Major Stryker (PC)

Sim, vamos a mais uma rapidinha de mais um jogo que vim a jogar pela primeira vez desde que comprei, a preços irrisórios, a colectânea 3D Realms Anthology para o Steam. Isto porque apesar dos jogos da Apogee terem sido parte integral da minha juventude, haviam muitos que eu só conhecia de nome, ao explorar horas a fio os vários CATALOG.EXE que os seus jogos traziam. O Major Stryker era um deles. E este jogo é um shmup, lançado em 1993, ainda com visuais em EGA.

Major StrykerA narrativa leva-nos, como não poderia deixar de ser, a um futuro algo distante. A Terra havia sido dizimada por uma terceira guerra nuclear, e mesmo quando os sobreviventes estavam prestes a reconstruir as suas vidas e a sociedade em geral, há uma invasão de aliens ao planeta, os Kretons. O Major Stryker, um dos heróis da anterior guerra, é então chamado para lidar com esta ameaça, mas em vez de os enfrentar na Terra, decide viajar pelo worm hole que trouxe os Kretons ao nosso sistema Solar e defrontá-los no seu próprio quintal. O jogo está então dividido em 3 episódios, cada um a decorrer num planeta kretoniano diferente. Cada episódio está dividido em diversos níveis que nos levam a locais distintos (2 níveis por cada localidade mais um boss), sendo o último boss de cada episódio bastante mais épico.

A jogabilidade é simples, com um botão para disparar (e felizmente o auto fire é uma maravilha), outro para usar as bombas capazes de causar dano a tudo o que mexe no ecrã, embora estas tenham munições limitadas, mas podemos ir apanhando-as no decorrer dos níveis. Para além disso não poderiam faltar os power-ups da praxe, que se dividem em poder de fogo e diferentes escudos que possamos apanhar. Começamos então com um pea shooter, e com alguma habilidade lá acabamos por conseguir disparar simultaneamente em 8 direcções, se a memória não me falha. Se formos atingidos, todos esses power ups que apanhamos são perdidos e atingidos uma segunda vez lá vai uma vida.

Antes de cada missão temos um briefing com esta senhora que se está também constantemente a fazer ao piso. O Major Stryker vai ter sorte quando voltar.

Antes de cada missão temos um briefing com esta senhora que se está também constantemente a fazer ao piso. O Major Stryker vai ter sorte quando voltar.

No que diz respeito aos gráficos, bom este é um jogo em EGA e em 1993 a tecnologia VGA não era tão incomum assim. De qualquer das formas a Apogee sempre quis alcançar o máximo de público possível, daí muitos dos seus jogos tecnicamente serem algo modestos para a época em que foram lançados. No início da década de 90 não era assim tão incomum a Apogee lançar jogos em CGA, um formato bem ultrapassado… mas pronto, picuinhices à parte com o limite de cores, os gráficos até que estão bem detalhados, com os backgrounds a serem bem variados, desde batalhas em pleno espaço, como em oceanos, desertos, vulcões, cidades, cavernas, e muitos outros locais. As músicas são para mim um ponto muito positivo, pois na sua maioria são bastante rockeiras como eu bem gosto. No entanto não consegui deixar de ter um dejá vu a ouvir alguns destes temas. Não sei se eram inspiradas em músicas de artistas ou bandas verdadeiras, ou se simplesmente já teriam sido aproveitadas nalguns outros jogos da Apogee.

Mesmo com uma paleta de cores algo reduzida, os backgrounds estão ricos em detalhes

Mesmo com uma paleta de cores algo reduzida, os backgrounds estão ricos em detalhes

Posto isto, apesar de para mim este jogo não ser o shmup mais interessante da Apogee, até porque no ano seguinte eles publicaram um certo Raptor da Cygnus, também não posso dizer que seja propriamente um mau jogo. A sua jogabilidade é bastante straight forward, é verdade, mas as músicas para mim foram uma mais valia.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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