Virtua Striker 3 ver. 2002 (Nintendo Gamecube)

Virtua StrikerA rapidinha de hoje vai incidir sobre mais um videojogo desportivo. Este era dos poucos jogos da minha colecção que eu alguma vez vendi. Foi numa altura em que era mais novo, ainda não haviam salários, pelo que a certa altura precisei de fazer algum dinheiro rápido e peguei em alguns jogos da minha colecção da Game Cube e me desfiz deles, tendo escolhido naturalmente aqueles que menos me entusiasmavam. Mas alguns desses jogos arrependi-me de os ter vendido e tenho tido a sorte de, mais cedo ou mais tarde, os recuperar a preços iguais ou menores do que na altura em que me desfiz deles. Este Virtua Striker 3 é um desses exemplos. A minha cópia foi comprada na Cash Converters de Alfragide há coisa de uns 2 meses atrás por 2.50€.

Jogo em caixa

Jogo em caixa

A série Virtua Striker teve as suas origens nas arcades, tal como muitas outras franchises da Sega começadas por “Virtua”. E também tal como Virtua Fighter, Virtua Striker foi um dos primeiros, senão mesmo o primeiro jogo de futebol inteiramente modelado em 3D poligonal. E apesar de ser uma série com alguns anos e várias revisões e lançamentos em diferentes sistemas arcade (desde a revolucionária Model 2 até à interessante parceria Sega-Nintendo-Namco com a Triforce), apenas existem 2 lançamentos nas consolas caseiras. Uma revisão de Virtua Striker 2 para a Dreamcast e uma revisão de Virtua Striker 3 para a Gamecube.

Graficamente é um jogo bem detalhado para a altura

Graficamente é um jogo bem detalhado para a altura

E o que define Virtua Striker é justamente a sua simplicidade de jogo. É uma série com as suas origens na arcade, e isso traduz-se de igual forma nesta versão para a Nintendo Gamecube. Se estão à procura de um jogo mais realista como os FIFA e Pro Evolution Soccer, então esqueçam. Aqui dispomos de 3 botões com simples tarefas: passe curto, passe longo e remate. Não há cá botões de sprint ou de fintas (embora sejam possíveis de fazer manualmente), ou de diferentes tipos de remate. Embora os botões de cabeceira permitam entre alterar estilo de jogo ou a formação usada. E por isso, pela sua fácil controlabilidade e uma apresentação tipicamente arcade, tornam este um título desportivo bastante divertido para ser jogado e encarado numa perspectiva mais casual. A nível de modos de jogo o principal é aquele de se levar uma selecção a ser campeã do mundo, desde as Pré-eliminatórias até à final. Existem outras vertentes para se jogarem partidas amigáveis, campeonatos por pontos ou outros torneios. Até modos de treino!

Para quem se quiser sentir um seleccionador nacional e gostar de diálogos!

Para quem se quiser sentir um seleccionador nacional e gostar de diálogos!

No que diz respeito ao multiplayer é que poderiam ter algo mais em consideração do que meramente a realidade arcade. Isto porque só há suporte para 2 jogadores e a jogarem unicamente de forma competitiva entre si, isto é, não há a possibilidade de colocar 2 jogadores lado a lado. De resto, sendo esta uma versão para consolas, a Sega decidiu introduzir algumas outras coisas para aumentar o factor de replayability, Desde ser possível editar e criar novos jogadores, até ao tal modo principal de jogo, o Road to International Cup, onde temos também o papel de treinador, devendo treinar os jogadores individualmente e definir as estratégias que ache melhor para a equipa.

Muitas são as coisas que se têm de planear fazer neste Road to International Cup

Muitas são as coisas que se têm de planear neste Road to International Cup

No campo dos audiovisuais, este é um jogo bastante competente. Não há uma grande variedade de estádios, é verdade, mas os que há estão bem detalhados quanto baste, assim como os jogadores em si, o relvado e o público. Isto para os padrões de 2002, claro. A única coisa que pode desiludir é a falta de comentadores, algo que já não era inédito por esta altura. As músicas existem apenas nos menus, durante as partidas em si vão sendo substituídas pelos ruídos e cânticos do público.

Virtua Striker 3 ver. 2002 é assim um jogo bastante competente, para quem quiser uma experiência futebolística mais arcade. Ainda assim, a Sega tentou criar mais algum conteúdo extra para atrair mais público e aumentar a sua longevidade, e para quem tiver paciência, o modo Road to International Cup acaba por ser uma grande razão para jogá-horas e horas. Quanto mais não seja para desbloquear o conteúdo extra, como a equipa do F.C. Sonic que acaba por ser uma bonita homenagem à Sonic Team.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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