Robocop 2 (ZX Spectrum)

RoboCop2_FrontO primeiro videojogo da franchise Robocop foi produzido pela Ocean para vários microcomputadores da década de 80 e revelou-se um enorme sucesso comercial, pelo menos por cá na Europa. E com a Ocean a deter os direitos para videojogos daquela franchise, não era nada de estranhar que também estivessem por detrás do desenvolvimento do videojogo da sequela. E este meu exemplar, foi comprado há coisa de 2 meses atrás, na feira da Ladra por menos de 2€. Veio no mesmo negócio do Hudson Hawk, cujo artigo escrevi há pouco atrás. Vamos lá então a mais uma rapidinha.

Jogo com caixa, manual e saquinho protector para a cassete

Jogo com caixa, manual e saquinho protector para a cassete

E se por um lado videojogos como o próprio Hudson Hawk acabaram por ser esquecidos pelo tempo, sinceramente acho que esse mesmo jogo acabou por envelhecer muito melhor que este “clássico” tão aclamado pela crítica da época e que tantas unidades vendeu, na sua altura. Isto porque jogos como Hudson Hawk acabam por ser platformers clássicos, bem agradáveis de se jogar nos dias de hoje. Já este Robocop 2 acaba por ser uma mistura de 3 diferentes tipos de jogo. Por um lado temos o sidescroller/platformer mais comum, onde teremos de percorrer diversos níveis ao enfrentar inimigos, entrar em portas, subir elevadores e activar interruptores, por outro temos também uma shooting gallery, onde teremos de “matar” os bandidos e poupar os inocentes, teoricamente para a precisão do Robocop ser melhorada, e temos ainda uma espécie de sliding puzzles nos bancos de memória do Robocop, para que o andróide se consiga lembrar da sua identidade humana e da sua mulher. E se por um lado se pode dizer que há de facto variedade no gameplay, sinceramente esses segmentos acabam por soar algo desnecessários, vistas as coisas de uma maneira mais fria.

Antes de cada nível temos um briefing deste género que nos indica qual o objectivo

Antes de cada nível temos um briefing deste género que nos indica qual o objectivo

Mas vamos focar-nos nos segmentos mais tradicionais de platforming. Aqui teremos vários níveis para atravessar, todos eles carregados de inimigos que estão constantemente a aparecer vindos de todos os lados. Felizmente o Robocop pode disparar a sua arma em 8 direcções, o que dá sempre uma ajuda. Destruir caixas com os nossos punhos é também algo que iremos fazer. Alguns inimigos rendem-se e podemos capturá-los ao passar por eles, algo que exige também algum cuidado pois os outros inimigos continuam a surgir de todos os lados e a disparar constantemente. Temos uma barra de energia que nos deixa aguentar com algum dano antes de perder uma vida, mas em alguns níveis, com tanto projéctil a voar por todos os lados é frequente essa barra de vida se esvaziar em poucos segundos. Felizmente que temos sempre power-ups a cair dos céus, alguns regeneram a barra de vida, outros dão tempo extra para completar o nível ou mesmo invencibilidade temporária que nos dá um jeitaço. Alguns níveis são algo labirínticos, onde teremos de explorar diferentes planos do mesmo nível ao atravessar portas, activar interruptores e apanhar elevadores.

 

Isto não é só disparar por todos os lados, por vezes temos alguns segmentos de platforming exigentes

Isto não é só disparar por todos os lados, por vezes temos alguns segmentos de platforming exigentes

Tecnicamente é um jogo que na minha opinião poderia ser melhor. Embora as sprites e os cenários até que estão bem desenhados, os níveis são completamente monocromáticos, com apenas os tons de fundo a variar. Pegando no exemplo do Hudson Hawk também da Ocean, aí conseguimos ver as limitações do Spectrum a serem muito bem aproveitadas, com as poucas cores disponíveis a serem apresentadas de uma forma inteligente. Os efeitos sonoros são OK, típicos de um Spectrum e as músicas são practicamente inexistentes, existindo apenas no ecrã inicial e nas pequenas transições de níveis.

Robocop 2 para o Spectrum não é na minha opinião um mau jogo. Mas olhando as coisas friamente e quase 30 anos depois, não consigo dizer que tenha envelhecido tão bem (dentro das limitações impostas pelo hardware) como outros clássicos do Spectrum ou mesmo títulos menos conhecidos como o aqui referido Hudson Hawk, também da própria Ocean. Não só de um ponto de vista meramente técnico, mas também pelos “fillers” que aqui temos como as shooting galleries e os sliding puzzles dos bancos de memória que a meu ver são algo desnecessários.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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