Donkey Kong Land 2 (Nintendo Gameboy)

3030_frontNovamente para uma rapidinha, voltando aos cartuchos amarelos para a Game Boy. Para além da série Donkey Kong Country na Super Nintendo, a Rare continuou com as aventuras dos macacos também na Game Boy original, com o lançamento da série Donkey Kong Land, que ia acompanhando de certa forma o lançamento dos jogos principais na SNES. Apesar de possuirem as mesmas mecânicas de jogo e temáticas nos níveis, geralmente são jogos com um level design bem diferente, embora o caso de hoje seja um pouco excepção. Tanto este cartucho como o do terceiro jogo vieram da Cash Converters de Alfragide há uns anos atrás, creio que por 3€ cada.

Apenas cartucho

Apenas cartucho

A história segue os acontecimentos do Donkey Kong Country 2 como seria de esperar. Isto significa que temos de jogar com Diddy e Dixie Kong e salvar Donkey Kong das garras do pirata Kaptain K.Rool. Mas ao contrário do primeiro jogo, as diferenças com o seu primo de 16bit aqui acabam por ser menores, pois os níveis apesar de serem uma espécie de um remix com uma novo layout, usam na sua maioria uma os mesmos nomes e temáticas do original da Super Nintendo. A jogabilidade continua próxima à SNES, com a possibilidade de alternar livremente entre Diddy e Dixie Kong. Ao contrário do primeiro Donkey Kong Land/Country onde tínhamos uma dinâmica de ter um Donkey Kong forte mas mais lento que Diddy Kong, que por sua vez era mais fraco apesar da sua agilidade. Aqui Diddy e Dixie são ambos ágeis e possuem a mesma força, mas os longos cabelos loiros de Dixie permitem-na usá-los como hélices e assim sobrevoar alguns precipícios. Alternar entre ambos os macacos é algo que teremos de fazer várias vezes e até podemos chamar alguns animais amigos para atravessar alguns segmentos de níveis. Esses animais possuem diferentes habilidades que podem ser necessárias para completar alguns níveis, como é o caso da aranha que permite criar plataformas no meio do ar ou da cobra capaz de saltar bastante alto. Outras mecânicas de jogo como a de carregar barris e de saltar entre eles, ou entrar em pequenos níveis de bónus que nos permitem ganhar novas vidas estão também aqui presentes.

A informação que nos é mostrada no jogo está mais uma vez reduzida, com o ícone do número de bananas ou das letras KONG que vamos apanhando a desaparecer poucos segundos depois. Por outro lado o número de vidas dá-se pelo amontoar de corações sempre visíveis em baixo. Aí é que era melhor meter um número...

A informação mostrada no ecrã contuinua reduzida, com o ícone do número de bananas ou letras KONG a desaparecer poucos segundos depois. Por outro lado o número de vidas dá-se pelo amontoar de corações sempre visíveis em baixo. Aí é que dava jeito meter o resto

No que diz respeito à parte técnica, este jogo possui sprites mais pequenas e backgrounds menos detalhados que o seu antecessor. Como mais uma vez tentam usar sprites e cenários prérenderizados, o facto das sprites serem mais pequenas e os níveis com menos detalheO que sinceramente neste caso até que foi algo muito benvindo pois dessa forma achei que os gráficos ficaram mais nítidos e a câmara com mais visibilidade, embora por vezes ainda tenhamos de saltar para o desconhecido o que pode perfeitamente resultar em abismos sem fundo que abundam neste jogo. As músicas continuam excelentes, mas há umas quantas originais da SNES que ficaram de fora, o que torna a experiência por vezes bastante repetitiva ao ouvirmos a mesma música seguida ao longo de vários níveis.

Jogando-o numa Super Gameboy ou numa Gameboy Color teremos algumas cores que melhoram o contraste gráfico.

Jogando-o numa Super Gameboy ou numa Gameboy Color teremos algumas cores que melhoram o contraste gráfico.

Se gostam dos Donkey Kong Country, então a série Donkey Kong Land é algo que recomendo espreitar, sem dúvida. O primeiro Donkey Kong Land mostra-se bem mais difernente do Country 1 do que este, mas a nível de jogabilidade, controlos, ou mesmo grafismo, o Land 2 acaba por ser uma grande melhoria.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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