Diablo III / Reaper of Souls (PC)

No mundo dos PC gamers, se há jogos que são hypados até à exaustão, os da Blizzard estarão certamente nos lugares cimeiros. E depois da obra prima que foi o Diablo II, o tão ansiado terceiro capítulo da saga tinha todos os motivos para criar as maiores expectativas dentro dos fãs, pois afinal a Blizzard sempre teve uma reputação de excelência. Mas eis que após vários anos de desenvolvimento, o jogo finalmente sai em 2012 e muitos ficaram desapontados pelo always online, mesmo quando quisermos jogar sozinhos, e outras mudanças na jogabilidade, como um número inicialmente mais restrito de classes e a evolução das skills. Mas já lá vamos. Eventualmente foram sendo lançados vários patches que adicionaram mais conteúdo ao jogo, novas funcionalidades e modos de jogo, bem como a expansão Reaper of Souls. Neste artigo vou falar do Diablo III como um todo, já a contar com a sua expansão. Se entretanto sair mais alguma expansão, logo se vê. Os meus exemplares vieram ambos da Mediamarkt de Alfragide, por 20€ cada um. Vieram foi em alturas diferentes, o Diablo III foi comprado em 2014 e o Reaper of Souls em 2015, se bem me recordo.

Jogo com caixa, manual e papelada. Tudo num packaging de excelente qualidade.

A história deste Diablo III decorre 20 anos após os acontecimentos narrados no jogo anterior, onde o velho sábio Deckard Cain se encontrava na antiga catedral de Old Tristram, onde tinham decorrido os acontecimentos do primeiro Diablo, entretido a ler uns manuscritos antigos sobre umas sinistras profecias. Entretanto um meteorito rasga os céus e cai  precisamente na catedral, deixando uma cratera enorme e com zombies e outras criaturas a assolarem novamente toda a população. Nós somos mais uma vez o protagonista anónimo que chega e tenta salvar a situação, acabando por enfrentar pelo meio os lordes do inferno. A expansão Reaper of Souls decorre depois dos eventos do Diablo III e possui uma história interessante também, ao fugir um pouco aos confrontos habituais com os lordes do Inferno.

Expansão com caixa, manual e papelada. Uma vez mais tudo com excelente aspecto.

Diablo III é uma evolução sobre os anteriores, mantendo muitas das suas mecânicas de jogo base, mas também modernizando-o, aproximando Diablo de outros MMOs como o próprio World of Warcraft. Na sua essência, Diablo III é na mesma um action RPG com grande foco na acção, com a parte do loot onde vamos andar sempre à procura de equipamento melhor e mais raro, customizando-o com uma série de encantamentos ou pedras preciosas que vamos encontrando pelo caminho. Possui no entanto algumas modernizações, nomeadamente a questão do PvP (que sinceramente nem testei), ou a adopção de um sistema de skills mais streamlined, abandonando as skill trees do Diablo II, e com bem mais skills passivas do que aquilo que me lembro em jogos anteriores. O progresso no jogo é feito explorando o mapa e completando uma série de dungeons, sempre com algum boss à mistura. Temos também várias sidequests para completar, e, tal como nos MMOs, ocasionalmente lá nos aparece algum monstro bem mais forte que os outros, com a possibilidade de para além ganhar mais experiência, podermos encontrar alguns itens mais raros. É uma jogabilidade simples e viciante, que resulta logo desde o primeiro jogo.

Diablo III é um jogo loot based, onde procuramos sempre o melhor equipamento

Contudo, escrever sobre o Diablo III não deixa de ser uma tarefa um pouco ingrata, pois o jogo tem vindo a mudar ao longo das várias actualizações que tem vindo a receber. Coisas como a Auction House, onde os jogadores poderiam leiloar os itens que apanhavam na sua aventura acabaram por ser removidas. Nos primeiros patches lançados para o jogo introduziram também os Paragon levels, que basicamente permitia-nos continuar a ganhar experiência e evoluir, mesmo após atingir o nível máximo (na altura 60). Foi também adicionado muito conteúdo extra-jogo, como novas quests aleatórias e a introdução das temporadas, depois de terminarmos o jogo normalmente. Confesso que não perdi muito tempo nisso nem em jogar cooperativamente, pois é muito fácil uma pessoa ficar viciada neste jogo. Isto porque Diablo III mantém uma jogabilidade típica de um action RPG com muito loot, e nisto uma pessoa fica sempre horas a fio agarrado ao ecrã. Mesmo quando se joga sozinho! Lembro-me especialmente do Reaper of Souls, que possui mapas e/ou dungeons bem maiores, o que já me trouxe algumas chatices lá em casa: “só mais 10 minutos e já saímos amor, ainda não me apareceu nenhum checkpoint“.

Graficamente é um jogo bem detalhado, como seria de esperar. Temos um mundo medieval fantasioso e em ruínas para explorar, cheio de criaturas vindas das profundezas do inferno. Melhor que os gráficos só mesmo as cutscenes que estão alguma coisa de fantástico, nota-se perfeitamente o esforço que a Blizzard colocou no jogo e na sua apresentação. O som está igualmente excelente e recomenda-se vivamente jogar com uns bons phones ou um bom sistema de som.

Apesar de todo o hype que teve e das suas controvérsias, devo dizer que gostei bastante deste Diablo III. Só não lhe dei mais tempo e explorar toda a vertente online precisamente porque tenho um backlog gigantesco, pois o jogo é mesmo bastante viciante!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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