Champions of Europe (Sega Master System)

311219_frontContinuando pela Master System com mais uma rapidinha, o artigo que cá trago hoje é de um jogo que corro o sério risco de lhe ser injusto. Isto porque sinceramente pelo que joguei não me agradou, embora tenha lido muitas opiniões em que é um jogo que se demora a habituar à sua jogabilidade e eu não lhe dei tanto uso assim. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa, algures durante o mês de Agosto, por 5€.

Jogo com caixa e manual

Jogo com caixa e manual

Tal como no nome do jogo indica, refere-se ao campeonato europeu de futebol de 1992, e dá-nos a possibilidade de participar no torneio, jogar partidas amigáveis ou participar em sessões de treino, onde podemos practicar os penalties, ou simplesmente correr pelo campo e practicar os controlos. E isso acaba por ser uma função muito importante pois os controlos deste jogo são muito diferentes. Controlar a bola é uma tarefa hercúlea, pois ao contrário dos jogos de futebol normais, onde o jogador que leva a bola se tem de preocupar em fugir aos adversários de forma a não perder a bola, aqui o simples facto de correr com posse da bola é uma arte por si só. É perfeitamente normal, principalmente se estiverem 2 jogadores humanos a jogar um contra o outro, ver a bola parada no campo e fails consecutivos de ninguém a conseguir controlar decentemente.

A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada

A interface do menu principal tenta ser original para a época, mas acho-a desnecessariamente complicada

Para além dos controlos adversos, o jogo deixa-nos com uma série de opções, algumas mais interessantes que outras. No caso de jogarmos o modo torneio, muitas dessas tornam-se aleatórias de partida para partida, como é o caso das condições meteorológicas, velocidade do vento, ou o critério do árbitro (há 7 árbitros, supostamente cada qual com diferentes critérios de arbitragem mas no fim de contas parece-me tudo algo aleatório). Outras opções são sempre alteráveis, como é o caso do posicionamento do radar do jogo ou a duração de cada parte. A estratégia pode também ser alterada a qualquer altura nas partidas ao pressionar os botões 1 e 2 em simultâneo.

Tudo isto é muito bonito para um jogo de 8bit, mas a jogabilidade desnecessariamente complicada mata tudo. Isso e o facto de existirem aqui mais uns erros crassos. Não há qualquer informação no ecrã do tempo de cada partida nem do seu resultado, ocasionalmente lá aparece um balão de fala do árbitro que vai indicando o tempo (real) que falta para terminar a parte respectiva e ainda mais ocasionalmente o resultado. Custava assim tanto colocar essa informação no ecrã? Depois não há qualquer música durante as partidas, nada de ruídos de fundo, nem sequer quando se marca um golo. Tudo o que ouvimos são os apitos do árbitro e os ressaltos da bola no chão, que soam a tudo menos ao que deveriam. As únicas vezes que temos música é durante a intro do jogo e quando vencermos o torneio. Depois há aqui uns bugs bastante ridículos, como faltas completamente estúpidas ou pior ainda, se marcarmos um auto golo, o golo conta a nosso favor. Sim, é verdade.

As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo

As indicações do árbitro são dadas pela forma destes balões de diálogo

Para mim é o pior jogo de futebol que já joguei na Master System. Pior ainda que o World Soccer, que por si já é um jogo extremamente simples, no entanto tem uma jogabilidade muito melhor que este. Mas o que é mais incrível é que para além de ter recebido óptimas notas, tanto nas revistas oficiais da Sega como nas outras, ainda hoje vejo aqui e ali algumas boas críticas independentes ao jogo, onde se queixam um pouco da jogabilidade mas que acaba por ser uma questão de hábito. Não sei onde esta gente tem a cabeça ou então sou eu que estou muito errado…

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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