Zillion (Sega Master System)

Os 2 jogos da série Zillion são dois títulos bastante peculiares na biblioteca da Master System, principalmente daqueles jogos lançados na década de 80, onde a Sega estava practicamente sozinha a suportar a consola. Zillion é uma série de anime futurista, lançada na mesma época pela Tatsunoko e que a Sega adquiriu a sua licença, acabando por lançar 2 videojogos no mesmo ano. O curioso no anime é que o Opa-Opa, aquela “nave” senciente da série Fantasy Zone da Sega acaba por ter algumas aparições tanto no anime, como neste jogo e a light gun da Master System, a Sega Light Phaser, é uma réplica das armas usadas pelos heróis do anime. O meu exemplar veio de um negócio do eBay, ficando-me à volta de 15€ já com portes.

Jogo em caixa, versão americana.

A história leva-nos para o futuro, algures num outro planeta, onde a poderosa raça alienígena dos Nozas procuram exterminar todos os humanos. A tarefa de salvar a raça humana recai em 3 adolescentes, que munidos das armas Zillion enfrentam o poderoso império. Aqui neste jogo a história leva-nos inicialmente a jogar com JJ, o principal protagonista e infiltrar uma base inimiga, resgatar 2 dos nossos companheiros (a rapariga Apple e o Champ) e destruir a base no final. Para isso teremos de encontrar várias floppy disks (quem não gosta de coisas futuristas com tecnologia bem obsoleta?) e um cartão especial para aceder ao computador principal da base e activar a sua sequência de autodestruição.

Cada sala possui um terminal, diferentes cápsulas para destruir, armadilhas e portas para desbloquear

Para isso teremos de explorar a base bem a fundo, sendo que muitos comparam este jogo a Metroid ou ao Impossible Mission (embora este último confesso que ainda não joguei). Mas os que esperam um Metroid desenganem-se, pois essa obra prima da Nintendo está a anos-luz deste Zillion, até na variedade de cenários e itens a encontrar. Aqui todas as salas e inimigos são idênticos e a jogabilidade é muito repetitiva. Vamos lá então: em cada sala temos umas cápsulas que podem e devem ser destruídas. Essas cápsulas possuem itens que tanto podem ser cartões para activar terminais, itens variados, ou símbolos. Para avançar em cada sala devemos destruir todas as cápsulas da sala e apontar os códigos num papel, para depois os colocar no terminal e com isso conseguir destrancar as portas e prosseguir para a sala seguinte.

Estas keywords fazem parte dp código que teremos de incluir no terminal para desbloquear a porta

Para activar um terminal necessitamos de um cartão de acesso azul, que também é um dos itens que podemos apanhar ao destruir as cápsulas. Se inserimos um código de desbloqueio de portas, o terminal devolve-nos o cartão, permitindo-o usar novamente. No entanto existem outros códigos globais, que vêm descritos no manual ou são referidos no início do jogo, com funções específicas, como desactivar diferentes tipos de armadilhas, ver o mapa, ou teletransportar para outra localização. Essas códigos especiais já não devolvem o cartão que usamos para aceder ao terminal, pelo que devemos ter sempre isso em conta e tentar deixar pelo menos um cartão disponível para ser usado a desbloquear portas. Os outros itens que podemos apanhar podem ser itens regenerativos de pontos de vida, um visor que nos permite ver os raios laser que despoletam alarmes, itens de upgrade das armas, ou de level up para a personagem que controlamos. Os upgrades da arma Zillion são necessários pois nem todas as cápsulas são iguais e algumas precisam de mais poder de fogo para serem destruídas.

À medida que vamos encontrando outras personagens, podemos ir alternando livremente entre elas. Inicialmente Apple mostra-se mais ágil e capaz de saltar mais alto, já o Champ possui mais pontos de vida. Mas quando encontramos os Opa-Opa nas cápsulas, podemos ir subindo o nível da personagem que quisermos, o que vai melhorar as suas características em várias áreas. Se todos estiverem a soro, podemos também voltar à nossa nave (como nos Metroids) e regenerar todos os pontos de vida das personagens. De resto, é bom que mantenham um mapa da base, pois assim que iniciarmos a sequência de autodestruição da base teremos um tempo limite para escapar de lá e entrar na nossa nave. Tal como no Metroid.

Para usar os terminais precisamos também de cartões de acesso.

A nível técnico, devo dizer que as músicas são bastante agradáveis. Já graficamente é um jogo simples, pelas razões que já mencionei acima: os cenários não variam quase nada, assim como os inimigos que são todos idênticos entre si, o que não ajuda nada à jogabilidade que também é repetitiva. É certo que temos aqueles elementos de exploração que nos obrigam a revisitar salas por outros meios de forma a alcançar algum terminal ou cápsula perdida, e o jogo até possui algumas ideias interessantes como a parte de activar ou desactivar sensores e outro tipo de armadilhas, mas há ali potencial para o jogo ser muito melhor.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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