The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Nintendo Gameboy)

Após o sucesso de A Link to the Past, não foi preciso esperar muito tempo até recebermos um novo capítulo da saga. E este Link’s Awakening até começou por ser uma conversão do clássico da SNES para a Gameboy original, mas depressa mudou para um projecto inteiramente novo. E para além de ser o primeiro Zelda portátil, é também o primeiro jogo na série que não é passado no reino de Hyrule, nem tem grandes referências a outros elementos da série como a própria princesa Zelda, o vilão Ganon ou o artefacto Tri-Force. Mas já lá vamos. O meu exemplar foi comprado num negócio do OLX algures durante o ano passado. Ficou-me por 10€, tendo sido comprado em conjunto com o Donkey Kong Land também para a Gameboy.

Apenas o cartucho, na sua versão inglesa.

Em Link’s Awakening a nossa aventura começa com Link a viajar de jangada e colidir com uma ilha misteriosa, com um ovo gigante no topo de uma montanha. Somos resgatados pela jovem Marin, que nos abriga em sua casa para recuperarmos as nossas forças. Quando finalmente acordamos, Marin diz-nos que estamos na ilha de Koholint e que monstros começaram a surgir a partir do momento em que chegamos à ilha. Quando a começamos a explorar, somos abordados por uma misteriosa coruja que nos dá indicações para procurar 8 mágicos instrumentos musicais, para acordar o Wind Fish, o misterioso guardião de Koholint, adormecido dentro do ovo gigante no topo da montanha. À medida que vamos progredindo o jogo, as origens de Koholint, dos monstros e do próprio peixe gigante ficam cada vez mais envolvidas em mistério.

O despertar para mais uma aventura, agora numa ilha desconhecida

A jogabilidade é muito parecida à de Link to the Past. O jogo é apresentado na mesma perspectiva aérea e muitos dos itens que podemos encontrar e usar voltam aqui a marcar a sua presença, como as power bracelets que nos deixam levantar objectos pesados, o gancho, as flechas, a ocarina, as bombas, as botas que nos permitem correr rápido, o pó mágico, entre outros incluindo alguns novos como uma pá ou uma pena que nos permite saltar. A inclusão de mecânicas de salto deu origem à reintrodução de pequenas passagens em sidescrolling 2D, como no Zelda II. Outras novidades estão na inclusão das bomb arrows, que consistem em equipar bombas e flechas e pressionar os botões A+B em simultâneo, resultando no disparo de flechas explosivas que muito jeito dão para defrontar certos inimigos. De resto é um jogo onde a exploração é um dos seus maiores focos, pois existem inúmeras passagens secretas para descobrir que nos podem levar a heart containers que nos podem aumentar a barra de vida, ou outros itens coleccionáveis como umas conchas que nos desbloqueiam uma espada mais poderosa.

Pela primeira vez podemos roubar de uma loja. Mas se o fizermos o nosso nome muda para THIEF (ladrão) para o resto de toda a aventura.

Existem também várias aldeias e personagens com as quais podemos falar, mini jogos que podemos participar, lojas que podemos visitar (e também roubar!), bem como algumas sidequests a completar. Em Link’s Awakening temos pela primeira vez a hipótese de participar numa sidequest de troca de itens, onde vamos trocando um item por outro ao longo de vários NPCs, até finalmente ter algo que nos faça falta! As dungeons assumem mecânicas de jogo também semelhantes às de Link to the Past, misturando a habilidade em combate, pois muitas vezes somos obrigados a defrontar todos os inimigos na sala para destrancar portas, e exploração e puzzle solving de forma a progredir. Apanhar mapas e bússolas continua a ser algo muito útil e depois temos os tais novos segmentos de plataformas que surgem ocasionalmente.

Goombas num Zelda? Que feitiçaria vem a ser esta?

Graficamente é um jogo muito competente para uma Gameboy. O mundo é muito mais detalhado mesmo a preto e branco do que os Zeldas de NES alguma vez foram. Ao ver este Link’s Awakening em movimento, não é muito difícil argumentar que uma conversão do A Link to the Past seria de facto possível. Felizmente este motor gráfico não se ficou por aqui, tendo sido posteriormente utilizado noutros jogos da série, começando por um remake inteiramente a cores que saiu para a Gameboy Color anos mais tarde. Mas isso seria tema para um outro artigo. As músicas continuam excelentes e no geral acho este Link’s Awakening numa obra muito bem conseguida, tanto a nível audiovisual, como de jogabilidade.

Como sempre, as dungeons apresentam um bom balanço entre exploração e combate

Por fim não poderia deixar de referir a quantidade de coisas “estranhas” que aqui acontecem e tornam esta aventura única. Existem inúmeras referências a outras personagens da Nintendo, especialmente do universo Mario. Temos um boneco do Yoshi que podemos ganhar num mini jogo, ou os goombas e as plantas carnívoras a sair de tubos nalgumas das fases de plataformas em 2D. Aqui podemos atacar os Goombas tal como Mario, saltando-lhes em cima, ou através dos itens de Link. Outras personagens como Kirby, Mr Wright da versão SNES do Sim City ou o Wart do Super Mario Bros 2 marcam aqui a sua presença. E isto é tudo tão estranho que mais parece que o jogo decorre num sonho… oops, spoiler alert.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Gameboy, Nintendo. ligação permanente.

Uma resposta a The Legend of Zelda: Link’s Awakening (Nintendo Gameboy)

  1. Mike diz:

    Para mim que apenas joguei até este 4º jogo da série, é sem dúvida o melhor de todos até agora!

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