Resident Evil 6 (Sony Playstation 3)

163236_frontO Resident Evil 5 foi um jogo em que a Capcom tentou forçar uma jogabilidade cooperativa às mecânicas introduzidas anteriormente pelo Resident Evil 4, um jogo que marcou uma viragem radical nas mecânicas de jogo da série, deixando-a bem mais dinâmica e simples de controlar, mas despojando a série das suas raízes de survival horror em detrimento de um jogo com mais foco na acção. Mas infelizmente, mesmo que quiséssemos jogar sozinhos, tínhamos que cooperar sempre com uma outra personagem e a sua inteligência artificial deixou as coisas muito a desejar. Felizmente pelo menos nesse aspecto esta sequela melhorou e bastante as coisas. O meu exemplar veio da Mediamarkt de Alfragide se bem me lembro, foi comprado há uns anos atrás, deve-me ter custado algo à volta dos 20€ há uns anos atrás.

Jogo com caixa, manual e papelada

Jogo com caixa, manual e papelada

A Capcom decidiu apresentar Resident Evil 6 de uma forma diferente, com o jogo a consistir em 4 diferentes campanhas distintas e interligadas, a ocorrer nos Estados Unidos, um país fictício na Europa de Leste e na China. Podemos jogar como Leon e Helena, Chris Redfield e o seu subordinado Piers, Sherry Birkin marca o seu regresso desde o Resident Evil 2, na aventura com o jovem e misterioso Jake Muller. Por fim a quarta campanha leva-nos pelos olhos de Ada Wong, uma personagem ainda mais envolta em mistério e cuja história une várias pontas soltas que ficaram das outras campanhas. A história envolve o C-Virus e a sua propagação por mais uma cidade norte-americana, algures num país da Europa de Leste e por fim na China. Isso implicou novas pragas de zombies (finalmente, zombies de volta!) ou dos J’avo, humanos capazes de sofrerem diversas mutações, um pouco como as Las Plagas dos Resident Evil 4 e 5.

Os zombies marcam novamente o seu regresso, em especial na campanha do Leon e Helena!

Os zombies marcam novamente o seu regresso, em especial na campanha do Leon e Helena!

De resto a jogabilidade mantém-se muito semelhante àquela introduzida no Resident Evil 4, com a perspectiva over the shoulder e as mecânicas típicas de um shooter na terceira pessoa. Mas tal como no Resident Evil 5, o jogo possui um grande foco na vertente cooperativa, pois qualquer pessoa pode juntar-se ao jogo de outra a qualquer momento, logo que tenhamos essa opção activa nas configurações. Mesmo jogando completamente sozinhos, teremos sempre uma outra personagem a auxiliar-nos na campanha. A exepção é a Ada Wong, que típicamente joga sozinha, embora um dos patches lançados para o jogo deixa a opção de Ada jogar cooperativamente com um “Agente”, embora este não tenha nenhuma influência na história. O inventário é algo limitado, embora dê para carregar com umas quantas armas diferentes e respectivas munições. De resto, para além dos 1st Aid Sprays, podemos combinar ervas na forma de pastilhas que podem ser agregadas a uma espécie de atalho no ecrã, permitindo-nos curar a qualquer altura com recurso a um único botão do comando da Playstation.

Como sempre temos alguns bosses para derrotar, cada vez maiores e mais letais.

Como sempre temos alguns bosses para derrotar, cada vez maiores e mais letais.

Claro que para quem jogar de forma cooperativa também tem que se preocupar com o seu parceiro. Já para quem jogar sozinho, felizmente o nosso parceiro não é tão burro como a Sheva Alomar do Resident Evil 5, sendo mais úteis e felizmente não desperdiçam as nossas munições. Por outro lado, apesar de ser um jogo sólido, este Resident Evil 6 possui também alguns defeitos. Os que mais me chatearam foram aqueles momentos onde temos de defrontar várias waves de inimigos, ou outros onde os inimigos parece que nunca páram de aparecer. Eu gosto de levar o meu tempo, jogar cuidadosamente e ir distribuindo head shots sempre que possível. Mas em certas alturas tudo fica mais caótico e o melhor remédio é mesmo correr. De resto a coisa que mais me chateou foi mesmo a longa duração de cada nível. Gostei bastante do facto do jogo possuir 4 campanhas distintas que nos levam a diferentes locais e sub-histórias para descobrir. Mas cada nível em si acaba por ser bastante longo, podendo levar inclusivamente várias horas para ser terminado, para quem gosta de explorar cada recanto como é o meu caso. Os níveis deveriam ser um pouco mais curtos para poder também jogar o jogo em doses menores. É verdade que existem checkpoints que nos permitem retomar a acção a qualquer altura, mas terminar um nível dá-nos uma sensação de realização bem maior do que avançar um checkpoint.

O modo Mercenaries está de regresso, desta vez logo desbloqueado de início

O modo Mercenaries está de regresso, desta vez logo desbloqueado de início

Por fim devo também referir um pouco o sistema de upgrades. Ao defrontar os inimigos e destruir caixas ou abrir cestos com itens, podemos encontrar pontos de skills. Esses pontos de skills podem depois ser gastos entre níveis, ao comprar skills que nos aumentam a proficiência com cada arma, melhoram as nossas defesas, aumentam a probabilidade dos inimigos largarem itens quando morrem, etc. Para além disso existem ainda outros modos de jogo. Um deles é o Mercenaries, um modo de jogo que já existe há algum tempo na série, se bem que desta vez já vinha desbloqueado de origem. Existem no entanto outros modos de jogo multiplayer, mas que tinham de ser comprados como DLCs. algo que eu não comprei logo não posso dar grandes detalhes. Modos de jogo como Onslaught, Predator, Survivor ou Siege fazem parte da lista dos modos de jogo que podem ser comprados à parte. Se bem me recordo o Resident Evil 6 teve a polémica de possuir vários conteúdos DLC já no disco, obrigando-nos a pagar por algo que já estaria pronto desde o primeiro dia. Isso não se faz Capcom!

Há aqui um grande foco pelo online, embora sinceramente eu não lhe ligue nenhum

Há aqui um grande foco pelo online, embora sinceramente eu não lhe ligue nenhum

No que diz respeito aos audiovisuais, acho este um bom jogo. A universidade e pequena cidade americana invadida por zombies está bem detalhada, e o mesmo pode ser dito dos outros cenários que vamos explorando, como o cemitérios sinistro e o seu sistema de cavernas, as bases submarinas, navios ou bairros chineses. Não tenho nada a apontar aos diálogos e a música é bastante épica e/ou tensa, mediante a situação.

Resident Evil 6 é um jogo que me surpreendeu pela positiva pela sua duração, embora ache que pudesse estar melhor fragmentado em níveis mais curtos. A jogabilidade mais voltada para a acção marca novamente o seu regresso e o foco no cooperativo também, tal como foi visto no Resident Evil 5. Mas felizmente, caso joguemos sozinhos, a inteligência artificial é muito melhor e revela-se bem mais útil para nos ajudar a varrer os inimigos, bem como não nos gasta as nossas munições.

Advertisements

Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em PS3, Sony com as etiquetas . ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s