Trolls (PC)

Voltando às rapidinhas, o jogo que cá trago hoje é mais uma rapidinha a um jogo que comprei mais por curiosidade do que por outra coisa. Para quem cresceu nos anos 90, certamente que se lembram dos Trolls, os bonecos de cabelos coloridos que eram bastante populares na época? Bom, na verdade os bonecos já andam aí desde o final da década de 50, mas nos anos 90 houve um novo pico de popularidade dentro das camadas mais jovens visto terem desenvolvido uma nova série de animação. Nessa altura, produzido pelo estúdio Britânico Flair Software, foi lançado um videojogo de plataformas, para DOS e outros computadores populares como o Commodore Amiga ou C64. O meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa, e custou-me algo entre 50cent ou 1€.

Jogo com caixa. Versão que saiu numa colecção de um jornal, algures nos anos 90

E este Trolls é um simples videojogo de plataformas, onde iremos visitar uma série de níveis baseados em coisas para crianças como a terra dos brinquedos, dos doces, dos jogos de tabuleiro, dos refrigerantes, dos contos de fada entre outros mais estranhos como o Media Land que é baseado na imprensa e os cenários possuem máquinas fotográficas, recortes sinistros de páginas de jornal, entre outros obstáculos. Mas independentemente do nível em questão, o objectivo é sempre o mesmo: resgatar um número mínimo de trolls bébés e procurar a saída. Esse número de trolls a apanhar vai variando consoante o nível. Existem depois uma série de itens e power ups. Alguns itens apenas servem para nos aumentar a pontuação, outros podem ser power-ups interessantes como um yo-yo que tanto serve de arma de arremesso, como de grappling hook, permitindo-nos balancear entre plataformas. Outros power ups incluem asas de anjo ou letras que podem formar as palavras BONUS ou BOGUS, que desbloqueam um nível extra no final do nível actual. Nos primeiros temos a hipótese de ganhar várias vidas extra, nos níveis de bogus já temos de nos preocupar em encontrar rapidamente a saída sob pena de perder uma vida.

Oh meu deus, tanta cor! Quasq que dá vontade em jogar no modo EGA

De resto, as mecânicas de jogo são simples, e no caso de não termos o yo-yo para atacar os inimigos temos de lhes saltar em cima, como manda a lei. O mundo dos refrigerantes é o tradicional underwater world, onde o troll nada em vez de andar e saltar, a visão fica um pouco turva devido às bolhas de gás do refrigerante e temos também de nos preocupar com o nível de oxigénio disponível. De resto, os níveis possuem um design bastante “robusto” como eu gosto de chamar, tal como muitos outros jogos de plataformas ocidentais. Quero com isto dizer que os níveis são vastos, repletos de plataformas e itens para apanhar. Mas como não temos a obrigação de resgatar todos os baby trolls em cada nível, mas sim um número mínimo, podemos explorar os níveis da forma que bem entendermos.

É pena as cores serem tão exageradamente saturadas, pois o jogo até que possui algumas sprites bem detalhadas

Bom, agora falando dos audiovisuais. Este Trolls é extremamente colorido. Mesmo extremamente colorido. De tal forma que até me irrita solenemente tanta cor junta, principalmente nos primeiros níveis na Toy Land, ou os níveis de bónus, que têm mais cores que um arco-íris. A versão Commodore Amiga, apesar de ser também bastante colorida, acaba por possuir visuais um pouco mais contidos nesse aspecto, para além de também achar as sprites mais bem detalhadas. O mesmo pode ser dito da música, que na versão DOS é muito fraquinha, consistindo muitas vezes na repetição ad aeternum de um pequeno loop de 3 acordes, enquanto a versão Amiga, pelo pouco que vi, pareceu-me melhor.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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