Michael Jackson’s Moonwalker (Sega Master System)

moonwalkerVamos a mais uma rapidinha a um jogo da Master System que sempre tive curiosidade em jogar, pois o Michael Jackson sempre teve uma parceria algo misteriosa com a Sega durante os anos 90. Este jogo em particular é uma adaptação do filme de mesmo nome que sinceramente nunca vi e nem tenho vontade de ver, pois pelos clips que fui vendo parece ser um filme mais cheesy do que um programa da Teresa Guilherme. O meu exemplar veio da Feira da Ladra em Lisboa, algures no verão de 2016 e custou-me 10€.

Jogo com caixa e manual europeu

Jogo com caixa e manual europeu

O jogo é inspirado na história do filme, onde o artista teria de resgatar inúmeras crianças do vilão Mr. Big ao longo de diferentes cenários e sempre com as suas músicas como banda sonora. E começamos então por entrar numa casa, Michael Jackson atira uma moeda para a Jukebox e começamos a ouvir uma versão 8bit da Smooth Criminal. Depois lá teremos de explorar os cenários, abrindo portas e janelas em busca de crianças  escondidas ou outros power-ups. Cada zona possui 3 níveis, onde no final de cada nível não temos de defrontar um boss, mas sim uma wave de inimigos. E vamos progredindo no jogo ao longo de vários cenários supostamente retirados do filme, como um parque de estacionamento onde temos de procurar as crianças em malas de carros, ou mesmo um cemitério onde teremos de defilar túmulos para fazer o mesmo. Os últimos níveis são mais futuristas, sendo passados numa base lunar, supostamente onde o Mr Big e os seus capangas estariam. A última sequência de 3 níveis em particular é jogada de uma maneira diferente, com uma perspectiva diferente, onde Michael Jackson se transforma num robot e depois numa nave especial, jogando como se um shooter se tratasse, onde teremos de destruir uma série de alvos.

Graficamente é um jogo que possui sprites bem detalhadas e animadas para a Master System. Mas a versão Mega Drive é francamente superior

Graficamente é um jogo que possui sprites bem detalhadas e animadas para a Master System. Mas a versão Mega Drive é francamente superior

A jogabilidade é simples com um botão para saltar e outro para atacar. Michael Jackson pode distribuir murros e pontapés, estes últimos como se uma coreografia se tratasse. Até dá para fazer o famoso moonwalk! Vários são os powerups que podemos apanhar, desde vidas extra, a capacidade de restabelecer a nossa barra de energia e magia, ou um power up específico que nos permite realizar golpes de longo alcance, atirando o chapéu como se um bumerangue se tratasse. O golpe mágico principal, torna o ecrã negro, onde só vemos Michael Jackson a dançar. Quando o ecrã volta a iluminar-se, todos os inimigos presentes no ecrã são destruídos. Isto na Mega Drive resulta muito melhor, pois os inimigos fazem a mesma coreografia e depois sim, são destruídos. Mas este golpe também deve ser usado com cuidado pois gasta vida.

Graficamente é um jogo minimamente bem detalhado tendo em conta que é uma versão para a Master System. Na Mega Drive, as sprites estão melhor detalhadas e animadas, e usar a “magia” de por toda a gente a dançar resulta muito melhor visualmente. As músicas são temas do próprio Michael Jackson, como Billie Jean, Beat it ou Smooth Criminal, mas soariam bem melhor se a Master System ocidental tivesse o FM Unit embutido…

No ecrã de pausa conseguimos ver quantas crianças nos falta encontrar no nível

No ecrã de pausa conseguimos ver quantas crianças nos falta encontrar no nível

Na verdade existem várias conversões deste filme. A da Master System e Mega Drive são muito similares entre si, com as mesmas mecânicas de jogo, mas naturalmente a versão Mega Drive é bastante superior a nivel gráfico, animações e qualidade do som. A versão arcade, também produzida pela Sega é um jogo inteiramente diferente, muito mais voltado para as mecânicas de um beat ’em up. Nos computadores domésticos existem também várias outras versões, mas todas elas produzidas pela U.S. Gold., e nada têm a ver com as versões Sega.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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