Cosmo’s Cosmic Adventure (PC)

A rapidinha de hoje recai em mais um clássico da Apogee, um jogo de plataformas programado por Todd Replogle, uma das mentes por detrás da franchise do Duke Nukem. E tal como os primeiros Duke Nukem, este é também um jogo de plataformas bem interessante para a época. Também, tal como quase todos os outros jogos que tenho da Apogee aqui na minha conta de steam, este veio também da 3D Realms Anthology, que havia sido comprada a um preço bastante reduzido há uns meses atrás.

Cosmo's Cosmic AdventureEm Cosmo’s Cosmic Adventure, como o próprio nome do jogo indica controlamos um extraterrestre chamado Cosmo, na sua aventura pelo espaço longínquo. Na verdade, Cosmo é um jovem extraterrestre que se preparava para vir com os seus pais numa excitante viagem mesmo a tempo do seu aniversário: Visitar a Disneyworld! Como a Apogee conseguia fugir com referências destas aos advogados da Disney é um mistério para mim. Entretanto a nave espacial em que viajavam estava com problemas e tiveram de aterrar num planeta desconhecido. E numa distracção, Cosmo perde o rasto dos seus pais, suspeitando que tenham sido levados por um grande animal, devido às pegadas gigantes que encontrou. Com medo que sejam devorados, o resto do jogo é passado precisamente à procura dos pais de Cosmo, atravessando assim diferentes localidades daquele estranho mundo e suas criaturas.

Temos alguns power ups que nos regeneram e aumentam a barra de energia

Temos alguns power ups que nos regeneram e aumentam a barra de energia

A jogabilidade é algo simples, mas eficaz. O objectivo em cada nível é o de procurar a saída, embora acabemos de perder muito mais tempo à procura de todos os itens e acumular o máximo de pontos possível, só mesmo porque sim. Se jogaram o primeiro Duke Nukem ou outros jogos de plataforma da própria Apogee dessa época, vão entender perfeitamente. Os níveis estão repletos de vários itens coloridos e a vontade de os apanhar a todos é grande! De resto Cosmo possui uma pequena barra de vida que poderá ser expandida de 3 até 5 slots ao longo de cada episódio. Para atacar os inimigos temos de fazer o que Mario faz, saltar em cima deles, ou então usar umas bombas relógio que podemos também ir encontrando durante o jogo. Outra habilidade de Cosmo é a de se agarrar às paredes, o que com aquelas mãos de ventosas não seria de esperar outra coisa. De resto teremos como habitualmente vários inimigos e armadilhas à nossa espera, como vários tipos de espinhos e lanças prontas a nos trespassar ou mesmo bolas de fogo cuspidas pelas paredes.

Apesar de o objectivo de cada nível ser apenas o de encontrar a saída, é frequente passarmos muito mais tempo só a acumular pontos só porque sim.

Apesar de o objectivo de cada nível ser apenas o de encontrar a saída, é frequente passarmos muito mais tempo só a acumular pontos só porque sim.

Graficamente falando, é um jogo algo colorido dentro das suas limitações. Isto porque é um jogo que usa a tecnologia gráfica EGA, que pode atingir um máximo de 64 cores diferentes em simultâneo no ecrã. Há pouco tempo atrás ainda era bastante comum a Apogee lançar jogos exclusivamente em CGA, um standard ainda mais rudimentar e há muito obsoleto, pelo que EGA já é bem bom. Ainda assim, com as suas limitações, o jogo está bastante detalhado, com os seus níveis a atravessarem diferentes cenários como paisagens naturais exóticas, cavernas, cidades e outros locais mais high tech. Até o interior de criaturas gigantes! Os efeitos sonoros são feitos utilizando o PC Speaker mas Cosmo’s Cosmic Adventure era também compatível com as placas de som AdLib, conferindo-lhe música. As músicas eram interessantes e agradáveis, atravessando diversos géneros musicais, incluindo temas mais electrónicos ou rockeiros.

Em suma, fiquei bastante surpreendido com este Cosmo’s Cosmic Adventure. Este foi dos poucos jogos da Apogee que quando era mais novo não me passou pelas mãos e até se revelou num jogo de plataformas bem competente.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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