The Lord of the Rings: The Third Age (Sony Playstation 2)

Depois dos Two Towers e o Return of the King, ambos óptimas adaptações dos filmes do Peter Jackson a Electronic Arts não desistiu da trilogia e voltou à carga com um novo jogo, desta vez muito diferente dos anteriores. Enquanto os anteriores eram jogos de acção hack and slash com alguns elementos de RPG, neste Third Age decidiram mesmo fazer um RPG por turnos, algo que na minha opinião se adequa bem a este universo. Será que o resultado final foi bom? Veremos. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, algures em 2014 por 2€.

Jogo com caixa e manual

Quando soube que este jogo era um RPG fiquei bastante interessado, mas a primeira desilusão que tive ao jogá-lo foi verificar que na verdade isto não é propriamente uma história nova dentro do mesmo universo, mas sim um recontar dos eventos dos três filmes, através da perspectiva de um grupo diferente de personagens. Inicialmente começamos a aventura com Berethor, um soldado humano à procura de Boromir, que é salvo de um encontro com Nazguls por uma elfa chamada Idrial. Iremos então andar no encalço da Fellowship of the Ring, percorrendo os mesmos cenários, como as minas de Moria, a batalhas em Rohan e Helm’s Deep, Osgiliath ou Minas Tirith. Ocasionalmente vamos acabar mesmo por nos cruzar com personagens como Gandalf, Gimli ou Aragorn, mas pouco há a acrescentar à nossa história face à da história principal, o que é uma pena.

À direita é-nos indicado a ordem pela qual os turnos se vão seguindo. Eu geralmente tento sempre derrotar o inimigo que ataque primeiro.

A jogabilidade pelo que me indicam é muito similar ao Final Fantasy X. Sim, ainda tenho esse jogo em fila de espera mas vai ser o próximo RPG que jogarei na PS2. Adiante, como ia dizendo, as batalhas são semi aleatórias, pois a maior parte das vezes apenas acontecem em momentos chave do jogo, não sendo tão aleatórias quanto isso. Mas entrando nos combates propriamente ditos, os mesmos são jogados por turnos, mas com um sistema dinâmico na alocação dos turnos, que dependem de algumas características das personagens em combate. Depois temos os Action Points, que são usados cada vez que usamos uma habilidade especial, sejam elas magias ou skills. Estas apenas evoluem não com os pontos de experiência normais de cada combate, mas sim com o uso. Cada vez que usamos uma skill ou magia ganhamos 1 ponto de experiência que servirá para desbloquear outras skills da mesma árvore.

Tirando as skills passivas, que são aprendidas à medida que vamos evoluindo, as restantes apenas se aprendem com o uso das habilidades dentro da mesma skill tree

E ao longo do jogo vamos tendo um número considerável de personagens para encontrar, e embora apenas possamos ter uma party activa de 3 personagens em simultâneo (ocasionalmente lá temos 4, quando um convidado como Gandalf ou Aragorn nos ajuda), as mesmas podem ser trocadas a qualquer momento nas batalhas. E também infelizmente não há uma grande variedade assim nas classes entre cada personagem, o que é pena. Não faz muito sentido o Gimli possuir também magia quando não temos nenhum feiticeiro no grupo, a não ser o Gandalf que ocasionalmente lá nos dá uma mãozinha.

A nível de extras, este é um jogo diferente dos seus predecessores da EA, que incluiam diversas entrevistas com os actores dos filmes, ou pequenos vídeos com artwork e making-of dos jogos e filmes. Aqui vamos tendo várias cenas dos filmes para ver, é verdade. Mas são apenas algumas narrações do Gandalf que nos vai pondo ao corrente do que está a acontecer no mundo da Terra Média, enquanto nós andamos no encalço da Irmandade do Anel. O outro extra é muito mais interessante, sendo aqui conhecido como Evil Mode. Sempre que acabarmos uma determinada zona no jogo principal, como por exemplo as minas de Moria, desbloqueamos um capítulo respectivo do Evil Mode. Aqui teremos de combater os nossos própios heróis, pelos olhos das forças de Sauron. O objectivo é adquirir equipamento poderoso que pode depois ser transferido para o jogo principal. É pena que este Evil Mode não seja um pouco mais desenvolvido, até com alguma historia nova por detrás.

No evil mode tomamos o controlo de alguns vilões e temos de derrotar o nosso grupo de heróis em algumas batalhas aleatórias.

Mas pronto, se por um lado as mecânicas de jogo poderiam ser um pouco melhor exploradas ao incutirem personagens com classes e habilidades realmente diferentes entre si, não tenho nada a apontar da parte técnica. Graficamente, tal como os seus predecessores, é um jogo muito bem detalhado, especialmente nas personagens principais, cujas peças de equipamento se refletem no seu aspecto. As músicas e voice acting estão também bastante competentes, tal como nos jogos anteriores.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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