Worlds of Ultima: The Savage Empire (PC)

Já há algum tempo que não voltava a pegar na série Ultima. Desta vez o escolhido foi o primeiro jogo da série secundária de Worlds of Ultima, que utiliza as mecânicas base do Ultima VI, mas é passado num universo completamente distinto do mundo imaginado por Lord British. Mas não deixa de ter as suas ligações à série principal, claro. Este meu exemplar digital se a memória não me falha foi oferecido quando criei a minha conta no GOG.com. Isso ou então foi comprado numa das promoções que ocasionalmente fazem em que colocam os jogos da franchise inteira à venda por um preço mais reduzido.

Worlds of Ultima - PCA acção neste jogo decorre algo após os acontecimentos narrados em Ultima VI, onde mais uma vez tomamos o papel de Avatar. A narrativa começa com Avatar a levar as misteriosas moonstones (que activam os portais para o mundo de Britannia) ao seu amigo Dr. Rafkin, curador do museu de história natural lá do sítio para que as pudesse analisar. Rafkin estava acompanhado de um jornalista algo sensacionalista chamado Jimmy Malone e após tentar fazer algumas experiências com a Moonstone, ocorre um acidente que nos transporta para uma outra dimensão, um mundo com enormes e densas selvas, várias tribos diferentes, e dinossauros também. Em linhas gerais, a nossa tarefa é de unir todas as tribos de forma a que todos juntos consigam combater a ameaça das Myrmidex, uma praga de formigas gigantes que ataca os humanos. Para isso teremos primeiro de auxiliar certas pessoas como líderes ou xamãs tribais a resolver alguns problemas que os apoquentam (como por exemplo assassinar o tirano que ursupou o poder de alguma tribo, resgatar pessoas raptadas, entre outros).

Tal como no Ultima VI, as palavras chave que desencadeiam novos diálogos aparecem sobressaídas

Tal como no Ultima VI, as palavras chave que desencadeiam novos diálogos aparecem sobressaídas

As mecânicas de jogo na sua essência são muito similares às de Ultima VI, pelo que recomendo a leitura desse artigo para mais detalhe. Utilizando o mesmo motor gráfico de raiz, este jogo mantém as mesmas interfaces e um uso mais regular do rato para seleccionar comandos, fazer gestão de inventários das diferentes personagens, ou simplesmente seleccionar os alvos para atacar, aquando activarmos o modo de combate. A grande diferença é a falta de reagentes mágicos do mundo de Britannia, pelo que as magias são muito mais simplificadas. Aqui apenas Triolo pode conjurar feitiços que consistem essencialmente em escolher 1 de três itens que se podem oferecer a um de três ídolos distintos, havendo assim 9 possibilidades. Fora isso, o crafting continua a marcar a sua presença para as mais variadíssimas coisas, desde itens do dia-a-dia até armas de fogo, munições e granadas.

Algumas personagens que podem fazer parte da nossa "party" são caras conhecidas

Algumas personagens que podem fazer parte da nossa “party” são caras conhecidas

Algo também engraçado de notar é que para além do Avatar que é uma constante em toda a série, e do Lord British também dar o ar de sua graça em certas alturas, alguns dos nossos companheiros de Britannia têm aqui sósias como o já referido Triolo/Iolo, Shamuru que é na verdade um clone de Shamino, ou Dorkray/Dupre. Warren Spector é também uma personagem que marca mais uma vez a sua presença, para além de já ter aparecido no Ultima Underworld, como pseudo-vilão. E escusado será dizer que Warren Spector é um dos criadores do jogo e uma das personalidades mais conhecidas da comunidade de developers, com participações noutros clássicos como System Shock, Thief e Deus Ex.

Estas pequenas cutscenes eram algo de luxo para um IBM PC na época

Estas pequenas cutscenes eram algo de luxo para um IBM PC na época

Graficamente é um jogo que nada deve ao Ultima VI, sendo bastante colorido e introduzindo também algumas pequenas cutscenes em 2D que para a época eram sem dúvida bastante impressionantes. Os diálogos são extensos e todas as personagens têm sempre algo relevante a dizer, mesmo aquelas completamente genéricas e que não são importantes para a história. O mesmo pode ser dito dos retratos dessas mesmas personagens, que vão sendo também variados. As músicas têm em regra geral também uma óptima qualidade! Nota-se perfeitamente que em séries como Ultima ou Wing Commander a Origin esmerava-se bastante em apresentar algo com óptimos audiovisuais.

No fim de contas, apesar de fugir um pouco ao mundo fantasioso de Britannia que esta série sempre nos habituou, este primeiro Worlds of Ultima não deixa de ser um RPG bastante completo, e este “Savage Empire” acaba por ser uma interessante homenagem a obras fantasiosas como o Lost World de Sir Arthur Conan Doyle.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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