Final Fantasy Crystal Chronicles: Ring of Fates (Nintendo DS)

FF CC Ring of FatesO Final Fantasy Crystal Chronicles foi o jogo que marcou o regresso da Squaresoft (já na altura com o nome de Square Enix) de volta às plataformas da Nintendo, após uma separação algo litigiosa que resultou no lançamento de Final Fantasy VII na concorrente Sony Playstation. E este Crystal Chronicles era um action RPG algo simples, mas com um charme muito peculiar e que sempre me agradou, sendo para mim um dos jogos de peso da Nintendo Gamecube. A Square Enix decidiu então pegar nesse título e criar uma série de novos jogos baseados no mesmo universo, mantendo-se sempre nas consolas da Nintendo. Este meu exemplar foi comprado na feira da Ladra em Lisboa há uns meses atrás, tendo-me custado 5€.

Final Fantasy Crystal Chronicles Ring of Fates -Nintendo DS

Jogo com caixa, manual e papelada

No Crystal Chronicles original, o mundo estava infestado de Miasma, uma substância tóxica que afectava todas as populações. A única maneira de sobreviverem era com recurso aos cristais mágicos, que serviam de escudo e impediam o Miasma de entrar nas aldeias e cidades. Mas todos os anos era necessário sair numa expedição para procurar Myrhh de forma a recarregar as energias do cristal. Neste Ring of Fates, a narrativa decorre muito antes desses acontecimentos, com o mundo a ser ainda um local normal. Os protagonistas são os irmãos gémeos Yuri e Chelinka, que se vêm envolvidos numa conspiração por parte de um culto religioso em ursupar o reino de Rebena Te Ra e usar os cristais mágicos para poderes nefastos.

Os Mogs continuam a ser presença obrigatória na série

Os Mogs continuam a ser presença obrigatória na série

E enquanto o original era um jogo que podia ser jogado sozinho, mas também poderia ser jogado cooperativamente com recurso ao cabo de ligação da Gamecube à Gameboy Advance, nesta prequela para a Nintendo DS a Square Enix decidiu separar a vertente single player e multiplayer com diferentes histórias, com o jogo a seguir uma abordagem de “cumprir quests” nessa vertente. De resto as mecânicas base de jogo mantêm-se muito semelhantes entre si e com o primeiro Crystal Chronicles. Existem na mesma as 4 raças distintas de humanóides, mas os seus atributos mudaram um pouco. Temos então os Clavats, aquela raça que mais se assemelha aos humanos normais, outrora com atributos razoáveis em todos os campos, mas agora com predominância em ataques físicos, os Selkies, arqueiros das florestas com a agilidade como ponto forte, os Yukes que se mantêm como os feiticeiros do jogo e por fim os Lilties, outrora fortes guerreiros como os anões, mas neste jogo a ganhar o papel de alquemistas. Os ataques mágicos continuam a assentar em combinações de diferentes tipos de magicites, com os ataques a serem desencadeados ao arrastar o alvo para a área em questão. A nossa party, que vem a ter uma personagem de cada raça no modo história principal partilha também de uma pool de magicites, e diversos itens como poções que podem ser arrastados com a stylus para a personagem em questão.

De resto é também um jogo com alguma ênfase no equipamento que podemos comprar, com as personagens a mudarem o seu aspecto cada vez que alteremos uma armadura, capacete e afins. Para além do mais, devo dizer que o modo multiplayer também me surpreendeu bastante, pois a Square Enix deu-se ao trabalho de fazer uma coisa com pés e cabeça, ao criar uma espécie de história paralela. Aqui até 4 amigos poderiam criar a sua personagem e jogar em conjunto, embora também seja possível jogar este modo de jogo adicional sozinho.

Para não variar, o touch screen serve para funções de menus

Para não variar, o touch screen serve para funções de menus

A nível gráfico acho que é um jogo muito bem conseguido para a Nintendo DS. Esta portátil tem um potencial bastante limitado no que diz respeito aos gráficos em 3D, mas a Square Enix apresentou aqui um motor gráfico bastante robusto, permitindo personagens e cenários bem detalhados. O Crystal Chronicles original tinha um charme muito característico a nível gráfico, principalmente com a direcção de arte utilizada e conseguiram replicar muito bem aqui essa experiência. As músicas também são competentes, assim como o voice acting que vai dando o ar da sua graça aqui e ali. No geral, acho que a narrativa está muito boa para um RPG mais ligeiro como este e devo dizer que este Ring of Fates me parece um jogo bem mais sólido que o seu sucessor, o Echoes of Time, um outro action RPG híbrido, lançado em simultâneo para a Nintendo DS e a Wii, partilhando do mesmo motor gráfico em ambas as versões. Mas isso é conversa para um outro artigo, a partir do momento em que adicione esse jogo à minha colecção. No fim de contas, este é um action RPG com um balanço muito positivo para mim.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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