Mystic Towers (PC)

Continuando pelo catálogo da Apogee / 3D Realms que tenho vindo a redescobrir após ter comprado a colectânea 3D Realms Anthology ao desbarato num bundle da Bundle Stars, a rapidinha que cá trago hoje é de um jogo que sempre me despertou imensa curiosidade por ser bastante diferente de tudo o que a Apogee fazia até então. Estou a falar, claro, do Mystic Towers, um jogo de acção numa perspectiva isométrica e que conta, como herói, um velhinho todo caquético.

Mystic_Towers_hi-resA história coloca-nos então no papel do velho feiticeiro Baron Baldric, cuja missão é a de explorar e destruir 12 torres povoadas de monstros. Cada torre possui 5 andares, com 9 salas cada um, sendo que o objectivo é o de destruir todos os monstros e procurar todas as chaves de forma a poder ganhar acesso à torre seguinte. O problema é que os monstros vão fazendo respawn até que consigamos encontrar e destruir o gerador de monstros existente em cada torre. Para isso temos de procurar uma bomba e colocá-la no gerador para o destruir. Para além da barra de vida cuja pode ser regenerada automaticamente com o tempo, temos também de nos preocupar com barras de fome e sede, obrigando-nos a comer a comida que encontremos por aí e beber água dos fontanários. Também podemos beber garrafas que encontramos, mas se tiverem álcool vai nos deixar temporariamente bêbedos, dificultando-nos a vida. Dos itens que encontramos, ou podemos comprar em máquinas de “vending” para o efeito estão os feitiços. Existem vários feitiços, muitos deles atacantes (como bolas de fogo, raios electricos ou bolas de gelo), outros possuem diferentes efeitos, como levitação (ideal para não pisar armadilhas), regeneração de vida ou teletransporte. Tudo isto torna o Mystic Towers num jogo bastante desafiante, até porque é frequente ficarmos sem água, algo perdidos no labirinto, armadilhas por todo o lado e os inimigos muitas vezes são bastante fortes, requerindo muitos “tiros” dos nossos feitiços. O facto de o jogo ser todo em perspectiva isométrica também não ajuda nada a tentar acertar nos inimigos, pois eles mexem-se muito rapidamente.

Lá está o velho a fazer parvoíces!

Lá está o velho a fazer parvoíces!

No que diz respeito aos gráficos e som, bom, este é um jogo bastante colorido e detalhado. As salas estão muito bem detalhadas e com decorações variadas, o design dos inimigos é também bastante diversificado. O próprio Baron Baldric possui imensas animações cómicas e é bastante comum ele começar a fazer palermices vindas do nada, por vezes até atrapalhando o que estaríamos a fazer. As músicas são também agradáveis, muitas delas têm um feeling medieval que também se encaixa muito bem no estilo de jogo em si.

Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!

Muitas vezes, acertar no nosso adversário é um martírio!

Tudo isto tornam este Mystic Towers num jogo interessante para se descobrir. É bastante desafiante pelas mecânicas de jogo introduzidas, pecando na minha opinião mais no combate, pois a perspectiva isométrica e os padrões de movimento rápidos e erráticos dos nossos inimigos nos fazem desperdiçar muitos feitiços valiosos (apenas o ataque de gelo possui munição infinita, mas é o mais fraco).

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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