Call of Duty: World at War (PC)

Call of Duty - World at WarJá há bastante tempo que não trazia cá nenhum Call of Duty. Não que me faltem jogos da franchise por jogar, o que falta é tempo e muita vez a vontade de pegar neste ou naquele jogo não é a maior. Mas lá lhe dei uma oportunidade e até gostei daquilo que joguei. Nesta altura já não havia o frenesim de anos anteriores em FPS da segunda guerra mundial. Na verdade a Activision entrou pelos tempos modernos no Call of Duty Modern Warfare, lançado antes deste, e a coisa a partir daí esmoronou. Mas, com a Treyarch a desenvolver este World at War, foi tempo da Activision revisitar pela última vez (até agora) os teatros de guerra da 2a Guerra Mundial. Este meu exemplar foi comprado por cerca de 5€ na já extinta New Game do Maiashopping, algures em 2013.

Jogo com caixa, manual e papelada

Jogo com caixa, manual e papelada

Em conjunto com este World at War foi também lançado para a PS2 uma adaptação chamada Call of Duty World at War: Final Fronts, que já tinha referido num outro artigo. E apesar deste também se focar nas campanhas finais da Segunda Guerra, aqui apenas controlamos as tropas norte-americanas na conquista da ilha de Pelelieu e posterior invasão a Okinawa, enquanto que no teatro de guerra europeu, apenas jogamos com as tropas Soviéticas, principalmente da sua invasão da Alemanha e conseguinte tomada da cidade de Berlim.

Há que começar as coisas com algum dramatismo!

Há que começar as coisas com algum dramatismo!

E eu nunca fui um grande fã das batalhas do pacífico, pois são quase todas em clima de guerrilha, com japoneses camuflados enfiados em foxholes, ou escondidos nas árvores. Mas aqui, se calhar os bons gráficos para a época ajudaram, e até achei a campanha norte-americana no pacífico bem agradável desta vez. A soviética é toda jogada nos olhos do mesmo soldado, cujo primeiro nível começa na batalha de Estalingrado, após os Nazis a terem conquistado e assassinado imensos compatriotas soviéticos. Essa primeira missão soviética é uma sniping mission, onde teremos quase sempre de ter uma abordagem muito mais furtiva. As outras missões são mais genéricas, com os típicos objectivos de destruir artilharia pesada, ou de invadir e controlar alguns pontos estratégicos. Claro que, no lado do pacífico, nos vai levar por muitas selvas e culminando num grande castelo em Okinawa, já no lado soviético serão em paisagens rurais, mas também nas ruínas de grandes cidades como Estalinegrado ou Berlim, com passagens inclusivamente pelas suas estações de metro. Ainda assim teremos também 2 missões de veículos. Do lado americano faremos parte da tripulação de um avião anfíbio, onde teremos de destruir uma frota japonesa e resgatar alguns dos nossos soldados em pleno oceano, já do lado soviético controlamos um tanque e iremos enfrentar algumas batalhas de tanques bem interessantes.

A campanha norte-americana exige alguma discrição e furtividade. Afinal, o clima é sempre de guerrilha

A campanha norte-americana exige alguma discrição e furtividade. Afinal, o clima é sempre de guerrilha

A jogabilidade é a tradicional de um Call of Duty, com a possibilidade de equipar apenas 2 armas em simultâneo, mas com uma grande oferta de diferentes tipos de armas, tanto americanas, soviéticas, nazis ou japonesas. A vida passa também a ser regenerativa, deixam de haver recursos aos medkits. E connosco acompanham-nos outros membros do nosso esquadrão que nos auxiliam a combater o fogo inimigo, bem como nos dão algumas dicas do que teremos de fazer (como se as estrelinhas que marcam os objectivos no mapa já não fossem ajuda suficiente). De resto teremos também a vertente multiplayer, que tanto pode ser a campanha jogada em modo cooperativo, ou o multiplayer competitivo mais robusto, com direito a diferentes níveis e rankings que podem ser evoluídos consoante a nossa performance. Não perdi muito tempo nisto, assim como pouco tempo perdi no modo de jogo que desbloqueamos após chegar ao final da campanha, os Nazi Zombies. Aqui enfrentamos ondas após ondas de zombies nazis e o nosso objectivo é meramente o de sobreviver. Quantos mais zombies matarmos, mais dinheiro ganhamos, dinheiro esse que pode ser gasto a comprar mais e melhor armamento ou melhorar as nossas defesas. Sei que seria muito a pedir à Treyarch, que provavelmente desenvolveram aquilo só numa de brincadeira, mas acho que teria bem mais piada em fazer uma pequena campanha com nazi zombies.

O apogeu está precisamente na invasão a Berlim, e sua conquista casa-a-casa até finalmente se invadir o Reichstag

O apogeu está precisamente na invasão a Berlim, e sua conquista casa-a-casa até finalmente se invadir o Reichstag

Nos audiovisuais é um jogo bem competente. Para quem jogou o Modern Warfare na sua época, este World at War possui gráficos ligeiramente melhores, pois usa o mesmo motor gráfico do anterior. E quando o joguei, ao ver as “bonitas” paisagens, suspirei de saudades em termos um novo FPS do género. Com a capacidade gráfica dos PCs e consolas actuais, um novo Call of Duty nesta época cairia que nem ginjas. Ou melhor… boa dica para a Gearbox, eles que terminem a história dos Brothers in Arms que já dava jeito. As músicas tanto vão daquelas orchestrações mais épicas que séries como esta ou Medal of Honor tanto nos habituaram, ou então música mais electrónica ou rock em certos segmentos que, apesar de nem resultar mal de todo, não deixa de ser um pouco estranho estar a ouvir algo tão descontextualizado.

A ver se em breve instalo o Call of Duty Modern Warfare 2 e dou finalmente o seguimento à série que até nem levam muito tempo a serem finalizados os modos de campanha. Resumindo, achei este um FPS competente, não reinventa a roda, mas para quem gostar de videojogos centrados na Segunda Guerra Mundial, terá aqui mais um bom exemplo para se divertir.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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