Pilotwings 64 (Nintendo 64)

Pilotwings 64A rapidinha de hoje é sobre um jogo que até acabou por me surpreender pela sua diversidade. As memórias que tinha do Pilotwings 64 era de ver no saudoso Templo dos Jogos alguém a bater numa espécie de Mount Rushmore com a cara do Wario lá esculpida e a mesma ser substituída pela do Mario. Após jogar 5 minutos do Pilotwings original em emulação, estava convencido que este era um simulador de voo convencional, mas felizmente enganei-me e já explicarei o porquê. Este meu cartucho custou-me 3€ na feira da Vandoma no Porto, algures durante o ano passado. Foi um pequeno bundle de vários cartuchos que comprei.

Pilotwings 64 - Nintendo 64

Apenas cartucho

E sim, na sua essência este é um simulador de voo, mas não é lá muito convencional, pois os equipamentos de voo são uma asa-delta, um jet pack e um gyrocopter, aqueles helicópteros pequeninos e ultra-leves. Cada um destes 3 veículos possui diferentes controlos e mecânicas de jogo que serão explorados devidamente nas várias provas que teremos de realizar. Isto porque o modo principal de jogo consiste em obter vários tipos de licenças de voo, desde a mais básica de principiantes até à mais avançada para um piloto a sério. Para isso teremos de cumprir várias missões. Inicialmente as coisas são bem simples, ideiais para nos habituarmos aos controlos, com as missões a pedirem simplesmente que passemos pelo meio de vários anéis aéreos no menor tempo possível. Depois as coisas começam a ficar mais interessantes e o tipo de missões mais abrangentes. Nas asas deltas por vezes pedem-nos que tiremos algumas fotos a certos objectivos, no jetpack teremos de rebentar balões gigantes no céu ou empurrar bolas gigantes para um certo local, ou no girocóptero por vezes teremos de disparar mísseis, seja em alvos espalhados um pouco por todo o lado, seja para repelir algum robot gigante de atacar uma cidade.

Muitos destes anéis teremos de atravessar!

Muitos destes anéis teremos de atravessar!

Os controlos felizmente são bem implementados e adequam-se bem ao estilo de jogo. Para nos auxiliar nas missões temos de ter especial atenção ao radar que nos vai indicando os próximos pontos de interesse bem como se estão mais alto ou mais baixos que nós pela cor que aparecem no radar. No gyrocopter ou jetpack temos de ter também atenção ao combustível disponível para terminar a missão, já na asa delta como apenas estamos a planar pelo ar devemos planear bem o nosso percurso. Geralmente existem alguns locais (também marcados no radar) com correntes de ar quente que nos voltam a colocar lá em cima. De resto, e para além destas 3 modalidades, existem ainda outras 3 de bónus que podemos experimentar, como o Human Cannonball (onde o objectivo é acertar o mais próximo possível do centro do alvo), o Sky Diving, onde temos de fazer algumas acrobacias enquanto caimos em queda livre e o Jumble Hopper, onde temos calçado umas botas especiais que nos permitem saltar incrivelmente alto. O objectivo é chegar à meta com o mínimo de saltos possível.

A draw distance deste jogo era muito boa, comparando com outros das consolas concorrentes

A draw distance deste jogo era muito boa, comparando com outros das consolas concorrentes

Graficamente é um jogo bastante colorido e detalhado para a época. É de salientar que este era um jogo de lançamento para a Nintendo 64 e aqueles pormenores técnicos que a consola tinha como falhas ainda não eram propriamente notórios nesta época. Contem com vários diferentes cenários a explorar, várias ilhas em diferentes alturas do dia e condições climatéricas, bem como pequenas cidades norte-americanas em miniatura, como New York ou Hollywood, por exemplo. As músicas são bastante calmas e com melodias alegres.

Em suma, este Pilotwings foi um jogo que me impressionou com a sua diversidade de missões, pois estava à espera de encontrar um simulador de voo algo chato. Fica é a faltar um modo multiplayer.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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