Laser Ghost (Sega Master System)

30832_frontDurante a década de 80, os videojogos seguiam muito as tendências daquilo que se fazia no cinema, daí termos jogos como Commando, Contra, Golden Axe, entre vários outros. E nessa década uma das franchises mais famosas do cinema era nem mais nem menos que Ghostbusters. E se por um lado os videojogos da série nunca foram assim tão bons, outras empresas tentaram pegar no conceito e aplicá-lo elas próprias. Foi o que aconteceu com a Sega e o Laser Ghost de arcade, onde controlavamos precisamente caçadores de fantasmas, disparando umas armas especiais para livrar uma cidade de todos os seus fantasmas e outras criaturas sobrenaturais que iam surgindo. A versão Master System acabou por ser uma conversão muito diferente, e o meu exemplar veio da cash converters do Porto, algures durante o mês de Novembro. Custou-me 15€.

Jogo com caixa e manual

Jogo com caixa e manual

O original de arcade era um light gun shooter visualmente impressionante, com gráficos 2D muitíssimo bem detalhados e acção non-stop. Foi lançado originalmente para o sistema System 18, uma arquitectura já muito à frente da Mega Drive, pelo que uma eventual conversão para a Master System sempre deixaria muito a desejar. Então a Sega decidiu fazer um jogo algo diferente. Aqui temos como objectivo proteger uma jovem rapariga que foi raptada pelos fantasmas da Ghost City, devendo-a escoltar ao longo de todo o jogo, derrotando também os inimigos que vão surgindo no ecrã. Sendo assim, esperem por um jogo algo similar a um Operation Wolf, com o ecrã apenas a fazer scroll para a esquerda ou direita, e lá teremos de defrontar todas as criaturas que vão aparecendo no ecrã, evitando a todo o custo que a pobre rapariga morra no processo.

Mesmo a própria história se mostra diferente da versão arcade

Mesmo a própria história se mostra diferente da versão arcade

Pelo meio podemos destruir também alguns objectos que podem guardar alguns itens que bem preciosos podem ser, especialmente se jogarem esta aventura com o comando e não com a Light Phaser. Isto porque por vezes há alguns inimigos que aparecem em grande número e são suficientemente rápidos para causar alguns estragos, como os morcegos, por exemplo. Assim, os power ups que encontramos como corações que vão restabelecendo alguma mda vida perdida pela rapariga, ou as munições especiais que causam dano a todos os inimigos no ecrã em simultâneo. Esse último power up pode ser também especialmente útil nos bosses que defrontamos sempre no final de cada nível.

Laser Ghost para a Master System é uma adaptação incomum, pois foge ao jogo original de forma a se adaptar ao hardware mais limitado da Master System. E mesmo assim o resultado não é mau de todo.

Laser Ghost para a Master System é uma adaptação incomum, pois foge ao jogo original de forma a se adaptar ao hardware mais limitado da Master System. E mesmo assim o resultado não é mau de todo.

No que diz respeito aos audiovisuais, esta adaptação para a Master System até que ficou bem conseguida, excepto nas músicas que sinceramente não as achei nada de especial. A nível gráfico os níveis vão sendo variados, com casas assombradas, florestas, cidades em ruína e afins. As sprites também vão sendo grandinhas e bem detalhadas. A apresentação no geral pareceu-me muito boa, pois antes de cada nível temos uma breve introdução àquilo que nos irá esperar.

Posto isto, apesar de não ser tão bom ou excitante quanto o Laser Ghost de Arcade, temos de ser realistas ao assumir que a Master System nunca conseguiria causar o mesmo impacto que o jogo original. Portanto, acho que a Sega até esteve bem ao converter este jogo para a Master System, transformando-o numa aventura completamente diferente. É um dos mais interessantes jogos de light gun da Master System e é também um exclusivo europeu.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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