Castle Shikigami 2 (Sony Playstation 2)

Continuando pelas rapidinhas, indo agora visitar brevemente mais um título interessante para a Playstation 2, o Castle Shikigami 2. O primeiro jogo da série já foi cá trazido através do artigo sobre o Mobile Light Force 2, e este, infelizmente também foi severamente esquartejado ao ser trazido para cá. Ao menos a Play It não caiu no mesmo erro da XS Games uns anos antes, ao lançar o jogo com uma capa toda idiota. A capa desta versão até pode nem ser a mais fiel ao conceito do jogo, mas anda lá bem mais próximo do que aquela coisa que era o Mobile Light Force. O meu exemplar foi comprado numa loja na zona do Porto, algures no verão passado, por cerca de 15€ se bem me recordo.

Jogo com manual e caixa

Bom, recomendo que passem uma leitura ao artigo do Mobile Light Force 2, pois aqui as coisas mantêm-se muito idênticas, tanto a nível de história, como de mecânicas de jogo. A primeira envolve o sobrenatural, espíritos e conspirações para dominar o mundo, onde teremos várias personagens com habilidades distintas (leia-se diferentes modos de fogo) para escolher. As mecânicas de jogo são também similares, com a possibilidade de termos ataques normais, os ataques dos Shikigami e o jogo a recompensar o maior risco que tomamos ao passar junto a projécteis inimigos. A grande diferença é que desta vez não somos recompensados com mais poder de fogo ao fazer essas manobras consecutivamente, mas temos mais poderes Shikigami para escolher. Existem também as bombas que dependendo da personagem escolhida, tanto podem causar dano a todos os inimigos no ecrã, ou apenas de uma forma mais localizada. De qualquer dos modos, ambos deixam-nos temporariamente invulneráveis ao dano. De resto, é um bullet hell shooter que exige reflexos rápidos e o toque de um cirurgião para nos deixar passar pelo buraco da agulha. Esta versão PS2 possui ainda mais alguns modos de jogo adicionais para quem quiser aceitar esse desafio extra.

Cada personagem possui padrões de disparo diferentes assim como shikigami attacks

Agora vem a parte estúpida. Os Mobile Light Force 1 e 2 foram distribuídos pela XS Games e toda a gente sabe o fiasco que aquilo foi. A versão americana deste jogo foi igualmente publicada pela XS Games, mas desta vez eles deram-se ao trabalho de traduzir e fazer voice acting, pois antes e depois de cada confronto com um boss existem alguns diálogos. Tendo em conta que há várias personagens para jogar, e no caso de estamos a jogar com a ajuda de um amigo, existem variantes nos diálogos consoate o par de personagens que estão em jogo, pelo que ainda se deram ao trabalho de traduzir algumas linhas de texto e gravar um número de vozes considerável. O problema é que o resultado final ficou completamente obsceno. A história do jogo já por si é algo insano e que não faz sentido, já as traduções da XS Games ficaram ridículas e o voice acting ainda pior. Sim, pior que o House of the Dead 2, que sempre foi o meu tesourinho deprimente neste campo. Bom, após todo esse feedback negativo, a Play It, quando lançou o mesmo jogo na Europa, simplesmente cortou todos os diálogos e voice acting, deixando-nos uma vez mais às escuras para tentar perceber o que se estaria ali a passar no jogo. Resta-nos o manual para dar um overview

A parte mais bonita do jogo são mesmo os segmentos de bullet hell, que enchem o ecrã de projécteis coloridos

Graficamente é um jogo que está ao mesmo nível do primeiro, com os cenários as variarem entre zonas urbanas, outras naturais ou mais fantasiosas. O que é mais bonito são mesmo os nossos diferentes ataques, os bosses gigantes e o fluxo dos projécteis coloridos que nos são atirados, especialmente em modos de jogo mais difíceis, onde o termo bullet hell faz jus ao seu nome. As músicas seguem a mesma linha da sua prequela, sendo maioritariamente música electrónica, que acaba por condizer bem com o fluxo e as dinâmicas do jogo. No fundo só é mesmo pena que tenham retirado os diálogos e as cutscenes, pois por muito más que fossem as versões americanas, sempre era alguma coisa.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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