Aero Fighters Assault (Nintendo 64)

AerofightersA rapidinha de hoje vai incidir naquele que até agora é o último jogo da franchise Aero Fighters / Sonic Wings e coincidentemente é também o mais diferente. Enquanto os outros jogos da franchise são shmups 2D daqueles bem clássicos e desafiantes, neste Aero Fighters Assault houve uma transição para o 3D, com o jogo a lembrar bem mais outras séries como Ace Combat ou Aero Dancers. Este meu exemplar foi comprado como new old stock de uma loja em pleno coração da cidade do Porto, tendo-me custado cerca de 5€.

Jogo com caixa, manual e papelada.

Jogo com caixa, manual e papelada.

Apesar da mudança para 3D, a nível de história não houveram assim grandes alterações, onde mais uma vez poderemos encarnar num de diversos pilotos (alguns já bem conhecidos para quem jogou os Aero Fighters / Sonic Wings anteriores, e viajar pelo mundo de forma a derrotar uma grande ameaça terrorista. A nova organização maléfica têm-se vindo a entreter em derreter o gelo da Antárctida, o que está a provocar sérios problemas pelo planeta inteiro. Por exemplo logo no primeiro nível vemos uma Tóquio completamente alagada… A diferença no conceito dos níveis é que agora é que cada um é composto por uma missão própria, que consiste em abater algum alvo inimigo (os tais confrontos de bosses) ou outras missões de puro dog fighting ou mesmo de protecção de alguma infrastrutura do fogo inimigo. Antes de cada missão começar temos sempre direito a um briefing com o objectivo e inimigos que iremos enfrentar.

Algumas das caras conhecidas nos jogos anteriores dão aqui o ar de sua graça uma vez mais

Algumas das caras conhecidas nos jogos anteriores dão aqui o ar de sua graça uma vez mais

E com a mudança para 3D naturalmente que os controlos se complicaram para controlar a aeronave por nós escolhida, pois temos uma maior liberdade de movimentos, bem como botões próprios para o afterburner ou para virar rapidamente. No que diz respeito às armas, cada piloto/avião é diferente e possui armamentos distintos, mas tudo se baseia no mesmo setup: metralhadora pesada, projécteis teleguiados, armas defensivas e armas especiais. A metralhadora e os mísseis normais podem ser disparados sempre que as armas estejam prontas a disparar, algo que é visível no ecrã através de uns indicadores próprios. As armas especiais e defensivas já têm usos limitados e devem ser utilizadas com alguma cautela: é recomendável que se usem as especiais nos confrontos contra bosses quando possível, já as defensivas devem ser utilizadas nas dogfights, quando algum avião inimigo nos consegue “lockar” através dos seus radares. Para além do modo história, que traz também algumas missões especiais de bónus, acessíveis mediante a nossa performance, existem outros modos de jogo, tais como o Practice, que se divide em modos de treino de pilotagem das aeronaves e combates dogfighting, o Boss Attack, que deveria ser auto explanatório e por fim a vertente multiplayer, um modo deathmatch que nunca experimentei.

O laser nas nossas costas é o de algum avião inimigo que nos tenta lockar para disparar os seus mísseis teleguiados

O laser nas nossas costas é o de algum avião inimigo que nos tenta lockar para disparar os seus mísseis teleguiados

No que diz respeito aos audiovisuais, este é um jogo bem simples. Os cartuchos da Nintendo 64 não permitem lá muitos floreados, pelo que existem poucas vozes. Antes de cada missão temos um ligeiro briefing de quais os objectivos da mesma e é tudo passado em texto. A nossa “chefe” lá vai dizendo algumas palavras genéricas que se repetem nos outros briefings também. As músicas pareceram-me competentes, mas confesso que não me ficaram no ouvido. A nível gráfico é um jogo relativamente simples, com texturas pouco definidas, mas por outro lado são áreas bastante abertas, que poderão ser cidades em ruínas, desertos, ou batalhas meramente pelos céus, em diversas alturas do dia. Combater à noite traz sem dúvida algumas dificuldades acrescidas e nessa altura teremos de ter maior atenção ao radar para mostrar as posições inimigas.

Em suma, este é um daqueles títulos em que apesar de não ser um mau jogo, creio que se afasta em demasia da fórmula pela qual a série Aero Fighters / Sonic Wings sempre ficou conhecida. Mas para quem gosta de jogos do género de um Ace Combat, então tem aqui uma boa alternativa. Talvez a única se apenas fossem possuidores de uma Nintendo 64 na época.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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