Gunbird Special Edition (Sony Playstation 2)

gunbirdseEsta rapidinha, que à partida será o último artigo que publico da PS2 nesta semana, é sobre mais uma pequena compilação, desta vez são conversões directas das arcades de dois shmups bem divertidos da Psikyo, o Gunbird 1 e 2. E sendo conversões directas de arcade, não teremos aqui os extras de Gunbird 2 para a Dreamcast como por exemplo, ter a Morrigan da série Darkstalkers jogável. Este meu exemplar foi comprado algures em 2015 na cash converters de Alfragide por 2.5€.

Gunbird Special Edition - Sony Plastation 2

Jogo com caixa e manual

E quando digo que estes são jogos bastante divertidos, não me estou a referir só à jogabilidade, mas também ao carácter das diversas personagens e da história em geral. Nesta última, apesar de parecer, não estamos propriamente a combater um império qualquer ou defender-nos de alguma invasão alienígena. No primeiro Gunbird o objectivo é reunir várias peças de um espelho mágico para invocar um génio que nos permite realizar um desejo. No segundo temos como objectivo também encontrar alguns cristais que depois nos dão acesso a um esconderijo do próprio Deus para ir embusca de um medicamento qualquer… claro que temos sempre a oposição de um conjunto de piratas que difere de um jogo para o outro…

Castelos medievais, comboios a vapor e mechas no mesmo jogo ditam variedade de cenários

Castelos medievais, comboios a vapor e mechas no mesmo jogo ditam variedade de cenários

Depois temos o carácter bem humorado do elenco de personagens ao longo dos dois jogos. A irreverente bruxinha (Marion) cujo maior desejo é ser adulta, um cientista que quer precisamente o contrário, que Marion permaneça uma pré adolescente (sim, é pedófilo), outro velhote homosexual, um vampiro todo estiloso mas que na verdade o seu cabelo é uma peruca e cheira terrivelmente mal dos pés, um tarado sexual, ou um indiano que venera gente gorda. Até a Morrigan do Darkstalkers, no caso de jogarem a versão Dreamcast, tem uma diferente personalidade!

Sim, Gunbird é uma série bizarra e sexualmente depravada

Sim, Gunbird é uma série bizarra e sexualmente depravada

No Gunbird, a ordem pela qual os primeiros 4 níveis começam é aleatória e os cenários ao longo da série vão sendo bastante variados, desde castelos medievais até cenários steampunk ou mais futuristas. Até nisso é um jogo que não se leva muito a sério! De resto a jogabilidade é excelente, com cada personagem a ter as suas próprias características, com diferentes modos de fogo e bombas especiais. Ao longo de cada nível vamos podendo apanhar uma série de power-ups como é habitual, aumentando assim o nosso poder de fogo. Especialmente no segundo essa jogabilidade está mais refinada, ao acrescentar bosses mais complexos e a possibilidade de usar a barrinha do charge shot para desencadear ataques de curto alcance bastante poderosos, mas sendo de curto alcance, tornam-se também arriscados de executar. No que diz respeito à dificuldade, para mim são bons desafios quanto baste, pois as balas seguem padrões incomuns e não muito previsíveis e no caso do primeiro Gunbird, são também bastante rápidas.

Embora não seja um bullet-hell, os padrões de tiro são muito mais imprevisíveis

Embora não seja um bullet-hell, os padrões de tiro são muito mais imprevisíveis

Graficamente é um jogo bonitinho, em especial o segundo Gunbird que por ser mais recente possui níveis bem mais detalhados, assim como aquelas pequenas cutscenes entre cada nível ou nos finais (que por sua vez costumam ser hilariantes). Por outro lado nas músicas é que já não achei assim tão cativantes.

Resumindo, esta é uma compilação interessante de dois shmups que de outra forma (a não ser pelo Gunbird 2 da Dreamcast), pouco seriam conhecidos pela Europa. É que a outra versão do primeiro Gunbird que saiu em consolas por cá foi mesmo a da Playstation, tendo sido lançada já no novo milénio como um budget title. O problema é que lhe trocaram o nome para Mobile Light Force e escarrapacharam uma capa que nada tem a ver com o jogo. Pior, é que na mesma altura lançaram também um Mobile Light Force 2 para a Playstation 2 com exactamente a mesma capa, mas agora a referir-se ao Shikigami no Shiro. Mais sobre este jogo talvez num futuro próximo.

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Sobre cyberquake

Nascido e criado na Maia, Porto, tenho um enorme gosto pela Sega e Nintendo old-school, tendo marcado fortemente o meu percurso pelos videojogos desde o início dos anos 90. Fã de música, desde Miles Davis, até Napalm Death, embora a vertente rock/metal seja bem mais acentuada.
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2 respostas a Gunbird Special Edition (Sony Playstation 2)

  1. Sempre tive curiosidade acerca deste jogo pois é perfeito para aqueles dias braindead. Já os MLF conhecia-os pelas capas horrendas que se traduzem numa completa “lost in translation” e fizeram muita gente nem sequer tocar nos mesmos.

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