Dr. Mario (Nintendo Gameboy)

Mais uma rapidinha, agora para a Gameboy a um jogo que deveria dispensar apresentações: Dr. Mario! A seguir ao Tetris, este terá sido o jogo do mesmo género que eu mais joguei, embora na sua versão original para a NES. Dr. Mario foi recebendo inúmeras conversões e sequelas ao longo dos anos, mas uma das primeiras foi para a própria Nintendo Game Boy, uma plataforma mais do que adequada para receber puzzle games deste género, mas ao mesmo tempo poderia não estar à altura devido ao seu ecrã monocromático e o Dr. Mario fazer bom uso da cor. O meu exemplar foi comprado há poucas semanas na feira da Vandoma no Porto por 5€.

Apenas cartucho

Dr. Mario para a Gameboy possui 2 simples modos de jogo, o single player e o multiplayer com recurso a um cabo de ligação entre Gameboys. Mas já lá vamos. Este é um daqueles puzzle games onde caem blocos coloridos e temos de os organizar de forma a juntar 4 ou mais seguidos da mesma cor, para os fazer desaparecer. O elemento de novidade aqui é a parte dos vírus que temos de eliminar. Estes são coloridos e já estão fixos na área de jogo logo antes de começar o nível. O Dr. Mario lá vai atirando os comprimidos, que são na verdade conjuntos de 2 blocos coloridos, que podemos rodar livremente e colocar onde bem entendermos, de forma a eliminar os virus que vão lá estando. Mais uma vez, os vírus estão fixos na sua posição e não se movem, ao contrário dos comprimidos que, quando vão desaparecendo, as suas metades vão caindo em linha recta, mas os virus ficam no mesmo sítio. De resto inicialmente podemos escolher qual o nível de dificuldade que queremos começar a jogar, se com velocidade baixa, média ou alta, ou mesmo o próprio nível em si. É possível escolher logo de início o último nível, onde temos de eliminar 84 vírus, se não estou em erro. De resto, como muitos puzzle games deste género, é possível fazer combos e isso é algo altamente encorajado para obter mais pontos. O multiplayer nunca o experimentei nesta versão, mas parece-me ser similar ao singleplayer, e vence quem demorar menos tempo a destruir todos os vírus.

O último nível é desafiante, mas apostando nos combos torna as coisas mais simples!

Graficamente é um jogo simples, mas ainda assim eficaz. A versão NES é bastante colorida e um jogo deste género num sistema monocromático poderia ser chato, mas a verdade é que mesmo a versão NES apenas possui blocos/vírus de 3 cores diferentes, o que traduzindo para o ecrã monocromático da Gameboy, dá perfeitamente. O azul passa a ser preto, o vermelho passa para cinzento e o amarelo fica com o branco. As músicas são as mesmas da versão NES, que mesmo sendo só 2 músicas, são 2 clássicos que resultam muito bem num jogo deste tipo.

Posto isto, a versão Gameboy até me surpreendeu pela positiva. O Dr. Mario original, seja na NES ou Gameboy é um jogo com um conceito simples, mas que resulta muito bem.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Gameboy, Nintendo. ligação permanente.

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