Last Battle (Sega Mega Drive)

Last BattleHokuto No Ken, ou Fist of the North Star é uma série de manga/anime clássica japonesa da década de 80, que para mim foi simplesmente das melhores épocas para o género. Passado num mundo pós apocalíptico, Fist of the North Star é passado num mundo austero e bastante violento. É uma série que eu tenho definitivamente de ver de uma vez por todas. E porque passei eu meio parágrafo a escrever sobre Fist of the North Star? É porque tal como o Black Belt da Master System, este Last Battle é também um reskin de um jogo dessa franchise, lançado originalmente no Japão. Este meu exemplar veio de um bundle de jogos que comprei na Cash Converters de Alfragide já há uns bons meses atrás, creio que por cerca de 5€.

Jogo em caixa

Jogo em caixa

Gostava de vos falar da história deste jogo, mas a mesma passa tão rápida no ecrã que só dá para ler 3 linhas de cada parágrafo… de qualquer das formas a mesma é baseada na segunda temporada do anime Fist of the North Star que eu ainda não vi, pelo que vou-me remeter à minha ignorância. A jogabilidade é de um beat ‘em up sidescroller puramente em 2D, algo como no Altered Beast. E também como o Altered Beast este é um dos jogos de primeira geração da Mega Drive, que impressionou o público mais pelo tamanho grande das sprites do que propriamente pela jogabilidade, que acabou por envelhecer um pouco mal.

Whatever you say, Aarzak (que raio de nome lhe foram dar)

Whatever you say, Aarzak (que raio de nome lhe foram dar)

Mas vamos lá às mecânicas de jogo antes de mais nada. Em primeiro lugar temos um mapa mundo para explorar e com alguns caminhos alternativos a tomar. E em cada nível que entramos podemos ter uma de 4 coisas: um nível normal onde temos de defrontar os inimigos que nos vão aparecendo até chegar ao fim; um confronto contra um boss; um encontro com algum aliado que nos aumenta o nosso ataque, defesa ou restaura energia ou então podemos encontrar um nível labiríntico. Nestes não temos quaisquer inimigos para defrontar a não ser as armadilhas despoletadas, como setas ou pedras a surgirem de várias direcções. Aqui teremos simplesmente de encontrar a saída. Sinceramente foram níveis que me pareceram um pouco enfadonhos. De resto a jogabilidade é bastante simples, com a nossa personagem a poder desencadear uma série de ataques básicos. À medida que vamos derrotando inimigos vamos também enchendo uma barra de “power“. Quando ultrapassarmos um certo limite, dá-se uma pequena transformação à Altered Beast, com o nosso herói a ficar tão musculado que lhe rebenta a roupa, ganhando a habilidade de dar socos bastante rápido.

No original japonês podíamos explodir com cabeças! Infelizmente isso aqui foi censurado.

No original japonês podíamos explodir com cabeças! Infelizmente isso aqui foi censurado.

Graficamente é um jogo algo simples, com os cenários a não serem tão variados assim. Temos cidades em ruínas, paisagens desérticas (o típico de um jogo pós-apocalíptico), bem como alguns níveis passados à beira-mar e num navio que nos atravessa para a outra margem. As sprites em si são bem grandinhas e detalhadas, isso era um grande cartão de visita das capacidades de um sistema da Mega Drive para os que estavam habituados aos gráficos de uma NES ou mesmo da Master System. Mas infelizmente, para além de trocarem os nomes das personagens de Fist of the North Star, também alteraram o aspecto dalguns bosses, dando-lhe um aspecto mais mutantes. Isto porque também decidiram tirar o gore do jogo, já que no original sempre que atingíamos um inimigo a sua cabeça explodia, aqui simplesmente voam pelo ecrã fora. E nos bosses alguns também tinham finais bem sangrentos. De resto, as músicas não são nada de especial, mas também não são propriamente más. Uma delas ainda me fez lembrar umas melodias de Phantasy Star!

Para além do gore retirado, também alteraram as cores de alguns bosses

Para além do gore retirado, também alteraram as cores de alguns bosses

No fim de contas, este Last Battle embora não sendo um mau jogo, ultimamente acaba por ser daqueles exemplos de videojogos que envelheceram mal com o tempo. As suas mecânicas de jogo são bastante simples e repetitivas (em especial nos níveis labirínticos) e o facto de o terem transformado tanto desde a versão Japonesa também não o abonou muito. Mas não é um mau jogo, e se tiverem curiosidade é dos que mais facilmente se encontra por aí. Comprem-no baratinho!

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
Esta entrada foi publicada em Mega Drive, SEGA. ligação permanente.

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