The Hobbit (Nintendo Gamecube)

18458_frontBom, como se devem ter apercebido, o blog tem estado mais inactivo. Isso se deve às minhas últimas semanas de trabalho que foram do mais intenso que tive, pois foram practicamente 3 semanas seguidas a trabalhar em grande. A minha vida também está a sofrer algumas mudanças (2 mudas de casa no mesmo mês ninguém merece), pelo que também por isso o tempo tem sido bastante escasso. Para compensar vou publicar este artigo que já o tinha aqui na gaveta. The Hobbit é uma obra de J. R. R. Tolkien que deveria dispensar todo o tipo de apresentações, até porque recentemente fizeram-se 3 filmes onde muitos chouriços foram enchidos e certamente muitos de vós os viram. Pois bem, antes desses filmes terem sido produzidos, este era o jogo licenciado pela empresa que detém a obra literária de Tolkien, cuja adaptação coube à Vivendi Universal, ao contrário da Electronic Arts que detinha os direitos das adaptações dos filmes do Lord of the Rings.

Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa

Jogo completo com caixa, manual e papelada diversa

Portanto, seria esperado que este jogo tivesse uma história mais próxima do livro, ao contrário dos 3 filmes do Hobbit que se fizeram nos últimos anos. E que história é essa? A da grande aventura de Bilbo Baggins, que acaba por se juntar ao anão Thorin Oakenshield e seu grupo, na viagem até à Lonely Mountain, de forma a recuperar a sua fortaleza da montanha que outrora foi o seu reino, até ter sido invadida por um voraz dragão. Já o tipo de jogo em si, bom, há aqui um grande foco no platforming em 3D, com alguns segmentos ocasionais de stealth e por vezes algum puzzle solving na forma de procurar certas alavancas ou botões para poder progredir no jogo em novas áreas.

O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.

O primeiro nível é jogado no The Shire e é uma maneira de nos habituarmos a practicamente todas as mecânicas de jogo.

Ao longo do jogo poderemos também encontrar diversos itens, os mais abundantes são as Silver Pennies e os Courage Points. Os primeiros são a unidade monetária do jogo, e ao transitar entre cada nível visitamos uma loja onde poderemos comprar alguns outros itens, como poções curativas ou upgrades às mochilas de forma a poder carregar mais poções ou pedras. Quem é que quer andar com calhaus na mochila? O Bilbo, claro, já que são para usar na nossa fisga. Os courage points são uma espécie de pontos de experiência. Para além de serem encontrados espalhados por todos os confins dos níveis, são também obtidos ao derrotar inimigos, cumprir quests (que podem ser obrigatórias ou opcionais para completar o nível) ou ao encontrar e abrir baús de tesouros (que por sua vez podem também conter silver pennies e/ou outros itens). A parte de abrir baús também pode introduzir alguns mini-jogos, já que muitos estão trancados e teremos de fazer algum lockpicking. Isto resulta numa série de cenários onde teremos de carregar no botão A na altura certa, facilmente identificada pela cor verde quando surge no ecrã. Caso falhemos geralmente somos castigados ao perder um pouco de vida ou ficar envenenados. Mas onde é que entra a parte dos “pontos de experiência” destes Courage Points? É que à medida em que os vamos coleccionando, acabamos por ganhar mais alguns pontos de vida, que ao contrário dos Zeldas, não estão aqui marcados como corações mas sim círculos vermelhos no canto superior esquerdo do ecrã.

Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias

Em cada nível teremos várias quests para cumprir. Mas nem todas são obrigatórias

De resto é um jogo com grande foco no platforming, especialmente se quisermos encontrar todos os baús de tesouro, courage points e silver pennies espalhados por aí. Saltos cirúrgicos entre plataformas, ou entre cordas são o prato do dia, acompanhados com algum combate e até algum stealth em certas alturas. Como quando temos de nos esquivar dos gigantes, ou de salvar os anões da sua prisão na cidade dos Elfos. Para o combate, inicialmente estamos apenas munidos de uma fisga (para disparar pedras) e um bastão, que pode até ser usado como vara para saltar mais longe. Pouco depois obtemos uma espada que acaba por ser a arma mais usada. Existem também outros power-ups temporário como pedras de fogo ou gelo, para a nossa fisga, que acabam por ser bastante úteis nos combates mais apertados. De resto, os controlos são bons, apenas senti algumas dificuldades na parte de saltar das cordas, pois temos de virar o Bilbo para a direcção em que queremos que ele salte, e convém colocar a câmara do jogo mesmo atrás do hobbit, caso contrário poderá saltar noutra direcção. Demorei algum tempo a atingir isto, devo confessar. De resto, o que não faltam são save points, pelo que nunca estamos muito tempo sem possibilidade de gravar o nosso progresso no jogo, pelo que mesmo que façamos uma ou outra gaffe (e se quiserem completar todos os níveis com 100% de tudo encontrado acreditem que vai acontecer muitas vezes), nunca será assim tão frustrante.

Graficamente é um jogo minimamente competente. Por um lado, acho que a caracterização das personagens, independentemente da sua raça, está algo cartoonizada, eu preferia algo mais realista. Mas os cenários são bastante vastos e com muita variedade, desde cavernas, belos prados, ruínas, cidades humanas, elfos entre outros. As músicas são também agradáveis, gosto especialmente daqueles  temas mais folk, mas nos níveis que se passam em cavernas (e vão ser muitos), é muito usual ouvir temas mais minimalistas, com alguma percursão. O voice acting é também competente.

O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.

O bastão pode também ser usado como vara e assim conseguir saltar mais longe.

No fim de contas, este The Hobbit até que me surpreendeu pela positiva. Era um jogo que já tive para o comprar vezes sem conta para a Playstation 2 mas sempre acabava por não o fazer, por um lado pelo seu aspecto não me inspirar muita confiança, por outro lado pelas pontuações medíocres que tenho visto por aí. A versão Gamecube acabou por aparecer e desta feita lá o levei, até porque seria mais um jogo para falar no Crónicas Cúbicas. E não me arrependo de o ter comprado, pois não é um mau jogo de todo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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