastante coloridos e cenários variados, desde sobrevoar pequenas cidades, oceanos, florestas, montanhas ou desertos. Os cenários tipicamente estão também bem detalhados e cheios de vida! Existem muitas sprites e projécteis no ecrã em simultâneo, mas ao contrário da conversão do primeiro Power Strike, desta vez não reparei em slowdowns, pelo que o jogo está muito mais fluído agora. As músicas também são agradáveis!

Power Strike II é um jogo mais bem detalhado que o seu predecessor, e a nível de performance também!

Sendo o primeiro Power Strike um jogo com distribuição muito limitada nos Estados Unidos, este segundo exclusivo (e raro!) em território europeu, é fácil de perceber o porquê deste jogo vir a atingir preços absurdos no mercado de videojogos retro. O que é uma chatice, pois é daqueles jogos que vale mesmo a pena!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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