Road Rash (Nintendo Gameboy Color)

Road RashA rapidinha de hoje irá incidir em mais uma das adaptações da série Road Rash, que sinceramente deixa algumas saudades. Um pouco como a Sega, a Electronic Arts está também sentada num enorme reportório de antigas e saudosas franchises que poderia perfeitamente trazer de volta. Mas a Electronic Arts infelizmente hoje em dia é muito mais virada para o lucro fácil, DLCs e fechar estúdios talentosos, pelo que se calhar, no fim de contas, mais vale não estragar muito o passado. E infelizmente foi isso que fizeram com esta versão para a Gameboy Color, já lançada no ano de 2000. O porquê já vão ver nos parágrafos seguintes! Este meu exemplar veio da Cash Converters de Alfragide, tendo-me custado uns 2€.

Apenas cartucho

Apenas cartucho

Na verdade, este parece-me mais ser uma conversão do Road Rash II do que do primeiro jogo. Isto porque o primeiro jogo apenas decorria ao longo da costa da Califórnia, já no segundo iriamos correr em estradas de diversos estados norte-americanos, coisa que acontece nesta versão para Gameboy Color também. O design dos menus também me parece mais similar ao Road Rash II. De resto, as mecânicas de jogo são as que esperariam de um jogo desta série: vamos participando numa série de corridas ilegais de motos ao longo de vários estados norte-americanos, onde há poucas regras e podemos inclusivamente andar à pancada com os nossos oponentes, seja com murros e pontapés, ou com recurso a armas brancas como bastões de baseball ou correntes. De forma a avançar, teremos de chegar ao fim da corrida pelo menos no terceiro lugar. À medida que vamos correndo, amealhamos também dinheiro para comprar novas motos, o que seria algo necessário para as rondas seguintes, onde a dificuldade aumenta.

O jogo tem também uma vertente multiplayer através do cabo que liga 2 Gameboy Colors, mas nunca testei tal coisa.

O jogo tem também uma vertente multiplayer através do cabo que liga 2 Gameboy Colors, mas nunca testei tal coisa.

Infelizmente aqui as coisas chegam a um ponto onde nem por termos a moto mais veloz de sempre nos safamos. Esta versão para Gameboy Color acaba por ser ridiculamente difícil a partir da segunda metade do jogo. Isto porque os circuitos estão cheios de altos e baixos que nos vão fazendo saltar, várias vezes com curvas apertadas logo depois do salto, o que pode resultar em espetarmo-nos nalgum sinal de trânsito ou num carro em sentido oposto. Ao cair da moto levamos imenso tempo a voltar, tempo esse precioso para alcançar os nossos oponentes. Temos de chegar a um ponto onde somos forçados a conduzir tão devagar para não embater em nada ou ninguém que acaba por nos levar a chegar ao fim do circuito em posições bem baixas da tabela, de um forma ou de outra.

Apesar de ter aquele efeito bonito de não estarmos a percorrer uma estrada plana, devo dizer que gostei mais do resultado da Game Gear

Apesar de ter aquele efeito bonito de não estarmos a percorrer uma estrada plana, devo dizer que gostei mais do resultado da Game Gear

Graficamente, sinceramente acho que a versão Game Gear (e Master System) do primeiro Road Rash acabam por ser tecnicamente bem mais competentes. Apesar de nesta versão GBC termos também detalhes como os 2 retrovisores da moto que nos mostram quem vem atrás de nós, ou os tais altos e baixos das estradas, as cores em si, bem como o detalhe das sprites, não estão tão boas como nas versões das consolas 8bit da Sega. As músicas também não acho que soem tão bem como na Game Gear, mas isso já é mais discutível.

Em suma, devo dizer que esta conversão para a Game Boy Color me deixou algo desiludido. Também, com a Electronic Arts a relegar a tarefa para um estúdio como a 3d6 Games, que apesar de apenas se focarem em consolas portáteis, sempre deixaram algo a desejar com os seus trabalhos. No entanto foi um jogo que comprei precisamente para satisfazer esta minha curiosidade de ver como a Game Boy Color se comportaria face à versão lançada uns bons anos antes, para a Game Gear. E a curiosidade ficou satisfeita.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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