Black Belt (Sega Master System)

blackbelt-sms-eu-nolimits-r-mediumVamos lá a mais uma rapidinha de volta para a Sega Master System. O jogo que cá trago hoje foi um daqueles que sofreu bastantes alterações desde o seu lançamento original no Japão, até à versão ocidental que aqui conhecemos como Black Belt. Isto porque no Japão este é um jogo da série Hokuto No Ken, ou Fist of the North Star, um anime bastante popular no Japão na década de 90, mas que nada dizia a nós ocidentais. O anime era também bastante violento e o jogo não se ficou atrás, mas nesse aspecto felizmente não houve censura. Mas já lá vamos. O meu exemplar veio da Cash Converters de Belfast e custou-me 5 libras.

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Jogo com caixa e manual

Aqui a primeira coisa a mudar é a história. Nós somos um mestre de artes marciais chamado Riki cuja missão e defrontar uma série de outros bandidos e resgatar a sua namorada que foi raptada pelo seu rival de longa data. Na práctica, este jogo traduz-se para um daqueles beat ’em ups algo primitivos, onde apenas nos podemos deslocar num plano e temos inimogos constantemente a aparecer de todos os lados. Um pouco como o Kung Fu da NES. E aqui a jogabilidade é simples, com a posibilidade de dar socos e diferentes tipos de pontapés, para além de saltar. A dificuldade é um pouco acima da média, embora seja uma versão bem mais fácil que a original japonesa. Isto porque aqui ao menos vão surgindo alguns power ups na parte superior do ecrã que nos restabelecem energia. Só temos é de os conseguir apanhar a tempo! Na versão japonesa pelo que vi não temos nenhuma forma de recuperar vida.

A jogabilidade apesar de simples, não torna o jogo fácil pois estamos sempre a ser bombardeados com inimigos a alta velocidade

A jogabilidade apesar de simples, não torna o jogo fácil pois estamos sempre a ser bombardeados com inimigos a alta velocidade

E com a quantidade de inimigos que vão surgindo no ecrã, percorremos os níveis muito lentamente. Ocasionalmente temos de defrontar um pequeno boss, um inimigo que precisa de mais alguns golpes para ser derrotado. Na versão japonesa temos mais mini-bosses pela frente em cada nível, mais um motivo por ser uma versão mais difícil. Depois no final de cada nível somos também levados para um boss num combate 1 contra 1, onde cada um possui a sua própria barra de vida e aí o jogo ganha contornos de um jogo de luta 1 contra 1, embora a jogabilidade em si seja idêntica.

Quando defrontamos um boss as sprites tornam-se maiores e mais detalhadas. Mas nem sempre as arenas são interessantes.

Quando defrontamos um boss as sprites tornam-se maiores e mais detalhadas. Mas nem sempre as arenas são interessantes.

Graficamente é uma versão que sinceramente deixa muito a desejar. Isto porque a versão japonesa é muito mais interessante, com os cenários pós-apocalípticos e aquela bandidagem retirada de um filme do Mad Max. Aqui mudaram os cenários para cidades normais, ou zonas mais tradicionais japonesas. Assim como os bandidos que têm um look tirado de um filme de kung fu dos anos 70. Quando passamos para os combates contra os bosses, as sprites são maiores e mais detalhadas, assim como os cenários. Mas os cenários desta versão Black Belt por vezes parecem-me algo forçados, mais uma vez o original tinha um lançamento melhor nesse aspecto. As músicas são OK e pareceram-me iguais em ambas as versões. Outra coisa que felizmente não mudaram, ao contrário do Last Battle da Mega Drive lançado uns anos depois, foi a violência. Cada inimigo que defrontamos é desfeito em vários pedaços e apesar de não haver sangue, é algo que está também presente na versão japonesa.

Até o ecrã título da versão japonesa é bem melhor!

Até o ecrã título da versão japonesa é bem melhor!

Black Belt é um jogo interessante para quem gostar destes beat ’em ups primitivos, por ser um jogo desafiante e a jogabilidade não ser má de todo. No entanto, terem transformado completamente os gráficos do jogo tornaram-o bem mais genérico. O Hokuto No Ken é de longe mais interessante, embora se tenha ficado apenas no Japão.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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