Gamebox: Série Lutas (Sega Master System)

Continuando pelas rapidinhas, o artigo que cá trago hoje é uma interessante compilação de três jogos de acção, lançada originalmente e de forma exclusiva no mercado brasileiro, através da TecToy. A Ecofilmes no entanto lá deve ter importado umas quantas cópias dessa compilação, pois já a vi várias vezes à venda por cá. Na verdade, há já uns anos atrás que me tinham oferecido um cartucho solto desta compilação, que infelizmente tinha a label rasgada e problemas a arrancar um dos jogos, o Shinobi. Mas recentemente comprei um em caixa por 30€ na loja online Play ‘n Play. Foi mesmo naquele limite máximo de preço que tinha imposto para mim mesmo, e quando finalmente apareceu, não deixei escapar.

Compilação em caixa. Não sei o que o pessoal às vezes faz com os manuais…

Os jogos que compõe esta compilação são o Kung Fu Kid, o The Ninja e a versão Master System do Shinobi. Estes dois últimos são jogos que já tenho separadamente, pelo que recomendo que dêm uma passadela pelos respectivos artigos para mais detalhe. Vou aproveitar o resto do post para falar um pouco mais do Kung Fu Kid. Tal como o Kung Fu da NES, este é um beat ’em up simples e inteiramente em 2D, sem aquela perspectiva pseudo-3D introduzida por jogos como Double Dragon. Tem também uma temática que faz lembrar aqueles filmes clássicos e orientais de artes marciais.

Nunca entendi muito bem quais são aqueles inimigos verdes que saltitam de um lado para o outro.

Bom, a história por detrás do Kung Fu Kid não sei, mas parece envolver o sobrenatural asiático pois eu nunca entendi muito bem contra quem é que estava a lutar. Temos criaturas pequenas a saltitar de um lado para o outro e que nunca consegui perceber o que eram, uns tipos castanhos que vim a saber mais tarde que eram lobisomens, e até uns tipos meios verdes que sempre me fizeram lembrar o Picollo de Dragon Ball Z. A jogabilidade é simples, com um botão para saltar e outro para atacar, sendo que podemos usar o botão de ataque em conjunto com os outros para outras combinações, como diferentes tipos de pontapés. Ao longo do jogo vamos também poder apanhar uns itens brancos que também nunca soube o que eram. E como na altura não tinha manual, nem internet para ler FAQs de jogos, nunca soube que eram talismãs e que se carregasse nos botões 1 + cima os podia atirar, destruindo todos os inimigos em que o tocassem. Quando era miúdo também tentava derrotar todos os inimigos que me surgiam no ecrã, e devido à falta de itens regenerativos, a minha barra de energia ia-se esgotando e por vezes não era suficiente para enfrentar o boss. Hoje em dia já aprendi que ganhamos mais em esquivar de alguns inimigos, saltando por cima deles. Dessa forma alguns até se atrapalham uns aos outros e a nossa vida fica um pouco mais facilitada.

Os níveis na sua maioria são simples sidescrollers horizontais onde temos de ir do ponto A ao B, com inimigos a virem de ambas as direcções. Existem por vezes alguns níveis com alguma verticalidade, onde poderemos inclusivamente usar técnicas avançadas como o salto em paredes para alcançar os andares superiores. Perto do final do jogo teremos uma sequência de uns 4 ou 5 bosses para defrontar, com uma única barra de vida, sendo que parte da nossa vida regenera entre cada combate.

No final de cada nível defrontamos um boss. Convém chegar até lá relativamente ileso!

Graficamente é um jogo bastante colorido, mas com as sprites a serem bastante simples, até porque, tirando os bosses que geralmente são um pouco maiores e mais detalhados, muitos dos inimigos sempre foram algo misteriosos para mim, não se entendendo bem o que seriam. Os níveis começam também com pouco detalhe, com o primeiro nivel a decorrer numa zona cheia de canas, tipicamente asiática. Depois vamos entrando em templos e outros edifícios com adornos asiáticos, e aí detalhe gráfico vai melhorando um pouco. As músicas não são memoráveis, mas são suficientemente agradáveis, com as suas melodias também com alguns toques orientais.

Portanto este Kung Fu Kid é um jogo relativamente interessante, apesar de ser ainda algo simplista e primitivo. No entanto é desafiante o suficiente para nos manter interessados. Os outros jogos da compilação são clássicos da Master System, tornando a compilação como um todo bastante interessante, pena é que seja relativamente difícil de a apanhar por cá.

 

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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