Lylat Wars (Nintendo 64)

Voltando à Nintendo 64, Lylat Wars, mais conhecido internacionalmente como Star Fox 64, foi uma espécie de remake do primeiro jogo da série, lançado originalmente para a Super Nintendo. Por algum motivo nem este, nem o original da SNES (que por aqui se chamou de StarWing) tiveram o nome de Star Fox na Europa, mas isso foi algo que mudou quando a série chegou à Gamecube. Desde cedo foi dos jogos que mais curiosidade me despertou, do catálogo da Nintendo 64 e o meu exemplar foi comprado algures durante o ano passado, na Cash Converters de Alfragide. Se a memória não me falha custou-me 7€.

Apenas cartucho

Em Lylat Wars controlamos a raposa Fox McCloud, líder do esquadrão mercenário de pilotos de elite, Star Fox. Um cientista maluco, mas outrora brilhante, de nome Andross está novamente a aterrorizar a galáxia, anos depois do último conflito, onde o conseguiram aprisionar no longínquo planeta de Venom inclusivamente a custo da morte de James McCloud, antigo líder do esquadrão e pai de Fox McCloud. Vamos então começar a aventura, tal como na SNES, por defender planeta de Corneria que se encontra actualmente a ser atacado, avançando depois por vários outros locais como novos planetas, cinturas de asteróides, enormes estações espaciais, entre outros. Mais uma vez poderemos progredir por caminhos diferentes, embora por vezes seja necessário cumprir alguns objectivos opcionais numa dada missão para conseguir desbloquear uma outra num “caminho alternativo”. Ora, tal como no Star Wing, isto aumenta bastante a longevidade do jogo, o que é óptimo.

Sem comentários, Peppy

A perspectiva é mais uma vez uma perspectiva na terceira pessoa, com a câmara nas costas da Arwing. Grande parte do jogo é on-rails, onde a nave se vai deslocando automaticamente ao longo de um corredor invisível, restringindo-nos bastante a nossa liberdade de movimentos. Mas noutras alturas lá nos conseguimos mover livremente e explorar a àrea ao nosso redor á vontade. Isto acontece principalmente em confrontos com alguns bosses ou o esquadrão do Star Wolf, por exemplo, onde nos envolvemos em dogfights mais prolongadas. E mais uma vez temos os companheiros de Fox Mc Cloud a voar connosco, nomeadamente o jovem sapo Slippy, o coelho Peppy (que é o único membro restante do esquadrão Star Fox antigo) e Falco, o eterno rival de Fox. Ora eles nem nos ajudam assim tanto nos combates, a maior parte das vezes até nos pedem ajuda para os safar, mas vão dialogando connosco e dando várias dicas ao longo de cada missão.

Tal como no original da SNES; aqui também podemos chegar ao destino (o planeta Venom, à direita) através de diferentes caminhos.

A Arwing possui raios laser que podem ser carregados ao manter o botão de disparo pressionado. Quando o fazemos, conseguimos também fazer lock-on aos inimigos que passam à nossa volta, lançando depois uma bola de energia tele-guiada e capaz de causar algum dano considerável. Para além disso temos também as bombas que causam muito mais dano, mas vêm em munições limitadas, pelo que temos de as usar com cuidado. Ao longo de cada nível iremos também encontrar uma série de itens e power ups, como upgrades aos lasers, novas bombas, ou anéis que podem ser prateados ou dourados. Os prateados restauram um pouco da nossa energia da nave, enquanto que a cada 3 anéis dourados aumentamos a nossa barra de energia e/ou são-nos atribuídas vidas extra.

O jogo está muito bem conseguido na sua apresentação audiovisual

De resto a Arwing é também bastante flexível, e vamos estar a fazer “barrel rolls” constantemente, bem como outras manobras. Mas não é só no Arwing que nós vamos jogando, pois ao longo da aventura podemos também jogar no Landmaster, um tanque que possui o mesmo arsenal a nível de armas que a Arwing, e embora não tendo a mesma flexibilidade que a nave, pode ainda fazer barrel rolls e suspender-se temporariamente no ar. Num nível específico também iremos conduzir um submarino. O submarino possui raios laser e torpedos infinitos, que, visto o fundo do oceano ser escuro como o breu, acabam por servir de fonte de iluminação, iluminando ligeiramente o caminho que estão a atravessar.

Se os nossos companheiros ficarem com as naves inutilizadas, não aparecem na missão seguinte

Para além da aventura principal o jogo possui também uma forte componente em multiplayer splitscreen com até 4 jogadores, mesmo como manda a lei na Nintendo 64. Inicialmente apenas podemos jogar com as Arwings, mas mediante a nossa performance no modo história poderemos desbloquear também o Land Master ou mesmo usar os membros do esquadrão Star Fox a pé, munidos de uma bazooka. Os modos de jogo multiplayer são variedades do deathmatch incluindo vertentes em que nos permitem definir um número limite de vitórias ou de tempo decorrido em cada partida. Tem tudo para ser divertido, mas confesso que não cheguei a experimentar.

A nível técnico, sempre achei um óptimo jogo para a Nintendo 64. Os Arwings e os membros da equipa Star Fox sempre estão bem detalhados a nível poligonal, com a única falha a ser mesmo aquela que é crónica da Nintendo 64 em jogos em 3D: a maior parte das texturas possuem muito pouco detalhe, muitas delas parecem até pinturas borradas. Isto é especialmente visível logo na cutscene inicial, onde vemos os protagonistas a correr por um corredor iluminado para as suas Arwings. Por outro lado, a nível de audio sempre achei uma obra muito bem conseguida. As músicas são na sua maioria bastante épicas e remetem-me logo para filmes como o Star Wars. E os diálogos são todos com voice acting, o que num jogo de cartucho não é assim tão usual.

Um contraste muito habitual na Nintendo 64. Óptimos gráficos nas personagens, e tudo à volta parece embaciado

Portanto, na minha opinião, Lylat Wars, ou Star Fox 64 como é mais conhecido, é um grande clássico da consola de 64bit da Nintendo. A sua jogabilidade é excelente e a Nintendo conseguiu fazer aqui um título de qualidade, com uma temática e jogabilidade que se acaba por demarcar bastante de outras franchises populares da gigante nipónica.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Lylat Wars (Nintendo 64)

  1. Parabéns pela matéria! Muito bem escrita!

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