The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (Sony Playstation 2)

O tremendo sucesso que os filmes d’O Senhor dos Anéis fizeram no início do milénio não deixaram ninguém indiferente e naturalmente, adaptações para videojogos viriam a caminho. Mas ao contrário d’As Duas Torres ou o Regresso do Rei, cujas adaptações ficaram na mão da Electronic Arts, este Fellowship of the Ring acabou por sair por intermédio da Vivendi Universal, que detinha os direitos de adaptações dos livros de Tolkien, enquanto a Electronic Arts detinha os direitos das adaptações dos filmes. E este acabou por ser um jogo muito diferente daqueles que a Electronic Arts produziu, sendo um jogo de acção/aventura ao contrário dos hack and slash mais puros que a EA produziu. O meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide algures em 2014, tendo-me custado 3€.

Jogo com caixa e manual.

A história por detrás deste jogo deveria dispensar apresentações, centrando-se na história de Frodo Baggins, o hobbit que recebeu o fardo pesado de carregar o “One ring”, um poderosíssimo artefacto mágico que outrora pertenceu a Sauron, o lorde das trevas, capaz de corromper até o mais puro dos corações. Instruído pelo feiticeiro Gandalf, Frodo tem de levar o anel desde a sua pacata terra do Shire até às hostis terras de Mordor, e atirá-lo para o vulcão do monte Doom, o mesmo local onde foi forjado. Iremos então começar a aventura sozinhos como Frodo (e depois com a companhia de Samuel Gamgee e os primos Merry e Pippin) ao longo do Shire, atravessando também uma floresta encantada até alcançar a cidade de Bree, onde nos encontramos com Aragorn. Continuamos a aventura até que eventualmente chegamos a Rivendell, uma imponente cidade dos Elfos, onde é formada a Irmandade do Anel, composta pelos humanos Aragorn e Boromir, o feiticeiro Gandalf, o anão Gimli, o elfo Legolas e os quatro hobbits já referidos. O resto da aventura vai-nos levar às minas abandonadas de Moria, à cidade de Lothlorien e à região do rio Anduin, onde acabamos por defrontar um Nazgul alado.

A parte para mim mais irritante de todo o jogo está logo no início, quando temos de nos esquivar dos Nazgul que nos procuram em Hobbibgton.

Ao longo dos vários capítulos vamos podendo jogar com diferentes personagens. Frodo, como seria de esperar, é o mais frágil, obrigando-nos por vezes a jogar de uma forma bastante furtiva para não sermos detectados. Podemos no entanto inicialmente atacar com um pau (depois lá ganhamos uma espada), ou atirar pedras, se bem que estas não servem para atacar, mas sim para distrair os inimigos. Aragorn é outra das personagens com a qual podemos jogar, sendo mais poderoso nos seus ataques. Podemos também usar um arco e flecha, o que até pode ser bastante útil para tentar eliminar alguns inimigos à distância. Por fim podemos também jogar com Gandalf, que para além de também poder atacar com uma espada, temos as suas habilidades mágicas. Gandalf, para além da barra de vida possui também uma barra de magia, onde poderemos seleccionar diferentes feitiços e usá-los no combate, como bolas de fogo, raios eléctricos que paralizam temporariamente os adversários ou curar-nos quando precisamos. Podemos também encontrar alguns itens de regeneração de vida ou de magia, que poderão ser usados pelas personagens respectivas. Devo ainda dizer que me parece que Frodo pode usar temporariamente o anel, mas consegui chegar ao final do jogo sem nunca ter usado essa habilidade.

Quando temos de falar com alguns NPCs, por vezes a câmara assume ângulos muito estranhos

Tecnicamente é um jogo que deixa um pouco a desejar. Os controlos não são os melhores, principalmente no controlo de câmara e nos saltos. Estes últimos felizmente não são assim tão incomodativos, pois é raro termos de saltar em plataformas. Mas o controlo de câmara é mais chato. Graficamente também é um jogo que deixa a desejar. Os cenários ou caracterização das personagens não estão muito avançados, o que eu consigo facilmente perdoar pois é um jogo de 2002. No entanto, o que já não gostei tanto foram as zonas mal iluminadas. Os efeitos de iluminação foram para mim o ponto mais baixo da “ficha técnica” deste jogo. Em relação às músicas que são épicas e/ou folclóricas ou fantasiosas de acordo com as situações, não tenho nada de mau a apontar. O voice acting também me parece bastante competente e seria capaz de jurar que o actor que faz a voz do Gandalf é o mesmo dos filmes.

Infelizmente não há muita variedade nos inimigos que enfrentamos.

Portanto, para mim este Fellowship of the Rings foi um jogo algo mediano e se não fosse pelo facto de ser uma adaptação das obras de Tolkien, muito provavelmente me teria passado ao lado. Possui alguns problemas na câmara e a jogabilidade não é muito variada. Jogar com o Legolas ou o Gimli poderia ter trazido algo mais para o jogo, não fosse também o Aragorn uma personagem bastante versátil. No fim de contas, é um jogo que recomendo apenas se forem fãs de Tolkien como eu.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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