Jurassic Park 2: The Chaos Continues (Super Nintendo)

46359_frontEste jogo não deve ser confundido com o The Lost World, o segundo filme da saga mais famosa de dinossauros do cinema. Este The Chaos Continues é uma sequela não canónica dos acontecimentos do primeiro filme. Tal como o seu antecessor na Super Nintendo, foi também produzido pela britânica Ocean, que desta vez acabou por desenvolver um jogo mais na onda do que já estava habituada a desenvolver desde os seus tempos do ZX Spectrum e Commodores. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio de uma loja de videojogos em Belfast, na Irlanda do Norte. Está completo e impecável, custou-me 30£.

Jogo com caixa e manual

Jogo com caixa e manual

A narrativa decorre algum tempo depois dos eventos do filme, colocando-nos de novo na ilha onde tudo começou e no meio de um perigoso conflito. Enquanto a Ingen do milionário Hammond quer recuperar o parque jurássico, a BioSyn, os seus rivais invadem a ilha com tropas armadas de forma a tentar controlá-la e usar os seus dinossauros para os seus próprios meios. Nós encarnamos novamente no Dr. Grant, que ao serviço de Hammond terá de cumprir com uma série de missões de forma a recuperar a ilha e expulsar os soldados da BioSyn, sendo que também teremos de sobreviver aos dinossauros.

Esta missão será talvez aquela que mais semelhanças tem com acontecimentos do filme.

Esta missão será talvez aquela que mais semelhanças tem com acontecimentos do filme.

O jogo é então um daqueles run-and-gun sidescroller com elementos de plataformas, muito populares naquela época e principalmente dentro da Ocean, ao contrário da sua prequela que alternava entre um jogo de acção com uma perspectiva vista de cima como o Zombies, com segmentos de first person shooter. Aqui teremos então inicialmente uma série de missões por onde escolher livremente. Temos direito a um briefing onde nos são explicados os objectivos e as condições da missão e aí podemos escolher se a queremos fazer agora ou escolher outra. As tarefas podem consistir entre coisas como infiltrarmo-nos numas instalações do parque jurássico, infestadas por velociraptors e ligar um sistema de gás para os neutralizar, subir uma montanha repleta de pterodáctilos para reparar uma parabólica, impedir que soldados da Biosyn façam asneiras, entre outras. Temos uma série de armas para usar, algumas letais, outras não. As armas letais devem ser usadas contra outros humanos, ou dinossauros perigosos como os Velociraptors ou T-Rex. As não letais devem ser usadas noutros dinossauros quando necessário, até porque se matarmos muitos dinossauros somos presenteados com um game over. Obviamente que o T-Rex e os Velociraptors não entram nessas contas.

Estes "#$"%"!"|!!!

Estes “#$%|!!! são tramados

Mediante o grau de dificuldade escolhido existem finais diferentes e níveis extra que poderemos jogar. Felizmente há a opção para jogá-lo de uma forma cooperativa com um amigo, até porque o jogo não é nada fácil, com dinossauros a surgirem de todo o lado, soldados inimigos com lança-chamas que nos deixam esturricados num ápice, granadas ou mesmo lança rockets, a nossa barra de energia vai-se abaixo muito rapidamente se não tivermos muito cuidado. É verdade que há power ups de munições e medkits que nos restauram parte da nossa vida, mas os níveis são muitas vezes labirínticos, com vários caminhos diferentes e os inimigos fazem respawn, o que também não facilita.

A cutscene de abertura é bem melhor que a do final, infelizmente.

A cutscene de abertura é bem melhor que a do final, infelizmente.

Do ponto de vista técnico é um jogo impressionante. Logo no início somos presenteados com uma cutscene bem feita, e os níveis estão bem detalhados para um sidescroller. Algumas das áreas que temos de explorar possuem bonitos efeitos gráficos como nevoeiro ou de iluminação, como é o caso daquelas áreas mais industriais e escuras, que possuem uma atmosfera muito tensa, até pela própria música que as acompanha. Mas se eu já achava os gráficos bons, no som este jogo é muito mais forte. As músicas possuem uma excelente qualidade, desde temas com algumas influências tribais como o som de batuques ou flautas, ou outras mais épicas que fazem mesmo lembrar orquestrações. Um bom exemplo que demonstra a superioridade da SNES face à sua concorrência. Os efeitos sonoros não são maus de todo, gosto particularmente do pormenor dos disparos serem em stereo, ouvindo-se mais do lado esquerdo quando disparamos para a esquerda e vice-versa.

No fim de contas considero este um jogo algo curioso na série Jurassic Park. Para além de não ser canónico e a jogabilidade não ser tão original quanto o seu predecessor na Super Nintendo, a jogabilidade desafiante e os excelentes audiovisuais acabam por ser bons cartões de visita.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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