Cibele (PC)

Tal como o Her Story, este Cibele também foi um jogo que deu entrada na minha conta do steam após ter sido comprado por uma bagatela num Humble Bundle, dedicado a videojogos com foco na narrativa. É possivelmente o jogo mais curto do pacote, pelo que esta será também uma rapidinha.

headerCibele coloca-nos na vida de uma jovem nerd de 19 anos com baixa auto-estima, com os típicos passatempos de outras da mesma faixa etária: anime, videojogos e blogues com entradas idiotas que não interessam a ninguém. Sim, estou a ser mauzinho porque Cibele é acima de tudo um jogo lamechas. Supostamente baseado numa história real, mostra a vida de Nina que se envolve com um rapaz com o qual joga um MMORPG chamado Valtameri. À medida que vamos progredindo no jogo, Nina apaixona-se, as coisas começam a escalar, e terminam abruptamente. O jogo é curto, mas não vou fazer aqui o spoil óbvio que se topa a milhas nos primeiros minutos de jogo.

Este é o desktop de Nina. Como é que alguém gosta de tanto cor-de-rosa assim é para lá da minha compreensão

Este é o desktop de Nina. Como é que alguém gosta de tanto cor-de-rosa assim é para lá da minha compreensão

Há aqui alguma originalidade no entanto. No início de cada acto, podemos explorar livremente o desktop de Nina. Ver as suas fotografias, logs de chats com outras amigas, ou rascunhos das suas entradas desinteressantes do seu blogue. Abrir o e-mail ou posts de um fórum qualquer também é uma possibilidade. O ícone no canto inferior esquerdo leva-nos para o videojogo Valtameri, onde se simula uma partida online e é aí que a história se desenvolve. Nina vai jogando sempre com um rapaz com a alcunha de Ichi, que lá lhe vai mandando uns piropos do tipo: “ah e tal eu sou tão anti social e envergonhado, mas tu até que és bem gira”. Paralelamente podemos acompanhar pequenos chats dentro do jogo, ou mesmo actualizações de novos e-mails, fotos e afins. Enquanto estamos no mundo de Valtameri, parece que estamos a jogar, mas apenas temos de ir clicando nos monstros que nos aparecem à frente. Nina nunca sofre dano, nem quando surge o boss. Quando finalmente derrotamos o boss, a história desenrola-se um pouco mais, através de pequenos vídeos. Passamos para o capítulo seguinte que pode ser dias ou meses depois e o processo repete-se.

É durante as partidas de Valtameri que a maior parte do romance se desenrola. Podemos ainda participar nalguns chats que geralmente não nos levam a lado nenhum e consultar algumas aplicações como o e-mail

É durante as partidas de Valtameri que a maior parte do romance se desenrola. Podemos ainda participar nalguns chats que geralmente não nos levam a lado nenhum e consultar algumas aplicações como o e-mail

Infelizmente o conceito não é muito bem aproveitado. Os níveis de Valtameri, mesmo que apenas cliquemos nos monstros e não sofremos dano nenhum, os controlos poderiam ser melhores. Por vezes é difícil Cibele (a persona de Nina) mover-se pelo mapa, enquanto que o marmanjo facilmente voa por tudo quanto é sítio. Depois este romance lamechas não é propriamente algo que me agrade particularmente, mas vai-se acompanhando, até porque de certa forma o meu “eu” adolescente também se relaciona um pouco com o que ali se passa. Mas termina de uma forma completamente idiota, sem que se tire nada dali. Parece que a autora do jogo fica contente de ter sido enganada e levar uma tampa! Ooops, afinal spoilei um pouco.

Derrotado o boss, é FMV time

Derrotado o boss, é FMV time

Cibele é um jogo que até tem algumas boas ideias, embora seja mais um filme interactivo que outra coisa. O voice acting está bem representado, as músicas são calmas e a qualidade das filmagens parece-me OK. Mas acho que os segmentos de Valtameri, que são na realidade a única coisa que o fazem aproximar de um jogo propriamente dito, deveriam ser mais bem aproveitados. E claro, a história é demasiado curta e termina de uma forma abrupta. Se é mesmo baseada em factos reais que aconteceram com a autora do jogo, então sinceramente não consigo entender o que é que ela tirou dali, pelo menos da forma como termina.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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