Toy Commander (Sega Dreamcast)

toycommander-dceSer criança é possuir uma imaginação bastante fértil e passar tardes inteiras a brincar com practicamente qualquer coisa que nos apareça à frente, sejam brinquedos, material de escritório, louça da cozinha, qualquer coisa serve para a imaginação de uma criança. Se der para misturar tudo ainda melhor! O que a No Cliché aqui fez neste Toy Commander foi precisamente isso, levar-nos a reviver essas brincadeiras e toda a criatividade que nos caracterizava. O meu exemplar, se não estou em erro, veio de um bundle que comprei para a Dreamcast há uns bons meses atrás, na feira da Vandoma, no Porto.

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

Jogo completo com caixa, manuais e papelada

A história leva-nos então para a imaginação fértil de uma jovem criança chamada Andrew Gunthy, onde os seus antigos brinquedos, sentindo-se negligenciados por não serem incluidos nas brincadeiras, decidem armar a confusão por toda a casa, raptando outros brinquedos ou causando alguma destruição também. Somos então levados a explorar as diferentes divisões da casa, onde teremos de cumprir uma série de missões, muitas delas com contornos militares. Desde coisas simples como participar em corridas de brinquedos, ou procurar uma barra de chocolate e colocar 2 ovos a cozer, as missões acabam por se revelar bastante originais e variadas. Temos missões de resgate de brinquedos, de combate a incêndios, repelir invasões alienígenas, escoltar comboios, entre muitas, muitas outras.

Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.

Quaisquer semelhanças com Godzilla são mera coincidência. Ou não.

E poderemos então conduzir vários tipos de veículos terrestres e aéreos, desde autocarros e camiões militares que podem transportar brinquedos, incluindo os soldados de plástico que nos podem auxiliar a tomar posições inimigas, passando por vários tipos de aviões, helicópteros e carros militares equipados com armas. Por um lado temos metrelhadoras e mísseis (que na verdade podem ser lápis de cor, tampas de canetas bic ou marcadores), bombas ou outras armas explosivas. Ao longo do jogo teremos vários power-ups que podemos apanhar que vão desde upgrades às armas, tornando-as mais potentes, ou simplesmente restaurar o combustível ou “vida” de cada veículo. É um jogo bastante divertido e original, embora o maior problema esteja nos seus controlos que não são os mais intuitivos. Mas isso sempre foi um problema da Dreamcast em jogos 3D, devido à falta de um segundo analógico. De resto, para além deste modo história que nos irá ocupar muitas horas, temos também uma vertente multiplayer que dará até 4 jogadores em split screen. Não cheguei a experimentar este modo de jogo, mas consiste em versões adaptadas de capture the flag e deathmatch, com brinquedos.

A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!

A diversidade de brinquedos e de missões é elevada!

Graficamente é um jogo muito bem conseguido para a Dreamcast, especialmentequando nos lembramos que era um jogo de lançamento no mercado europeu. As divisões da casa estão bem retratadas e a disposição dos seus objectos varia bastante consoante as missões. Ocasionalmente lá nos deparamos com uma ou outra textura em muita baixa resolução, mas sinceramente acho que no geral a prestação gráfica deste jogo é bastante sólida. No que diz respeito ao som, não tenho nada a apontar sobre os efeitos sonoros que são competentes. Já as músicas é que não são nada de especial para o meu gosto, abordando bastante temas electrónicos e de dance music.

Resumidamente, este Toy Commander é um excelente jogo pela sua diversidade e originalidade nas suas missões. A nível de controlos envelheceu um pouco mal, mas parece-me um bom jogo no geral. Pena que a No Cliché apenas tenha lançado um outro jogo na sua carreira, uma espécie de sucessor deste Toy Commander, o Toy Racer, que tal como o nome indica foca-se apenas nos segmentos de corrida. Agartha, que seria um survival horror também para a Dreamcast, acabou por ser cancelado.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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