Crisis Zone (Sony Playstation 2)

59945_frontA série Time Crisis sempre teve algumas inconsistências entre os lançamentos originais para arcade e as eventuais conversões para as Playstation, demorando por vezes vários anos até termos uma versão caseira. O Crisis Zone, que sempre foi um spinoff à série principal, é mais um desses exemplos, tendo saído nas arcades em 1999 e para a Playstation 2 só em 2004. Mas felizmente esta não foi uma simples conversão e para além de terem melhorado os gráficos, incluiram também muito mais conteúdo extra, mas já lá vamos. A minha versão veio da CeX de Belfast, tendo-me custado 1.5£.

Jogo com caixa

Jogo com caixa

Como sempre, a história leva-nos para travar um grupo terrorista megalómano de invadir um país/cidade e lançar umas bombas atómicas só porque sim. Desta vez os infelizes escolhidos foram os Ingleses, com o jogo a decorrer numa zona fictícia da cidade de Londres. O resto não é difícil de imaginar. A nível de jogabilidade há muita coisa que se mantém igual, como o facto de termos um tempo limite para limpar uma sala de inimigos, mas também muita outra coisa muda. Agora temos como arma uma metrelhadora com munição infinita, embora precise de reloads. Para além disso, já não nos escondemos em abrigos para recarregar a arma ou simplesmente nos protegermos do fogo inimigo, mas usamos um escudo completamente indestrutível para o mesmo efeito. Logo com estas mudanças dá para ver que este é um Time Crisis mais rápido e feroz que nunca, pois podemos disparar rajadas de tiros de uma só vez e também o número de inimigos presente no ecrã também é bem maior que o habitual. Por outro lado, tal como no Time Crisis 3, um tiro certeiro não chega para derrotar um inimigo pois todos eles possuem armaduras, pelo que temos mesmo de os cravar de chumbo e ir diminuindo a sua barra de vida até os derrotar.

Como no Time Crisis 3, aqui os inimigos também possuem armaduras e são mais duros de roer

Como no Time Crisis 3, aqui os inimigos também possuem armaduras e são mais duros de roer

O modo de jogo principal é a conversão do modo arcade, onde começamos por escolher qual dos 3 níveis disponíveis queremos começar a aventura. Assim que os terminarmos aos 3, desbloqueamos o quarto e último nível com os bosses finais. Depois lá desbloqueamos uma outra campanha exclusiva para a versão PS2, que decorre 6 meses depois, numa outra zona fictícia de Londres e com os restantes membros do grupo terrorista a proclamar vingança. Este modo de jogo é mais difícil, com ainda mais inimigos em simultâneo no ecrã, sempre prontos a disparar. Aqui, mais que tudo, temos mesmo de ir usando o escudo de forma inteligente. Sabemos quando um inimigo nos vai acertar quando se aproxima um círculo vermelho da sua arma, obrigando-nos a agir rapidamente. Depois desbloqueamos ainda outros modos de jogo que nos permitem usar outras armas opcionais como é o caso das shotguns e também as habituais Crisis Missions, que consistem em pequenas missões com objectivos cada vez mais difíceis de atingir. Por fim, no que diz respeito ao multiplayer, é possível jogar com um amigo de forma cooperativa, mas desta vez sem recurso ao split screen.

Apesar de não achar os cenários lá muito apelativos, não dá para não ficar agradavelmente impressionado com a quantidade de objectos destructíveis

Apesar de não achar os cenários lá muito apelativos, não dá para não ficar agradavelmente impressionado com a quantidade de objectos destructíveis

Tecnicamente é um jogo que me deixa com sentimentos mistos. Apesar de ser um bom salto gráfico tendo em conta o original, prefiro de longe o que a Namco conseguiu fazer com o Time Crisis 3 na PS2. Aqui há no entanto muito mais coisas que se podem destruir e vemos imensos objectos a serem projectados pelo ar, enquanto largamos rajadas de balas em papelarias, lojas e afins. No entanto, acho que Time Crisis 3 acaba por possuir um grafismo melhor, assim como a narrativa. Aqui a história para além de ser bastante simples, os diálogos e o voice over são igualmente fracos, mas não é nada que não estejamos habituados num jogo deste género e aliás, o Time Crisis 3 é que é uma excepção à regra por estar um bocadinho acima da média neste campo.

Portanto, este Crisis Zone acaba por ser um spin-off interessante, que retrata uma forma algo diferente de se jogar um Time Crisis. O foco nas metralhadoras e as mecânicas de uso de escudos, tornam o jogo bastante mais dinâmico e rápido, mas perde-se também alguma variedade. Mas não deixa de ser um óptimo light gun shooter para quem gosta!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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