NARC (ZX Spectrum)

NARC_FrontVamos lá a mais uma rapidinha, agora para mais um jogo de ZX Spectrum que cá veio parar à colecção. Na realidade tenho aqui 2 sacos cheios de tapes que ainda não cataloguei pois tenho de as filtrar. Enquanto isso não acontece, aproveito para escrever sobre a conversão deste NARC, um jogo incrivelmente violento nas arcades e cujo meu exemplar (100% original) foi encontrado na Feira da Vandoma do Porto há coisa de uns meses atrás por 2.5€.

Jogo original com caixa e manual

Jogo original com caixa e manual

O jogo originalmente lançado nas arcades pela mão da Williams, era um sidescroller bastante colorido e bem detalhado, onde encarnamos num agente especial da brigada de narcóticos, equipado com uma metralhadora com lança granadas, com a missão de fazer um street cleaning, aos gangues locais, onde vamos passando por vários ghettos, becos obscuros, casas com meninas da noite e até estufas de cultivo de cannabis. Aqui a moral da história sempre foi shoot first, ask questions later, apesar de ser possível prender os inimigos em vez de os arrebentar em pequenos pedaços com um tiro certeiro do rocket launcher incorporado.

Os polícias de capacete fazem lembrar de certa forma os assassinos mascarados de Hotline Miami

Os polícias de capacete fazem lembrar de certa forma os assassinos mascarados de Hotline Miami

E na sua essência, essas mecânicas de jogo foram também reproduzidas no velhinho ZX Spectrum, embora claro, sem todo aquele grafismo impressionante para a época. Aqui os níveis são monocromáticos e embora as coisas se tenham simplificado nos visuais, isso não impede que surjam imensos inimigos no ecrã ao mesmo tempo, mesmo bom para testar o nosso rocket launcher! E mesmo em visuais monocromáticos não deixa de apresentar gore quanto baste, ao vermos torsos e membros a voarem pelo ecrã juntamente com a explosão. Alguns inimigos são também bastante chatos, como os cães que por algum motivo são difíceis de atingir e uns bandidos que teimam em disparar para baixo, pois toparam o nosso esquema de andar agachados para esquivarmo-nos do fogo inimigo. De resto temos 12 níveis que se podem tornar algo repetitivos por estarmos a fazer sempre o mesmo, com uma excepção onde conduzimos um carro a certa altura.

O dinheiro, drogas que apanhamos e apreeensões que fazemos traduzem-se em mais pontos no final do nível

O dinheiro, drogas que apanhamos e apreeensões que fazemos traduzem-se em mais pontos no final do nível

Mas mesmo assim devo dizer que esperava algo ainda um pouco melhor, até porque este é um jogo desenvolvido a pensar no 128K, e a falta de música durante o jogo foi algo que desapontou (apenas a podemos ouvir no ecrã título). Para além disso é um daqueles jogos com multiload, pelo que se o estiverem a jogar no hardware verdadeiro contem com várias pausas para carregarem novamente no play de forma ao Spectrum carregar a memória com mais conteúdo.

 

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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