Space Harrier II (Sega Mega Drive)

Space Harrier IIHá já uma semana que não escrevia cá nada. Estou em fase de mudanças (e por acaso do destino daqui a menos de um mês estarei novamente), nesta última semana estava sem internet fixa em casa e por isso a vontade de escrever também nunca apareceu. Mas já cá estou debaixo de um outro tecto e é tempo então de escrever mais uma rapidinha, para festejar tal feito. O artigo de hoje vai-se focar no Space Harrier II, uma das sequelas do famoso shooter da Sega do final dos anos 80. Ao contrário do primeiro, este ficou-se exclusivo pelas consolas domésticas.

Jogo com caixa

Jogo com caixa

E para quem conhece ou jogou o primeiro Space Harrier, já sabe o que esperar, a fórmula utilizada neste jogo é practicamente idêntica. O mesmo é visto numa perspectiva da personagem principal, um guerreiro capaz de voar e disparar a sua arma ao mesmo tempo. Nesta perspectiva, é um jogo que originalmente usava a tecnologia Super Scaler de sprites, conferindo-lhe, no original das arcades, uma fluidez de jogo incrível e efeitos gráficos que lhe davam profundidade e uma certa percepção 3D. A conversão para a Master System era notavelmente muito inferior, mas esta sequela para a Mega Drive já se aproxima mais do original. Apesar da Mega Drive não possuir suporte nativo à tecnologia Super Scaler da Sega, ainda assim conseguiram transmitir uma experiência de jogo próxima do original.

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

Graficamente é muito melhor que o seu antecessor na Master System, mas o original arcade ainda leva a melhor

De resto, é practicamente a mesma coisa do primeiro Space Harrier, com inimigos e níveis diferentes. Mas nada é assim tão diferente que não deixe de ser familiar. Os padrões quadriculados no chão e eventualmente nos tectos, os inimigos a voarem por todos os lados, os bosses compostos por múltiplas sprites ligadas entre si, estão uma vez mais aqui presentes. A jogabilidade é bastante familiar, embora agora seja possível utilizar o auto-fire.

Já disse que tecnicamente este é um jogo muito mais próximo ao original das arcades do que a versão para a Master System alguma vez poderia ser. Mas infelizmente nem tudo são rosas. Se por um lado temos aqui as vozes digitalizadas que anunciavam que estávamos a entrar na era dos 16 bit com todas as suas novas potencialidades, por outro lado as músicas acabaram por me desiludir bastante. A faixa título do primeiro Space Harrier é das minhas melodias clássicas de videojogos preferidas, a versão Master System (preferencialmente com o chip FM Unit) é fabulosa, aqui as músicas são muito mais contidas. Foi para mim uma grande desilusão neste campo.

De resto, não deixa de ser Space Harrier! Um shooter fantasioso que só poderia ser saído da década dourada dos anos 80, e esta versão Mega Drive, se não fosse pela banda sonora decepcionante, teria tudo para ser um dos grandes shooters da plataforma.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

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