Spider-Man (Sega Master System)

spider-manVamos lá para mais uma rapidinha, agora para um jogo da Master System que é de certa forma um duplicado na minha colecção. Comprei-o na feira da Vandoma no porto por 7€, não tinha a certeza que jogo do Spider-Man era ao certo e descobri depois que afinal era o Spider-Man vs the Kingpin, que já o tinha na forma de cartucho apenas para a Game Gear. Existe também a versão da Mega Drive que também tenho na colecção, embora seja um pouco diferente, mas isso sera para ser discutido em breve, noutro artigo. Esta versão da Master System é em tudo idêntica à da Game Gear (excepto na resolução do ecrã) que já foi aqui discutida neste artigo, pelo que não me irei alongar muito neste post.

Jogo com caixa

Jogo com caixa

Tal como na versão da Game Gear, temos o vilão Kingpin a tentar difamar o aranha, dizendo na televisão que (o aranha) plantou uma bomba em plena Nova Iorque e pede que a população o ajude a encontrá-lo para o entregar às autoridades. Então a nossa missão será mesmo a de derrotar Kingpin para poder limpar a nossa imagem. Para isso descobrimos entretanto que teremos de procurer 5 chaves espalhadas pela cidade e defendidas por outros vilões como o Dr. Octopus, Hobgoblin ou Venom. O jogo possui no entanto alguns conceitos muito interessantes, pois temos uma única vida, as teias gastam-se e têm de ser compradas separadamente. Como fazemos isso? Bom, na questão das teias temo-nos de lembrar que para além de homem aranha, somos também o Peter Parker que trabalha para o Daily Bugle como fotógrafo. Então podemos (e devemos) também de fotografar os bosses que vamos encontrando, usando a máquina fotográfica que podemos seleccionar do nosso inventário. Com essas fotos somos depois recompensados com dinheiro no final do nível, que é usado para comprar munições de teia. Quanto à regeneração da barra de vida, bom, no final do nível ou a qualquer outro momento temos a oportunidade de regressar à casa de Peter Parker e descansar um pouco para regenerar vida. O problema é a hora limite da bomba que não pára de contra e quanto mais tempo perdermos a descansar, menos tempo temos para chegar ao fim do jogo.

A história é bem contada através destas cutscenes entre níveis.

A história é bem contada através destas cutscenes entre níveis.

Este é um conceito muito interessante, mas sai complatemente defraudado pela péssima jogabilidade. A mecânica de detecção de colisões deixa muito a desejar e a física das sprites depois de sofrerem dano é bastante estranha. Mesmo nos níveis de dificuldade mais baixos, completar este jogo torna-se num desafio. No que diz respeito aos audiovisuais também deixa um pouco a desejar. Os gráficos não são grande coisa, com as sprites bastante pequenas, salvam-se as cutscenes que vamos vendo entre os níveis. As músicas também são muito más na minha opinião.

Era preferível que a sprites fossem um pouco maiores.

Era preferível que a sprites fossem um pouco maiores.

Portanto este Spider-Man, tal como a versão Game Gear, acaba por ser um jogo que deixa bastante a desejar na sua jogabilidade, apesar de introduzir alguns conceitos muito interessantes. Será que a versão Mega Drive, a original, também tem estes problemas? É o que veremos em breve.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Master System, SEGA. ligação permanente.

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