The Legend of Zelda: A Link to the Past (Super Nintendo)

18322_frontEnquanto andam todos entretidos com o novo The Legend of Zelda: Breath of the Wild, eu tenho andado a reduzir o backlog. E um dos que me faltava terminar era precisamente o A Link to the Past para a Super Nintendo. É o terceiro jogo da série, com a Nintendo a regressar à fórmula do primeiro The Legend of Zelda da NES e aprimorando-a de tal forma que se tornou a jogabilidade standard de practicamente todos os outros Zeldas em 2D. O meu exemplar veio em 2 fases. O cartucho foi comprado por 20€ algures no verão de 2016 a um amigo meu. A caixa e manual foram-me oferecidas por um colega de trabalho em Dezembro de 2016, estando impecáveis.

Jogo com caixa e manual

Jogo com caixa e manual

A história de A Link to the Past decorre muitos anos após as Imprisoning Wars que levaram Ganondorf a invadir o Sacred Realm, recuperar a Tri-Force para si, tornando a aquele paraíso idílico no “Dark World“. Enquanto as suas forças invadiam Hyrule, sete sábios magos conseguiram lançar um feitiço que aprisionou Ganon no Dark World, restaurando a paz no reino. Isto até que o feiticeiro chamado Agahnim ataca a família real de Hyrule, coloca Zelda nas masmorras do seu castelo e começa a planear libertar Ganon da sua prisão noutra dimensão. Eventualmente lá teremos de viajar entre ambos os mundos, de forma a libertar 7 meninas que nos irão ajudar a lutar contra Ganon. Teremos muitas dungeons para explorar e muitos segredos para descobrir ao viajar entre as duas dimensões.

Sim, este é o primeiro jogo em que podemos fazer a vida negra às galinhas

Sim, este é o primeiro jogo em que podemos fazer a vida negra às galinhas

O jogo começa com Link a ser acordado com uma mensagem telepática da princesa Zelda a pedir-lhe ajuda. Quando nos levantamos da cama encontramos o tio de Link, todo equipado para o combate, a mandar-nos de volta para a cama. Claro que desobedecemos e os próximos minutos levam-nos a infiltrar no castelo de Hyrule completamente indefesos. Eventualmente lá encontramos o tio ferido que nos entrega a sua espada e escudo e nos pede para ir salvar Zelda das masmorras. E assim a aventura começa! A jogabilidade é excelente e muito familiar ao que os fãs de Zelda podem contar, desde os corações que podem ser expandidos com os heart containers e os muitos itens que poderemos encontrar e usar ao longo da aventura. Estes podem ser mapeados num botão específico e podemos contar com as familiares flechas e bombas (que podem destruir paredes e revelar passagens secretas), bumerangues, grappling hooks e uma série de itens com propriedades mágicas. Coisas como varas mágicas capazes de expelir fogo ou gelo, ou outras capazes de criar blocos mágicos ou um escudo que protega o Link. Portanto, para além da barra de vida que é medida nos corações que vamos apanhando, Link possui também uma barra de magia que devemos ter em conta.  De resto existem muitos outros itens e também peças de equipamento para descobrir. Espadas como a Master Sword, escudos e armaduras cada vez melhores, ou umas botas que nos permitem correr a toda a velocidade, ou luvas que nos deixam pegar em objectos pesados. O ecrã de inventário de Link não é uma brincadeira!

A Link to the Past possui um inventário bem grandinho e que nos abre muitas possibilidades

A Link to the Past possui um inventário bem grandinho e que nos abre muitas possibilidades

Como sempre há montes de segredos a descobrir e é interessante ver o paralelismo entre as duas dimensões, que possuem zonas muito parecidas entre si a nível de layout do terreno, mas ao mesmo tempo muito diferentes. Depois temos as dungeons, que apresentam uma sólida mistura de combate e puzzle solving. Aqui teremos mesmo de dar uso aos itens que vamos apanhando, seja para ultrapassar os inimigos e outros obstáculos, ou para resolver puzzles de forma a abrir os baús com outros itens. Nas dungeons temos de encontrar chaves para destrancar algumas portas e encontrar o mapa ou a bússola que nos indica onde está o boss daquele sítio são coisas opcionais, mas que dão um jeitaço. As dungeons são também muito mais complexas que aquelas que vimos no primeiro jogo da NES.

As dungeons continuam repletas de perigos e puzzles!

As dungeons continuam repletas de perigos e puzzles!

Graficamente é um jogo bonitinho para a altura em que saiu, e embora a Super Nintendo seja capaz de melhor, também temos de ter em conta que para 1MB de espaço disponível no cartucho, e para a quantidade de dungeons e 2 mundos diferentes para explorar, a Nintendo conseguiu alifazer um pequeno milagre. Os gráficos são coloridos e detalhados quanto baste, tanto que até é impressionante vermos plataformas como a Gameboy ou Gameboy Color a conseguir replicar os mesmos visuais da mesma forma. As músicas são excelentes como é habitual nesta série, com o tema principal do Dark World a ser aquele que mais me ficou na memória.

Este a Link to the Past é um clássico. A Nintendo conseguiu expandir a fórmula do original da NES de tal forma que a sua jogabilidade se tornou nalgo practicamente standard dentro dos Zeldas 2D. O mundo está bem desenhado e repleto de segredos para explorar e o mesmo pode ser dito das dungeons. É também o primeiro Zelda que possui uma narrativa um pouco mais trabalhada, o que me agradou bastante. Existem no entanto outras versões do jogo que podem ser consideradas, como a conversão para a Gameboy Advance que aparentemente possui uma tradução mais fiel ao original, para além do 4 Swords, que em breve também deverei trazer cá ao burgo. Seja como for, joguem-no!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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Uma resposta a The Legend of Zelda: A Link to the Past (Super Nintendo)

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