Kaptain Brawe: A Brawe New World (PC)

Voltando às rapidinhas dos jogos indie no PC, o título que trago hoje é mais uma aventura gráfica point and click em 2D. Produzida pelo estúdio croata da Cateia Games, esta até que foi uma obra que me agradou, apesar da sua curta duração. O meu exemplar digital foi comprado nalgum indie bundle por uma ninharia, sinceramente já não me recordo. Mas já cá estava no meu backlog há uns bons tempos, isso é certo.

O jogo decorre num passado distópico, parecendo ter sido retirado de algum clássico do Julio Verne. Algures no século XIX, o notório cientista e inventor James Watt criou o Polar Ion Drive, uma tecnologia que catapultou a raça humana para a exploração e colonização espacial. Portanto, apesar do jogo ser de certa forma futurista, as naves e muitos dos utensílios que vamos encontrando acabam por parecer bem mais vintage. E aqui somos levados para as aventuras do Kaptain Brawe, um polícia espacial algo ingénuo que subitamente recebe um pedido de ajuda de uma nave que se despenhou num planeta ali perto. E ao tentar resgatar eventuais sobreviventes, lá vamos inadvertidamente ser arrastados para uma trama que envolve conspirações e crime organizado.

O jogo tem o seu charme, com aquele futurismo do século XIX!

As mecânicas de jogo são aquelas mais tradicionais, com o foco na exploração de cenários, e interacção com personagens e objectos, permitindo inclusivamente combinar objectos entre si no inventário, para depois os usar nas mais variadas situações. Ocasionalmente lá teremos também alguns puzzles para resolver. Nada que reinvente a roda, mas para quem gosta deste tipo de videojogos, também não é algo que incomode.

Ao longo da aventura não iremos jogar só com o Brawe, mas também com outras personagens que vamos conhecendo

A história até que está engraçada, existem algumas personagens bem carismáticas, mas no fim sabe a pouco principalmente por duas razões. A primeira é a duração da aventura, que é bastante curta, existindo inclusivamente um achievement para o terminar em menos de 3 horas. A minha segunda queixa está na falta de voice acting, todos os diálogos são apenas em texto. É uma pena, pois os gráficos até que estão muito bem detalhados e todo aquele aspecto gráfico muito “Júlio Verne” resulta mesmo muito bem. É aí que se nota que o jogo veio de um estúdio indie, embora existam muitos outros, com gráficos piores, mas com voice acting. Outra das coisas que pode chatear é mesmo o sistema de achievements internos, que não se traduz em achievements para o Steam propriamente dito.

No fim de contas, este até que é um jogo de aventura point and click bastante agradável, apesar da sua curta duração e da falta de voice acting que poderia dar muito mais charme à aventura. Mas vale bem a pena ser jogado se forem fãs do género. Estejam atentos nas próximas steam sales, pois este é um daqueles jogos que se arranjam bem baratinhos.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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